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    Blog de edimeli
     


    Até que enfim me decidi

    Olá Pessoal.

    Estou aqui de passagem, apenas para me despedir. Isso mesmo...me despedir...

    Mas, calma, não me despeço  de vocês. Apenas desse blog.

    Pensaram que iam ficar livres de mim heim..(he he he). Mas não os dispenso tão fácil assim não. Conto  com vocês no meu novo Kantinho. Vocês são meus leitores assíduos e quero-os bem pertinho de mim. Alguns são meus seguidores e espero que continuem.

    Venham me visitar. Parem, sentem..leiam...comentem... Fiquem à vontade. Todos serão sempre muito bem vindos. Ainda não está totalmente arrumada a “casa”, mas pretendo fazê-lo aos poucos. Não sou muito boa nisso e vou precisar “pedir ajuda aos  universitários”. Mas eu chego lá...

    Agradeço a todos que me acompanharam durante minha estadia nessa casa e também pelos comentários sempre carinhosos e estimulantes. Uma pena não poder importá-los para lá.

     Mas, tenho certeza que outros virão.  Como tudo na vida, minha permanência aqui expirou.

    O blogspot oferece muito mais recursos proporcionando uma melhor configuração dos textos assim como também outros aplicativos.

     Há tempos estou limitada em  fotos  como também no tamanho das postagens. Isso tudo acabou me desmotivando e acabando por me fazer migrar para lá.

     Conto com todos vocês no meu novo Kantinho. 

     Abraços a todos. Até mais

    O novo endereço é

    http://kantinhodaedite.blogspot.com

     



    Escrito por edimeli às 15h06
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    Não à homofobia

     

    Não à Homofobia...

    A violência contra homossexuais aumenta a cada dia no Brasil, o que torna o tema bastante discutido. Atualmente esse tipo de violência está em todo lugar. A cada dia mais e mais homossexuais tem seus direitos violados, são desrespeitados, agredidos e assassinados. Simplesmente pela orientação sexual.

    Assistimos a tudo pela TV, nos revoltamos, ficamos indignados, nos comovemos. Mas a vida logo toma sua rotina. Até que outro caso novamente venha ocupar os noticiários.

    Alguém já parou para pensar que a próxima vítima, o rosto desfigurado ralado no asfalto ou o corpo escondido no matagal poderia ser um grande amigo seu? Ou seu vizinho? Ou o rapaz que canta na igreja?

    Quem sabe um conhecido seu que até então você desconhecesse esse seu lado homossexual? Sim, porque apesar das conquistas já adquiridas, uma maior exposição e visibilidade aumentada nos dias de hoje depois do surgimento da internet, muitos ainda se escondem nas sombras. Talvez com medo de represálias seja da própria família ou da sociedade ainda preconceituosa.

    Eu jamais imaginaria que aquele rapaz simpático e discreto, tímido e educado que animava as celebrações eucarísticas no domingo ao lado da tia, teria sua vida arrebatada assim de maneira tão brutal.

    Estava feliz, testemunharam amigos mais próximos. Tinha conseguido um bom emprego na cidade vizinha. Talvez por isso tenha se afastado há pouco tempo do ministério da música. Morava com os avós. Uma boa família. Um tio ordenado sacerdote recentemente.

    Não posso afirmar, mas talvez estivesse em conflito com a própria sexualidade.

    Depois de 24 horas desaparecido, uma denúncia anônima levou os policiais ao local do crime. O corpo foi encontrado camuflado num matagal nas proximidades da cidade. Um crime com requintes de crueldade, marca registrada dos torturadores com motivação homofóbica.  Um crime com alto grau de perversidade. Ao lado do corpo, preservativos. Indícios de que o crime tinha conotação sexual.

    Os criminosos? Três menores adolescentes. Certamente a Lei os protegerá. Alguns meses de internação na Fundação Casa e logo estarão nas ruas prontos a fazer a próxima vítima. Não é sempre assim que acontece?

    Desnecessário seria que já estivesse em vigor a lei que tramita no Congresso com o intuito de tipificar o crime contra homofobia.  Uma Lei específica para punir atos preconceituosos contra homossexuais. Certamente os adolescentes não estariam inclusos nela. O Estatuto do Menor os protegeria.

    Quanto à Lei, há duas correntes. Os que aprovam e acreditam que tipificar o crime pode amenizar o problema. E há aqueles que desaprovam fundamentando-se na tese de que na constituição já existe uma disposição legal para coibir tortura e terrorismo contra qualquer pessoa. Portanto não haveria necessidade de mais uma Lei que apenas iria apontar o preconceito e fortalecer a diferença. Ao invés disso, a preocupação deveria ser em educar o ser humano para que desde muito cedo aprendesse a conviver com as diferenças e não desenvolvesse qualquer tipo de intolerância. Pessoas são pessoas e não deveria existir diferença de tratamento para ninguém, seja qual for a sua orientação sexual, raça, cor ou religião.  Devemos ser contra qualquer tipo de agressão e violência, independente de sexualidade.

    E você o que acha?

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 09h28
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    Retorno ao lar

    O retorno ao lar

    Manhã de domingo clara e agradável.  Mas o céu azul límpido e o sol já um pouco quente são indicadores de que  o tempo vai esquentar e muito...

    Encontro-me no aeroporto de Campinas. Dentro em pouco estarei tomando o vôo para Marília.  É sempre bom regressar. Mas a saudade dos que deixei para trás também me acompanha.

