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    homenagem

     

     

    Muito Prazer, Ana...

    Ana, moça morena...parece pequena em estatura. Mas GRANDE em atitudes. GRANDE no coração, no companheirismo, na inteligência, nas palavras,,,

    Ana mora tão longe!  A tela do computador é que nos aproximava. Por trás da tela, seu sorriso, sua alegria, seu otimismo...

    Apesar de estar tão longe, é como se já a conhecesse. Existem pessoas assim, que já nos encantam ao primeiro contato. Nesse mundo quase irreal da net, onde usamos apenas as palavras como armas, sem olho no olho, sem toques, sem encontros  ao vivo, encontrei Ana.

    Foi um encontro quase que casual. Uma premiação do UOL com o selo” blog legal” foi o motivo de nossa aproximação. Aliás, fui eu quem a procurei. E desde o primeiro instante a senti assim, leal... verdadeira... E ela foi me cativando! Dividi com ela momentos importantes da minha vida e também  compartilhei do seu dia a dia.  Seus anseios, desejos e alegrias. Sua paixão por poesia...

    Quase impossível dizer que um dia a conhecerei pessoalmente, mas a sinto tão próxima!

    Sem exagero, posso dizer que mais próxima que um amigo vizinho! Posso senti-la, falar com ela todos os dias.

    Toda prosa, sorriso estampado no olhar. Cabelos ao vento, no seu traje de corrida, seu tênis Mizuno, presente do”Bem”. Ou vestida para matar, na sua minissaia provocativa... Sentada à mesa do “café com Poesia”...na reunião a favor dos desabrigados... na rua, conversando com uma andante...

    O jeito de menina no corpo de mulher, alma de criança. A majestade implícita na simplicidade.

    Os textos de Ana são leves. Bem humorados. Uma amostra de como leva a vida. Com responsabilidade, mas sem neuras, sem desafetos...com muito bom humor.

    São palavras dela: “Não vale a pena levar insatisfação às pessoas. Assim como o bom humor, o mau humor também contagia”. Sábias palavras... Assim é Ana... livre, leve e solta!

    Sua relação com o “Bem” é invejável. A fórmula mágica , Ana, nos mostre, por favor....

    A família, um exemplo a ser imitado. Filhos... sua paixão.. Coruja que só ela.. Também pudera, com filhos como os seus , quem não se orgulharia?

    Faz questão de dizer que é ateia convicta. Mas não considero que isso a diferencie dos demais mortais. Você tem um coração tão grande! Tem um conceito tão bonito da vida! Conheço cristãos declarados que não tem sua concepção de vida, seus predicados. Você sempre tão preocupada com as causas sociais. Não só preocupada, mas atuante..Está sempre pronta a estender a mão àqueles que mais precisam. Gostei quando disse que se veio a este mundo tem obrigação de procurar fazer dele um lugar melhor...São poucos os que pensam assim.

    Ana, se você não existisse, precisaria ser inventada. Sua decisão em deixar o blog me pegou de surpresa. Mas te compreendo. Para alçar voos mais altos precisamos deixar os solos já conquistados. Entendo a prioridade do momento, seu sonho de terminar de escrever seu livro .

    Vou sentir falta do seu espaço a me alimentar com sua emoção, com a sua alegria, suas conquistas e eventuais decepções.

    Ana, minha ateia convicta! Respeito seu ateísmo. Mas vou pedir- lhe licença e na minha religiosidade pedir a meu Deus que a proteja sempre. Que a mantenha assim sempre iluminada.

    Que sua estrada seja sempre pontilhada de muita felicidade.

    Que o seu livro seja um sucesso. Você não só merece, como faz por merecer.

    Não diga adeus , Ana. Diga até breve.

    Nos veremos por aí neste mundo virtual, terra sem limites nem fronteiras.

    Ana, menina que me cativou!  Prazer em te conhecer...

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 21h25
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    Retorno acidentado

     

     

    Retorno acidentado

    A Roncadora

     

    Hora de partir. Ansiedade pela volta, pesar pela separação e também o prazer pela volta ao lar.

