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    final de semana tumultuado

     

     

    FINAL DE SEMANA TUMULTUADO


    Agora a mesmice predomina. A rotina de um hospital é sempre a mesma. O vai vem dos enfermeiros, médicos em visitas aos quartos, pessoal da limpeza...Corredor congestionado. Pessoas que vão e vem, cadeiras de rodas, macas em direção ou voltando do centro cirúrgico. No alto falante , a voz metálica da telefonista convocando alguém. Dor, angústia, sofrimento... Em algum canto abandono e solidão.

    Enquanto fico aqui dentro, observo os semblantes: alguns mais compenetrados, tristes até. Outros com um ar mais otimista . Sinal de que o quadro clínico de seu paciente não é tão grave. Não inspira grandes preocupações.

    Um senhor no quarto ao lado , chamou minha atenção. Idoso e sozinho. Até agora não vi nada que indicasse estar acompanhado. Sempre deitado. Não o vi ainda fora do leito. Vejo as enfermeiras atendê-lo sempre no leito. Fico pensando nos familiares. Onde estarão? Esposa, filhos, netos, enfim, qualquer outro tipo de parentesco. Ou amigos?

    O que leva uma pessoa a chegar numa idade em que atenção e carinho são tão importantes  a se encontrar assim sozinho num momento de saúde frágil? Em que bases foram construídos os alicerces de afeto e amizade? E porque se quebraram?

    A vida exige perspicácia, atenção constante na construção de relações. Olhar para trás e verificar a fragilidade das mesmas é a constatação da efemeridade do tempo que não espera, não perdoa.

    O que construímos hoje é o reflexo do futuro que teremos, quer no campo profissional ou afetivamente falando. E o afetivo, sem sombra de dúvida, é fundamental.

    Mas, felizmente as pastorais sociais estão sempre atentas, fazendo suas visitas hospitalares.. E também o Conselho do idoso teria tomado providência se o caso merecesse maior atenção.

    Estou aqui há dois dias, na condição de acompanhante. Mas “meu doente” já se encontra bem e com previsão de alta para amanhã. O que significa que ainda terei mais um dia aqui, “internada forçosamente”.

    Pela janela do quarto, o sol brilhante e cálido é convidativo. Desejo estar lá do outo lado, me sentir livre com todo aquele solzão me acolhendo, me acariciando. Penso no burburinho lá fora, na minha rotina...

    Este som abafado dos corredores, o cheiro característico de hospital, a observação dos procedimentos de enfermagem, enfim, o doente acamado, tudo deprime. Decididamente, nunca tive nem terei vocação prá enfermagem, embora admire o espírito de doação e dedicação desses anjos da saúde.

    Calma! Tenha paciência! Falo comigo mesma! Neste momento minha presença é necessária aqui. Apenas mais um dia e poderei respirar o ar puro do lado de lá. Anseio pela hora de voltar para casa. O doente deixará o leito. Outro ocupará o seu lugar. Com suas dores, suas nostalgias, suas angustias, seus medos e suas esperanças.

    Felizmente na vida nem tudo é definitivo. Esse lado desconfortável da vida, esta reclusão forçada passará.

    Quero a minha rotina diária. A monotonia dos meus dias e a tranquilidade da minha casa simples. O silêncio do meu quarto, meus objetos pessoais, meus livros, meus programas de TV, meu PC...

    Meu banheiro . Ah... ter de volta minha privacidade e saborear a minha comida!

    O doente dorme. Aproveito e dou uma escapadela até o estacionamento interno anterior à portaria do hospital. Encho os pulmões com o ar lá de fora. Aqui tudo parece ter mais vida. O barulho do trafego na rua me absorve. Evoca que a vida lá fora borbulha. Um pé de hibisco amarelo chama minha atenção. Paro para observar sua coloração intensa. No auge da vitalidade e perfeição, quando vidas murcham lá dentro. O hibisco neste momento me traz o colorido da vida que procuro. Me atrevo a colher uma  flor e me dirijo a um banco . E fico ali me aquecendo sob aquele cálido sol da manhã, como um jacaré semi adormecido.

    De volta ao quarto, já no corredor observo que um rapaz está entrando no quarto do senhorzinho.

    Ufa! Penso. Finalmente alguém para tirá-lo da solidão em que se encontrava.

    Mais tarde verifico que é apenas mais um paciente que ocupará o leito oposto.

    Bem, pelo menos terá companhia. ...

    E as horas passam ... lentamente...

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 22h58
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    catequese

     

     

    Sentindo na pele...

     

    Durante esse ano, a catequese em família tem me proporcionado e também às crianças o contato com uma infinidade de realidades.

    Na semana anterior caminhamos até a última rua da barrafunda.

    À medida que adentrávamos na vila, a diferença já se fazia notar pelas ruas mal iluminadas conferindo um aspecto fantasmagórico ao local.

    Um cheiro acre de comida refogada chegava até nossas narinas indicando que as cozinhas se achavam em movimento. Era a hora do jantar.

    O cheiro do óleo oxidado somado ao forte cheiro de esgoto proveniente dos bueiros nas proximidades , não era nada agradável.

    Casinhas pequenas., algumas inacabadas e a fraca iluminação chamou a atenção das crianças.

    Inclusive a pequena casa onde estivemos, apesar da boa acolhida, exigia um esforço maior nas leituras referentes ao encontro, devido à fraca iluminação.

    O encontro transcorreu tranquilo mesmo sob aquela luz pálida e um ambiente excessivamente quente prejudicado pela pouca ventilação da pequena sala.

    Poderíamos ter nos reunido ao ar livre, mas o pequeno espaço adjacente não permitia.

    Além do mais, devido ao calor excessivo da noite muitos se encontravam sentados folgadamente nas calçadas, na tentativa de fugir do calor interno de suas casas. Adolescentes corriam na rua quase escura.

    Considerei o ambiente inadequado, ainda mais que ao sairmos vimos um pouco mais acima de onde estávamos alguns rapazotes inconsequentes que se divertiam em torno de um fogo feito por eles próprios com folhas secas , gravetos e lixo

    Ignorando todas as recomendações em relação ao tempo seco da época, ignorando todos os alertas com relação à queimadas, à facilidade com que o fogo pode se espalhar em face do clima ultra seco, irresponsavelmente alimentavam as chamas que já estavam consideravelmente altas.

    Pensei em abordá-los e fazer um alerta sobre o perigo a que se expunham. Mas me contive. Afinal tudo acontecia debaixo do nariz de seus pais, que com certeza a tudo observavam passivamente. O correto seria informar a ocorrência a autoridades competentes. Não podia expor meus catequizandos a uma eventual represália.

    Seguimos nosso caminho de volta, encerrando mais aquele encontro que foi muito além do planejado. Um encontro catequético comum, como outro qualquer, mas que diante da realidade a nós apresentada acabou adquirindo grande profundidade. Um encontro de onde pudemos tirar uma grande “lição” de vida.

    Já conversamos várias vezes sobre essa questão de diferenças sociais, a exclusão, a pobreza, o problema das moradias. Mas o contato direto com essa realidade peculiar e apenas  a poucos passos de nossas casas, foi “sentir na pele” a diferença de realidades sociais tão presentes em nossa sociedade e que o evangelho de Cristo nos exorta a combater em nome do amor , da igualdade e da solidariedade.

     



    Categoria: religiosidade
    Escrito por edimeli às 20h17
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