    Quando saí, Lucas ainda dormia. Mas na véspera o abracei apertado como se com esse gesto  o infiltrasse mais para dentro de mim ou deixasse nele impregnado meu cheiro, o calor de meus afagos. Intensificasse  os laços familiares que nos une. Ainda trago comigo seu cheirinho de bebê, seu sorriso continua vivo e nítido na memória, assim como também seus choros e peraltices.

     Fecho os olhos e recordo seus bracinhos roliços se jogando em minha direção, seus olhinhos vivazes... Seu sorriso maroto... Seus gritinhos de insatisfação.  Impossível não se apaixonar!

    Por quase dois meses mergulhei completamente num mundo de fraldas, mamadeiras, papinhas, passeiozinhos no parque... A cada dia uma nova conquista, uma nova descoberta.

    Os bebês na sua inocência pueril muito nos ensinam. A paciência acaba sendo lapidada ao extremo, somos forçados a interpretar cada movimento, cada choro, cada riso. Abdicamos de nossos desejos e comodidade em favor deles. Desenvolvemos a atenção e captamos o menor barulho vindo do seu quartinho.  Tudo em favor do principezinho que deve reinar  majestosamente.

     E assim foram meus dias com Lucas. Dias de alegria mesclada com preocupações. Porque os bebês são assim: ora nos deixam otimistas e felizes, ora nos preocupam.

    Difícil interromper este ciclo de amor concretizado ali com minha presença. Mas era hora de partir. A saudade de casa e dos que ficaram também tem seu peso.

    Incluo nesta saudade “dos que ficaram” também meu amigos virtuais  que me acompanham há tanto tempo. Nossa relação já está tão próxima que vai além de uma tela de computador. Já se transformou em um afeto verdadeiro e duradouro.

    Estou ansiosa por passear por essas ruelas virtuais, como se caminhando pela minha rua de repente me deparasse com rosto conhecido e após os cumprimentos efusivos sentaríamos  num banco da praça e passaríamos horas contando as novidades.

    É bem verdade que a internet nos favorece a comunicação seja qual for o lugar que estivermos.  Entretanto, eu decidi por não me auto sabotar. Durante esse período em que estive em Goiânia, nada de computador... Telefone somente para manter contato com a família. Apenas o noticiário da TV.

    Desculpem-me pela ausência demorada. Mas eu estava precisando desse “intervalo” de tempo só para mim. Mudança de ares... Mudança de espaço físico... Mudança de convívio...

    Goiânia com suas praças e parques atraentes, suas feiras inspiradoras, seu verde energizante, suas pizzarias e shoppings convidativos, a princípio atrai. Mas depois, como um copo muito cheio acaba por transbordar.

    Nascida e criada em pequena cidade do interior, impossível não sentir vontade de retornar à tranqüilidade e mesmice de sempre.

    Quero mais é abrir a porta e dar com a rua como extensão de meu quintal. Caminhar devagar sem atropelos, sem agitação. Distribuir cumprimentos, decifrar cada rosto, cada olhar, cada sorriso...

    E se por acaso alguém perguntar como é que se pode sentir prazer em uma vida tão pequena, eu respondo como no belo texto de Marina Colasanti: ”A gente se acostuma...”

    14/12/2011                     15h49min

     

     

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 16h11
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    AFinal, o que é felicidade?

    Afinal, o que é a felicidade?

    Não sou uma noveleira contumaz. Ultimamente as novelas estão muito apelativas. Muitas maldades, ambição desmedida, vida ilusória, futilidades e outros predicativos recheiam os folhetins de hoje. Mas em meio a tanta desqualificação, muitas vezes algo se aproveita.

    A personagem de Cássia Kiss, no último folhetim das dezenove horas, “Morde e Assopra”, chamou-me a atenção  principalmente nos últimos capítulos quando me fez refletir sobre “o que é a felicidade”

    Em meio a toda trama a personagem pobre e sofrida está disposta a “construir a felicidade”. Dela e do filho, um mau caráter e irresponsável.

    Tem consciência de seus valores, apesar da extrema pobreza em que vive. Sabe que a “felicidade é construída tijolo a tijolo”. A felicidade supõe algo a ser edificado com materiais duradouros. Amor, bom caráter, responsabilidade, honestidade, são valores que ela cultiva e tenta passá-los ao irreverente filho.

    Para ela felicidade não é ter uma bela casa, uma boa vida, carro na porta. Nada disso importa. Importa é conseguir colocar bons valores no filho, fazer dele um pai responsável, evitar a adoção do neto. Não recusa trabalho por mais humilde que seja desde que seja digno e ela consiga colocar comida na mesa honestamente. O que ela mais quer é ver a família unida e feliz, enquanto o filho usa dos piores artifícios para se dar bem na vida.

    O conceito de “felicidade” muda de pessoa para pessoa. É algo subjetivo, mas não inatingível.

    Enquanto uns almejam um bom emprego com um super salário e se desdobram para isso, outros apenas se contentam em ter uma família harmoniosa e feliz, onde todos compartilham juntos alegrias e tristezas.

    Enfim, acredito que felicidade é mais que adquirir dinheiro e bens materiais, os quais são apenas caminhos para se obter algo mais que buscamos.

    Pequenas recordações, boas amizades, pessoas que de alguma forma nos dão o seu melhor, somam-se e constituem a tão almejada felicidade

    A felicidade está nas coisas simples de nosso cotidiano. Veja a felicidade no amanhecer, no entardecer ou anoitecer. Sinta a felicidade nos pequenos momentos passados com seu filho, seu neto, seus familiares e amigos. Veja a felicidade na chuva que cai renovando a paisagem ou no sol que nos acaricia. Veja a felicidade nos seus sonhos a realizar. Enfim, veja a felicidade na simplicidade.