    De um lado a relutância em deixar para trás parte de si. Por outro lado a alegria de estar de volta. A filhota vai ficar bem. Meu neto também...

    Sou assim, caseira. Visitar a filhota foi gratificante, compensador. Mas quero “o meu canto”.

    Cidade grande, apartamentos... bah...não me acostumo com eles.

    Sou caipira, sou do interiorzão, sou gente simples. Gosto da vida simples e pacata das cidades pequenas.

    O ônibus à minha frente é final e começo. É a concretização da volta esperada.

    Entro no ônibus. A poltrona gêmea com a minha já está ocupada. Uma senhora me olha com rosto simpático. Menos mal, penso. Parece que não dei o azar de dividir o banco com alguém invasivo. A viagem parece que vai ser tranquila...

    Ledo engano! Antes mesmo do ônibus por-se em movimento, ela se enrolou toda, indicando que iria dormir. E a tranquilidade? Evaporou-se... Não é que a mulher roncava? E alto. Parecia uma motosserra.

    Queria fugir dali, mudar de lugar. Esta seria a solução mais indicada, mas impossível.

    Olho para todos os lados. Todos os assentos estão tomados.... o jeito é aguentar … Acordar a passageira?! Nem pensar...

    Passei a noite toda tentando me proteger com um tapa ouvido improvisado com a blusa. Nada... O som era insuportável! Quando ela ficava na posição “este lado para cima”, então, o ronco se agravava. Torcia para que se virasse de lado, posição em que o som diminuía.

    E assim foi a noite toda. Eterna agonia. Eu que já durmo mal em viagens, não preguei o olho.

    Felizmente eu ocupava a poltrona do corredor e pude descer em todas as paradas, como é meu hábito. Caso contrário teria que acordá-la para conseguir meu intento. Ou pular por cima...

    Depois de oito horas de vigília total, em determinada parada alguns passageiros desceram. Poltronas desocupadas, não titubeei. Mudei de lugar!

    Olho no relógio … 6 horas da manhã... dia já claro. Retiro da bolsa um livro e tento compensar o sono roubado com o prazer de uma boa leitura.

    E a roncadora? Ah, quando percebeu que estava sozinha , também não pensou duas vezes. Então se refestelou nas duas poltronas enrolada em seus lençóis. Continuou seu sono embalada pelo ritmo do próprio ronco

    Final de linha! Doze horas de uma viagem interminável. Eu sem pregar olho a noite toda.

    A roncadora continua a dormir...Quisera eu dormir assim. Sem o ronco, é claro!

     

     



    Categoria: viagem
    Escrito por edimeli às 19h17
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    confinada

     

     

    Confinada


     

    Manhã de sábado. Um calor sufocante... abafado...

    O som das ferramentas de pedreiro na construção do outro lado da rua, aliados ao calor me despertaram. O som dos carros nas ruas adjacentes também contribuíram para o despertar precoce.

    Permaneço quieta por um tempo. O suficiente para me familiarizar com o ambiente. Tem sido assim todos os dias. Um quarto claro, amplo, confortável. Mas não é o “meu quarto”.

    Fecho os olhos e me transporto... A cama espaçosa, a persiana clara inserida na janela como se fizesse parte dela, a TV à minha frente, meus pertences, paredes claras contrastando com a mobília. O silêncio...Um despertar tranquilo, sem esse barulho ensurdecedor a que estou exposta agora.

    É, acho que estou ficando velha! A velhice nos faz assim apegados ao nosso conforto, ao nosso cantinho, às nossas coisas, ao nosso mundinho particular.

    Podemos estar sós. Somente a solidão como companheira, mas “nosso cantinho” nos conforta. Nele nos sentimos seguros, protegidos.

    Abro a janela. O sol já alto e quente me faz antever mais um dia de calor insuportável. Nuvens esbranquiçadas embaçam o azul do céu.   Mas o sol já castiga a essa hora da manhã.

    Vistas aqui de cima, as pessoas parecem formiguinhas caminhando apressadas. Na avenida perpendicular, o trânsito mantem seu ritmo intenso , alucinante.