    Um dia, está longe demais. O tempo é impiedoso e os sonhos inconstantes. Conquiste-a agora.

    Finalizando quero dizer que este é para mim um momento de grande felicidade. A perspectiva da viagem à Goiânia nesta semana, já me faz feliz. Poder passar um mês com meu neto, participar do seu dia a dia mesmo que por tempo definido, é para mim felicidade.

    “A felicidade não ocupa todos os espaços, ela preenche intervalos”. (Fábio de Melo). Este é o meu “intervalo” de felicidade e pretendo aproveitá-lo bem.

    Uma boa tarde e muitas felicidades para você, querido leitor, que veio até aqui e teve paciência em ler esse texto.

    Aguardem-me. Após 30 ou 40 dias estarei de volta para contar as novidades!



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 18h13
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    Educação e autoridade

    Este texto de Lya Luft nos leva a refletir sobre a educação das crianças nos dias de hoje, a importância da família e a responsabilidade de pais e professores na sua formação. Sendo outubro o mês dedicado às crianças, achei importante repassá-lo a vocês.

     Educação e autoridade

    "Um não na hora certa é necessário, e mais
    que isso: é saudável e prepara bem mais
    para a realidade da vida"

    Antes de uma palestra sobre Educação para algumas centenas de professores, um jornalista me indagou qual o tema que eu havia escolhido. Quando eu disse: Educação e Autoridade, ele piscou, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, tipo isso aqui pode, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo sua perplexidade. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante do período do "É proibido proibir", que resultou em algumas coisas positivas e em alguns desastres – como a atual crise de autoridade na família e na escola. Coloco nessa ordem, pois, clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.

    Na década de 60 chegaram ao Brasil algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", junto com uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores nos disseram que não devíamos censurar nem limitar nossas crianças: elas ficariam traumatizadas. Tudo passava a ser permitido, achávamos graça das piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. "Meu filho tem uma personalidade forte" queria dizer: "É mal-educado, grosseiro, não consigo lidar com ele". Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atônitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar indignação e até processo de parte dos pais? Quem agora acharia graça seria eu, mas não é de rir.

    Gente de bom senso advertiu, muitos ignoraram, mas os pais que não entraram nessa mantiveram famílias em que reina um convívio afetuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, grosseria e angústia. Os pais, por mais moderninhos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança e um pré-adolescente são os adultos. Se eles se guiarem por receitas negativas de como educar – possivelmente não educando –, a agressividade e a inquietação dos filhos crescerão mais e mais, na medida em que eles se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar limites. Falta de limites, acreditem, é sentida e funciona como desinteresse.

    Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida (que não é sempre gentil, mas dá muita bordoada) do que a negligência de uma educação liberal demais, que é deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres pais atormentados, pobres professores insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovenzinhos malcriados, que vão demorar bem mais para encontrar seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e no vasto mundo.

    Não acho graça nesse assunto. Meus anos de vida e vivência mostraram que a meninada, que faz na escola ou nas ruas e festas uma baderna que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde tudo vale. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem, ou estão mais preocupados em ser jovenzinhos, fortões, divertidos ou gostosas do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que caras legais: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.

    Não precisamos muito mais do que isso para vir a ser jovens adultos produtivos, razoavelmente bem inseridos em nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo e, mais que tudo, isso que vem faltando em famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época da correria, do barulho, da altíssima competitividade, da perplexidade com novos padrões – às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam –, temos muita agitação, mas precisamos de mais alegria.

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 20h16
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    chuva, inspiração, destruição

    Chuva... Inspiração... Destruição

    Enfim o sol resolveu aparecer. Não tão cedo.

     Pela manhã o dia estava embaçado. Uma neblina densa pairava no ar. Aos poucos o nublado foi desaparecendo e timidamente o sol reapareceu. É bom ver os raios de sol entrando pela janela e acariciando as flores da bancada, ao mesmo tempo em que também nos aquece.

    Foram cinco dias de chuva quase que ininterruptas. Mas a chuva quando é calma embala... Inspira... Remete a aconchego. Família reunida em torno da mesa,  uma xícara de café quente e bolinhos de chuva dos tempos de infância. Enxurradas que atraiam as crianças com seus pés descalços brincando na água.

    Claro que os benefícios trazidos pela chuva são indiscutíveis. Mas só que desta vez São Pedro abriu as comportas ao extremo. E aqui na região do oeste paulista  a chuva fez estragos danosos. Em várias cidades da redondeza os prejuízos foram incontáveis. Árvores caídas... Rede elétrica danificada... Casas  invadidas pelas águas que deixaram um grande lamaçal e muitas perdas de mobília , documentos, roupas e tudo mais.

    Crateras foram abertas no asfalto. Carros foram arrastados. Árvores derrubadas.

    O depoimento dos mais atingidos mostra o terror e incredulidade com o que presenciaram.

    Aqui em Echaporã o volume de águas assustou. Mas não houve grandes alagamentos.

    Em determinado momento eu abri a porta para olhar a chuva lá fora e tive que fechá-la imediatamente. Um forte relâmpago e logo em seguida um trovão estrondoso fez com que eu recuasse.  Mas deu para observar o volume de água que corria forte pela enxurrada e invadia a calçada. Meu quintal ficou todo alagado. As saídas de água não deram conta de tanto volume.

    Felizmente o raio foi longe daqui. E apesar do contratempo, não houve vítimas fatais. O prejuízo material foi grande. Mas restou a vida. E com ela vem a esperança da reconstrução e do recomeço.

    A esperança nunca pode faltar em qualquer momento de nossas vidas. Ela é a âncora que sustenta a vida. Ela dá paz e segurança na tormenta. Afasta o pensamento derrotista.

    Ter esperança é aliar a própria força interior à mente positiva e otimista de quem crê “Naquele que nos fortalece”.

    Só assim enfrentará as dificuldades com nova força mental.

    Quem confia na direção divina, conserva o entusiasmo de viver. Não desfalece na luta e crê no triunfo do bem sobre o mal.



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 20h37
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    Divagando...

    Divagando...

    Tarde de quinta-feira pós- feriado. O céu em tom escuro, denso e carregado ameaçava chuva a qualquer momento. Mas eu não me importava. Tomar chuva não estava no programa. Entretanto, caso isso acontecesse, poderia ser interpretada como uma comemoração. Eu dançaria na chuva... Rodopiaria...

    Meu coração estava alegre. De uma alegria que só eu mesma para avaliar as razões e a intensidade da mesma. Acabara de voltar do médico com uma boa e otimista notícia. Meus exames radiológicos mostraram uma franca consolidação óssea. Nada de necrose óssea, que me fizeram perder o sono de tanta preocupação. Recebi alta e salvo algumas recomendações extras agora é tocar a vida prá frente, disse o médico. Aos poucos a senhora vai recuperando o ritmo da caminhada”. Não podem imaginar a ansiedade com que eu sonhava ouvir tais palavras.

    E então eu caminhava devagar. E pensava: “se chover como está ameaçando vou ficar encharcada”.

    A cidade parecia um formigueiro. Inspirava vida... Movimento. Pessoas apressadas iam e vinham. Parece que a quinta-feira tirara as pessoas de casa, talvez ainda na expectativa de encontrar algum item promocional do dia das crianças. Aliás, algumas lojas ainda mantinham brinquedos a preços módicos nas portas, na tentativa de atrair a freguesia.

    Eu fui atraída pela decoração de uma loja de tecidos. Parei à porta da loja e fiquei ali alguns minutos admirando encantada como uma criança  que admira um brinquedo novo na vitrine.

    A decoração imprimiu um ar primaveril à loja. Pássaros confeccionados em tecido, cata ventos  e flores coloridas enfeitavam uma graciosa cerca simulando uma trepadeira florida. Tudo confeccionado com a técnica do Patchwork. Eu sou fissurada e grande admiradora dessa técnica.  De minhas mãos houve uma época em que já saíram colchas para as netas, mantas de bebês, bolsas, bonecas, camisetas com patchcolagem, tulipas... Mas ultimamente ando meio preguiçosa... O pouco que tenho feito presenteio os amigos.

    Vasinhos com tulipas em tecido me atraíram para dentro da loja. Entrei. Um cheiro indizível de tecido novo, fresquinho saído do forno, me invadiu as narinas. Mexeu com meu reflexo do espirro. Disse isso à moça do caixa e ela apenas sorriu. Talvez não tenha compreendido meu sentido do olfato tão apurado. Normalmente as lojas têm cheiro de algum perfume no ar, ás vezes até irritante. Mas, ali não. Era cheiro de roupa nova, enxoval novo, loja nova... Cheiro de vida.

    Em se tratando de artesanato, sou assim, um pouco impulsiva e até consumista ao extremo. Acabei comprando alguns pequenos itens com a justificativa de que iria tirar o modelo. Isso sempre acontece. Acabo comprando coisas que ao chegar em casa, guardo e dificilmente volto a olhar para elas.

    Muitas mulheres  têm compulsão por sapatos, bolsas, esmaltes, objetos eletrônicos... Eu tenho compulsão por artesanato. Sou aquela que faz de tudo um pouco e no fim acaba não fazendo muito bem nem uma coisa nem outra.

    Tenho coleções de revistas de artesanato. São muito úteis nas dicas, no passo a passo. Realmente ajudam.  Mas muitas, compro, e ficam lá esquecidas. Muitas vezes, casualmente acabo encontrando alguma preciosidade ali perdida entre as outras. ”Meu Deus, eu tenho essa jóia!...” digo para mim mesma.

    Gosto de tê-las. Fazem parte da minha história... Dos meus projetos... Dos meus sonhos...

    Um dia eu sonhei montar um ateliê e comercializar meu próprio artesanato. Já tinha até um nome: “Ateliê Arte e cor”. Mas sabe quando o tempo vai passando e os sonhos não acontecem?

    Pois cá estou eu, com uma porção de material e pouca produção.

    Quem sabe um dia?

    Sempre haverá tempo para se realizar um velho sonho.

    Como diz aquela velha frase conhecidíssima: ”Nunca desista de seus sonhos”.



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 09h23
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    Mulheres famosas

    Mulheres famosas

    A mídia divulga diariamente certas personagens, atores e atrizes de cinemas e novelas, personalidades públicas, e as torna famosas pela constante apresentação à sociedade. Muitos sonham com uma exposição assim para se tornarem também famosos.

    Maria, mãe de Jesus é a mulher famosa por excelência, não pela exposição na mídia- que naquela época nem havia, mas pelo fato de ser, graças a seu “sim” a Deus, mensageira da boa- -nova trazida por Jesus.Ela foi engrandecida pela graça de Deus e pela fidelidade ao  compromisso  que Deus lhe confiou.

    É exemplo a ser seguido, pois colaborou com o plano de salvação que Deus tem para a humanidade. Ainda hoje ela nos convoca e nos indica o caminho a seguir: “fazer tudo o que Jesus nos pede”.

     A exemplo de Maria há muitas “mulheres famosas”, que mesmo no anonimato, estão comprometidas com o projeto de Jesus e trabalham pelo crescimento do Reino de Deus. Elas também nos fazem o constante apelo a “fazer o que Ele disser”.

    Sem essas “mulheres famosas” que atuam em favor da vida e contra os sinais de morte, não haverá transformação da sociedade. Atentas aos sinais dos tempos, a exemplo de Maria, unem-se à missão de Jesus e procuram, com seu trabalho, motivar as famílias e as comunidades a descobrir a vontade de Deus dentro da realidade em que vivemos.

    Graças ao constante apelo, ao trabalho árduo e, muitas vezes “invisível” dessas mulheres, a comunidade pode transformar a água em vinho, símbolo da vida nova proposta por Jesus. Assim como Maria conseguiu mover o coração de Jesus, também essas “mulheres comprometidas” conseguem mover o coração da sociedade. Tornando-se pequenas, conseguem ser grandes e famosas diante de Deus.

    Maria, mãe de Jesus, foi assim: mulher silenciosa, ciente de sua missão, sem fazer alarde pede aos serventes que sigam o apelo de Jesus.  Então os convidados podem comemorar com alegria e a festa se torna plena.

    Pe. Nilo Luza,



    Categoria: religiosidade
    Escrito por edimeli às 15h24
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    Enfim, a chuva chegou

    Enfim, a chuva chegou...

    Há tempos ela apenas se insinuava. Era como se  brincasse de esconde- esconde. Trovões esparsos, um vento teimoso rodopiando tudo. Alguns chuviscos... E nada mais. Contrariando previsões meteorológicas, ela insistia em não cair.

    A primavera anunciada apenas no calendário. Como também no coração daqueles que nunca perdem a esperança de florescer.

    Sábado à tarde, foi a mesma brincadeira. Céu nublado... Um calor insuportável e o sol castigando ainda mais a terra seca e árida já há quase 3 meses.

    À tardinha o céu se tingiu de um tom plúmbeo. Nuvens pesadas anunciavam que em breve a chuva cairia.

    Bem-te-vis cantavam alegres por entre os galhos da grande mangueira ao fundo do quintal. Tiveram mais sorte com sua morada, do que aquela pomba que fez seu ninho bem no alto daquela árvore tão seca que bastava uma fagulha para que ela se inflamasse todinha. Mais parecia um espectro com seus galhos retorcidos.

    Quando passei pela manhã, o céu já nublava. Percebi certa inquietação no comportamento da pomba mãe enquanto alimentava o filhote. Talvez já  antevendo o mau tempo que viria e certamente deixaria mãe e filho desprotegidos.

    Quanto aos bem-te vis, estavam inquietos demais. Não sei se de alegria pela chuva anunciada ou se temerosos também na perspectiva de ficarem desprotegidos.

    Na rua pessoas passavam apressadas. Todas empunhando um guarda chuva. Não podiam perder o sexto dia da novena em honra a Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira.

     Mas não choveu. Outro alarme falso.  Um vento frio se fez presente, pingos aqui e ali. Logo tudo se dissolveu e a noite continuou calorenta.

    Talvez tenha sido ordem de São Pedro. Uma chuva pesada como a anunciada poderia prejudicar  o desenrolar da quermesse tão esperada pelos paroquianos.

    Bem, mas no domingo pela manhã a esperança voltou a renascer. Um céu escuro, um ar pesado, um ventinho fresco que soprava do oeste. Fui fazer minha curta caminhada pela manhã e tive que apertar o passo. Tudo indicava que iria chover a qualquer momento.

    E então ela veio. Mansa, calma. Lavando não só a terra, mas também nossa alma sequiosa de um ar mais puro, pastos verdejantes e terras mais produtivas. Veio trazendo esperança, trazendo promessas, limpando o ar poeirento.

    E continuou chovendo. Choveu a tarde toda. Abro a janela e vejo a chuva escorrer pelo asfalto como se o mesmo ganhasse uma nova mão de tinta. A  enxurrada escorrendo pela calçada remonta a peraltices da infância .

    Tudo está em silêncio. A cidade parece adormecida nesta tarde de domingo. Nada de som alto nas ruas, nada de cadeiras na calçada da sorveteria ou na lanchonete ao lado.

    Os bem-te-vis também se calaram. A pomba também não se encontra mais em seu ninho na árvore fantasmagórica. Aliás. O ninho está semi destruído. Para onde terá ido com seu filhote?

    É como se todos em comum acordo se rendessem ao silêncio apenas para apreciar a doce melodia dos pingos da chuva no telhado...

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 17h32
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    Falando sobre honestidade

    Falando sobre honestidade

     

    Há dias atrás postei um texto  sobre civilidade. De como o mundo seria melhor se as pessoas tivessem atitudes mais respeitosas  umas com as outras. Afinal bons modos, educação, gentileza, honestidade, respeito e tantos outros valores não mudam nunca, apesar de toda modernidade. O que muda são as pessoas. Quase sempre as pessoas estão tão ocupadas consigo mesmas, tão envolvidas com sua rotina diária que  acabam por se tornar frias e egoístas. Incapazes de levantar o olhar para além de si. Valores espirituais, morais e religiosos acabam ficando em segundo plano.

    Mas, bons exemplos ainda existem. E são essas atitudes exemplares que nos estimulam e  que nos faz acreditar que o ser humano ainda pode se transformar para melhor.

    Esta semana  fui com um amigo na baixada dos camelôs, na cidade vizinha. Confesso que nunca tinha estado ali e aquela diversidade de barraquinhas entulhadas de badulaques, me atraiu. Fugir dos shoppings, conhecer outras realidades é gratificante. È no meio do povão que se conhece a vida como ela é..

    Lembrei-me de que precisava de uma bolsinha porta celular. Dessas baratinhas, mas práticas e úteis.

    Enquanto meu amigo vasculhava seu objeto por entre as barracas, eu fiz parada em uma delas onde havia uma variedade do objeto procurado. Escolhe, prova, coloca o celular, tira o celular, abre, fecha... Até que me decidi por não levar. Não me agradaram.

    Agradeci e saí procurando em outras barracas. De repente alguém me toca pelas costas. Era a dona da barraca onde eu estivera antes. Viera rápido me entregar o celular que havia esquecido dentro de uma de suas bolsinhas. Achei de uma honestidade incrível. Eu não dera pela falta do mesmo. Talvez só o desse quando estivesse em casa. E daí até provar que meu celular tinha ficado entre seus objetos, seria outra história.

    É tão comum hoje pessoas inescrupulosas se apropriarem indevidamente do que não lhes pertence. Muitos se apóiam na frase popular e tão conhecida: “Achado não é roubado”. Acham-se espertinhos. Nada mais do que uma justificativa para transformar atos imorais em morais ou irracionais em racionais.

    Poderia continuar aqui discorrendo sobre uma série de atos de honestidade que já presenciei como também fui protagonista. O inverso também é verdadeiro.

    Diariamente encontramos em nossos caminhos honestos e desonestos. Mas são os bons exemplos que arrastam. Donde se conclui que honestidade pode ser inerente ao caráter da pessoa. Mas também se aprende e se lapida. Tem papel fundamental primeiramente a família e complementa-se na escola.

    Dois ingredientes  fundamentais acompanham a honestidade: a vergonha  da transgressão, o receio de ser descoberto  e a culpa, resultado da auto crítica e que traz o remorso.

    Por isso digo que quem é honesto, o é por natureza e ponto final. Pessoas assim não conseguem ficar com o que não é seu, mesmo que tenha achado no banco da praça ou na rua.

    Sempre encontra um meio para devolver.

    E você, se conseguiu ler até aqui, seja honesto e dê seu parecer real sobre o texto.

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 11h12
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    recuperando a autonomia

    Recuperando a autonomia

    Aos poucos vou recuperando minha autonomia de movimentos.

    Sob orientação médica comecei a fazer pequenas caminhadas. Mas, na minha ansiedade em recuperar o tempo de imobilidade, acabei exagerando. Fui com muita sede ao pote. E as conseqüências não tardaram a surgir. Após três dias de caminhadas às quais eu acrescia a cada dia um trecho a mais, eu me entreguei.

    Loucura. Loucura, loucura... Passei três dias com dores cruciantes. Evitei analgésicos. Resolvi o problema com repouso e bolsa térmica.

    O esforço foi acima do recomendado. Melhor ir mais devagar. A fisioterapeuta também me recomendou prudência.

    Na segunda feira pela manhã fui a Marília. Sozinha e dirigindo. Ah, como esta autonomia e liberdade me fazia falta!   Voltar a caminhar em meio ao povo! Sentir-se igual, participando da vida simples do povo.

    O burburinho das vozes... Buzinas... Cheiros... Cores... O vai vem das pessoas sempre apressadas. Tudo se mistura  numa estranha melodia , estressante para aqueles que convivem diariamente com ela.   Mas, para mim, naquele momento era música para meus ouvidos.

    E a faixa de pedestres então, as tão faladas faixas de pedestres que quase nunca são  respeitadas pelos motoristas. É preciso muito cuidado ao atravessá-las. Hoje em dia está perigoso até andar nas calçadas. Nunca se sabe quando vai aparecer inesperadamente algum irresponsável quase sempre alcoolizado e causando grandes tragédias.

    As pessoas perderam o respeito com a própria vida e com a vida do próximo. E os culpados continuam por aí soltos. Respondendo em liberdade. Muitos nem são penalizados.

    Mas eu consegui atravessar. Claro que com muita cautela, mas cheguei sã e salva do outro lado da rua. Claro que a gente percebe que alguns apressadinhos parecem irritados quando ao dobrar a esquina precisam diminuir a marcha para esperar aquela senhorinha de bengala terminar de atravessar a rua.  Mas a gente finge que não vê e torce para que nenhum imprevisto venha interromper o curto percurso.

    Nossa sociedade ainda não está preparada para conviver com “velhos” na rua. Há ainda muito desrespeito. Embora já se tenha ganho  alguns benefícios, depois do estatuto do idoso, ainda falta muito para que a prática venha a ser uma realidade.. Falta consciência da população e uma maior fiscalização para que os direitos sejam respeitados.

    Quando viajei para a Alemanha um tipo de comportamento  que me encantou  e me chamou a atenção foi a naturalidade com que os idosos tem sua vida ativa. É comum ver “velhinhos” sentados na praça à tarde  tomando um café ou um sorvete. Visitam museus, participam de excursões. Admirou-me o respeito com que são tratados em ônibus ou trens ou qualquer outro meio de transporte.

    Bem, mas quem sabe um dia nossa sociedade chegue a esse grau de civilidade. Estamos caminhando para isso.

    Mas, de todas essas pequenas proezas, o que mais me alegra é poder voltar a fazer parte do grupo litúrgico de minha igreja.  Já não tão limitada posso participar das organizações e entradas das celebrações eucarísticas. Quando proclamo a Palavra de Deus para a assembléia, não apenas faço a leitura, mas sinto-me um instrumento nas mãos de Deus. É Deus usando de minha capacidade verbal para proclamar seus ensinamentos àqueles que ali se encontram sequiosos dela.

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 13h46
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    Falando sobre paz

    Refletindo sobre “Afinal, o que é a Paz”

    Hoje, folheando o livro “Ágape” de PE  Marcelo Rossi, me deparei com o texto  abaixo”Afinal o que é a Paz”,  e me pus a refletir sobre ele. Vagueando pela net, descobri que não é um texto novo e pouco conhecido. Basta entrar no site de busca e o encontrará reproduzido em vários sites, com autoria da Pastoral da criança.

     Logo abaixo a essa reflexão, o leitor poderá ler o texto citado.

    Paz, segundo a Wikipédia é definida como um estado de calma ou tranqüilidade. Uma ausência de agitação. No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira e sentimentos negativos.

    Todos querem a paz. Todos desejam a paz para si própria e eventualmente para seu semelhante.  Quando fazemos a saudação: “A paz esteja contigo”, sabemos realmente a profundidade dessas palavras? Sabemos em que implica essa verdadeira paz?

    Não falo aqui da paz mundial de competência de governantes e de organizações como a ONU.  A guerra entre as nações sempre existiu e dificilmente deixará de existir. Ainda que se desarmassem todos os combatentes ainda haveria o conflito de idéias e ideais. Um mundo sem conflitos pode ser considerado quase que uma utopia. Os conflitos fazem parte da vida. É preciso saber contorná-los.

    Mas podemos lutar pela paz ao nosso redor, porque lutar pela paz é também acreditar no amor e respeito pelo próximo, seja ele seu vizinho ou um desconhecido.

    Os noticiários tem nos mostrado que a violência a cada dia toma mais espaço nas escolas, onde armas entram com facilidade. Haja visto os últimos acontecimentos. Em menos de seis meses tragédias brutais aconteceram no Realengo e agora ultimamente na Escola Municipal  Professora Maria Alcina Dantas , do Bº Mauá, são Caetano. Resultado: mortes, pais preocupados, alunos assustados e inseguros  com o que os espera  no recinto escolar.

    Ficamos todos indignados, chocados. Afinal, de quem é a culpa? Da escola, dos alunos, dos pais, dos governantes?

    A responsabilidade vai passando de hierarquia em hierarquia. E tudo termina em discursos utópicos e sensacionalistas que nada resolvem.  Apontam soluções que dificilmente são colocadas em prática. Falta compromisso.

    Tudo isso aliado ao caos em que se encontra o Sistema único de Saúde. Enquanto houver idosos abandonados no corredor de hospitais, outros recusados; doentes em situação gravíssima fazendo uma via crucis de hospital em hospital a ponto de percorrer 80 km até ser atendido; enquanto houver crianças sobrevivendo do lixo, falta de moradia digna; famílias em vigília temendo a chuva que se anuncia e que com ela venha a enchente que levará o pouco que tem...não dá só para fazer discursos de Paz. É preciso ações.

    Pode parecer um clichê batido o que vou dizer. Cada um deve fazer a sua parte.  Pequenos gestos unidos podem se transformar em grandes  ações.

    Importante também é denunciar. Louvável a atitude do amador que filmou com o celular e denunciou o caos e a falta de respeito com os idosos de um hospital no Rio de Janeiro.

    Mas a nossa maior arma ainda continua sendo o voto. Saber escolher nossos governantes também é fundamental, embora hoje em dia esteja difícil saber quem está realmente compromissado com o povo.

    Mas que cada um tente fazer o melhor. E que a paz deixe de ser uma utopia e realmente aconteça!



    Escrito por edimeli às 13h01
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    Afinal, o que é a paz?

    Afinal, o que é Paz

    Paz não é apenas a ausência de guerra entre os países.
    Paz é garantir que todas as pessoas tenham
    moradia, comida, roupa, educação, saúde, amor
    compreensão, ou seja, boa qualidade de vida.

    Paz é cuidar do ambiente em que vivemos,
    garantir a boa qualidade de água, o saneamento
    básico, a despoluição do ar, o bom aproveitamento
    da terra.

    Paz é buscar a serenidade dentro da gente para
    viver com alegria os bons momentos, ter força e
    boas idéias para enfrentar os problemas e
    resolver as dificuldades. Isso tudo sem precisar
    fugir.

    Acima de tudo, PAZ é criar um clima de harmonia
    e bem-estar na família e na comunidade,
    lembrando-se sempre de que onde há amor, há
    paz. Onde há paz, há Deus e onde há Deus, nada falta

          extraído do livro “Ágape” de PE. Marcelo Rossi.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 



    Escrito por edimeli às 12h58
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    Primavera, tempo de florir...de recomeçar

    Primavera... Tempo de florir... Tempo de recomeçar!

     

    Enfim o inverno se foi e chegou a Primavera.  Hoje, 21 de setembro, dia da Árvore, marca também a entrada da Primavera, que de acordo com o calendário começa oficialmente no dia 23.

    Na Primavera tudo se transforma. Revitaliza. É a Natureza dando-se a oportunidade  de refazer  o acinzentado, o triste do inverno. É a oportunidade de recomeçar.

    As sementes que se encontravam antes adormecidas, já se encontram prontas para germinar e posteriormente florir. E através do processo de polinização inicia-se um novo ciclo. Novas plantas são geradas.

    É a primavera sem dúvida uma bela estação. Não só pela beleza das flores e o verde vicejante. Ou o céu azul e o sol brilhante. Tudo isso é realmente belo e até romântico.

    Mas o que realmente encanta na primavera é a possibilidade de recomeço. É a Natureza sempre nos dando lições de vida.

    Quem nunca sentiu a necessidade de recomeçar?

    Assim como na Natureza, nossa vida também está sempre em processo de transformação. Caímos. Levantamos. E isso exige esforço, otimismo, dedicação. È preciso também coragem para nunca desistir. Aliar fé e esperança juntas, extraindo lições de experiências anteriores para não recair no erro. Recomeçar é também nunca desistir.

    Recomeçar, porque nossa vida é inconstante. Os desafios são muitos. Maturidade e humildade são importantes para recomeçar deixando as marcas do passado para trás. Esquecendo mágoas. Perdoando.

    Quantas vezes na vida nossa alma entra em conflito. Frustrações tomam o lugar do entusiasmo. Perde-se a vontade de lançar-se a novos projetos. Tudo parece inútil, sem sentido. Frio e cinzento. Como no inverno.

    Mas vamos maturando idéias, absorvendo informações, construindo conhecimentos, mudando nossa postura diante dos fatos. É o frio da alma se esvaindo. A vontade latente de recomeçar. E embora ainda possa haver lembranças do inverno, a esperança começa a brotar.

    Como as sementes em fase de germinação são lançadas na terra, nossas idéias são também disseminadas no tempo. E assim construímos a sociedade. E porque não dizer o mundo em que vivemos. Afinal ele é fruto das nossas idéias disseminadas em conjunto.

    Que nesta primavera possamos refletir sobre o tipo de “sementes” que estamos disseminando ao nosso redor.

    Estamos dispostos à pratica de ações  que possam contribuir para um planeta mais habitável?

    Que nesta primavera nossa mente possa florescer e dar muitos frutos. 21/9/2011  15h42min



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 15h48
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    falando sobre civilidade

    Falando sobre civilidade

    De acordo com o dicionário civilidade vem a ser: a- um conjunto de formalidades que regem o procedimento dos indivíduos dentro da sociedade.  b - Cortesia, urbanidade, polidez.

    Traduzindo numa só palavra: educação.

    No mundo caótico de hoje, a correria do dia a dia muitas vezes faz com que o cidadão peque pela pressa e egoísmo, esquecendo certos gestos de civilidade que tornariam não só seu dia mais leve como também colaboraria no bem estar do próximo.

    Nada mais irritante que as buzinações desnecessárias no trânsito. Quem buzina está no auge de seu estresse, a paciência esgotada. E desrespeita seu semelhante que é obrigado a conviver com esse ato deselegante e mal educado.  Quando ainda não temos que ouvir os xingamentos de praxe de alguns motoristas. E tudo por tão pouco.

    E como classificar quem finge desconhecer a lei do silêncio? Ignora seu semelhante. Invade sua privacidade. Se você tem um bom som no seu carro, ouça você em volume que não perturbe toda vizinhança. A Lei do Silêncio funciona após as 22horas. Mas isto não significa que nas tardes de sábado ou domingo você está liberado para desfilar pelas ruas da cidade com o som no último volume.  E pior, não se trata de música. Apenas um batidão: Tum, Tum, Tum...Que fura os tímpanos e tira do sério até o cidadão mais pacífico.

    O que nos leva a perguntar qual a origem de tal indivíduo. Teria ele uma família estruturada? Escolaridade? Religiosidade? Conhece os princípios de civilidade que regem uma sociedade? Seria tão egoísta a ponto de se preocupar somente com o próprio prazer? E onde está a lei que não coloca ordem nesta bagunça?

    A falta de civilidade e gentilezas parece ter tomado conta do planeta. Fala-se tanto em cuidados com a natureza, com os animais e ignora-se seu semelhante.

    Vagas especiais de estacionamento são desrespeitadas. Usadas abusivamente por quem delas não necessita.  Dificilmente se encontra alguém que estando sentado cede seu lugar a um idoso ou pessoa com qualquer outra dificuldade.

    No transporte coletivo os assentos marcados são descaradamente desrespeitados. Aliás, os assentos marcados apenas delimitam espaços. Pressupõe direitos conquistados. Mas não limitam pessoas. No caso de duas cadeiras marcadas ocupadas, chegando uma terceira pessoa, é dever do mais jovem oferecer seu assento. Assim manda as regras da boa educação. Os mais velhos sempre em primeiro lugar. Quer em assentos, quer em filas.

    E falando em filas, há sempre o espertinho fura-filas ou aquele que fica resmungando porque se sente prejudicado pelo atendimento da fila preferencial.  Fila foi feita para ser respeitada. Se você está com pressa ou não tem paciência em esperar sua vez, o mais correto é sair da fila e voltar outro dia. Seja discreto. Felizmente hoje a maioria dos estabelecimentos está aderindo à senha, o que dificulta tal prática abusiva.

    E jogar lixo na rua, então? Ou pela janela do carro? Fico indignada com tamanha falta de educação. Além de prejudicar o planeta, não respeitam um espaço que é de todos. A rua é um espaço compartilhado. Não é a sua casa.

    Poderia prosseguir aqui listando uma série de gestos de falta de civilidade. E garanto que seria imensa. Mas não vou me esquecer de falar da obrigação de cumprimentar as pessoas. Sejam elas íntimas ou não.  De onde nos vem essa idéia de superioridade que muitas vezes nos leva a ignorar alguém?  Cumprimente sim, o varredor de sua rua, a faxineira do prédio as pessoas no elevador, etc.

    Nada de “eu sou mesmo assim”. Faço o quero e falo o que quero.  Ninguém é obrigado a aceitar a falta de educação do outro, muito menos suportar seu descontrole emocional.

    Gestos de civilidade tão simples são sempre muito bem vindos. O planeta agradece.

     



    Escrito por edimeli às 17h53
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