    Quebrando toda essa agitação, no canteiro central da avenida, a paz, a beleza altaneira dos flamboyants em fase de floração ,como que saudando a ampla avenida. Convidativos, com sua sombra fresca e aconchegante.

    Em Goiânia, os flamboyants abundam. Gosto de admirá-los. São majestosos quando estão florescendo. Na sua quietude e mansidão meu olhar repousa e encontra tranquilidade.

    A vida agitada dos grandes centros não me atrai nem um pouquinho. Talvez na juventude me adaptasse melhor. Quando jovens, o espírito aventureiro nos move. O desconhecido nos atrai.

    Mas hoje, o que quero é a tranquilidade da minha pequena cidade. Lá eu faço parte do quadro, sou uma personagem da história. Conheço cada rua, cada buraco, cada esquina, cada poste...

    Aqui me vejo na condição de mera observadora. Eu vejo a vida passar. Vejo a vida pela janela. Não faço parte do quadro, não participo da história.

    Uma mistura de sentimentos me envolve. Alegria por estar aqui participando desse momento lindo de minha filha, mas também uma sensação de confinamento. Não consigo me adequar à vida  enclausurada  dos apartamentos. Sinto-me confinada aqui dentro. Dependente em tudo.

    Quero o meu quintal como extensão de minha cozinha. A rua como extensão da minha sala de estar. A vizinhança, uma quase extensão da família.

    O Parque Vaca Brava, antes tão próximo, agora é um prazer quase inatingível. Ir até lá a pé tornou-se um desafio a ser superado. Quase impossível.

    Em outros tempos, quando o apartamento era era ali bem no meio da avenida T4, o acesso ao parque era fácil. Enquanto a casa dormia, costumava descer, andava 2 ou 3 quadras e me encontrava lá. Toda aquela área verde à minha disposição. Observar a tranquilidade das águas do lago, crianças brincando, pessoas caminhando, me ajudava a fugir um pouco da confinação do apartamento.

    Caminhar por entre as árvores do bosque era revigorante. Algumas horas ali e me reabastecia de energia para o resto do dia.

    Hoje, enquanto a casa dorme, eu fico aqui. Vejo TV... leio... escrevo. E as horas passam lentamente...

     

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 20h04
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    cumplicidade

     

     

    Cumplicidade

    A filhota chamou...Lá vai mamãe toda prestativa oferecer seu regaço, seu colo acolhedor. Uma decisão imediata. Não houve tempo para preparos antecipados.

    Na urgência do momento, viajei sozinha. Uma viagem longa que sempre me põe apreensiva.

    Viagem cansativa, mas tranquila. Cochilos esparsos, sempre interrompidos ao menor sacolejar do ônibus.

    O atraso na saída do ônibus fez com que eu encontrasse Goiânia já desperta, embora ainda fosse muito cedo.

    Uma manhã ensolarada com céu límpido e claro .O ar abafado e quente próprio da região já prenunciava o calorão a que estaríamos expostos no transcorrer do dia. O trânsito já estabelecia sua rotina caótica.

    Na rodoviária, o burburinho de sempre. A figura da futura mamãe com ar apático e abatido à minha espera, sentada em um banco me impressionou. Onde estava aquela jovem lépida, de olhar brilhante, semblante alegre e passos decididos? Realmente, esse meu netinho já está fazendo das suas... está lhe minando as forças.

    Mas a vovó vai procurar suavizar todo esse quadro. Uma missão nada impossível, mas duvidosa. Com o quadro do enjoo, fica difícil se alimentar. Aí então vira um círculo vicioso. Come, enjoa, não come para não enjoar e vai enfraquecendo.

    Uma sopinha mágica, dessas que só as mães conhecem o segredo veio amenizar o quadro. Quer a receita?

    Tempere com Amor. Cozinhe com Paciência. Regue com Entusiasmo. Ofereça com Carinho ...E tudo se resolve! Ou melhor, quase tudo.

    A sopa milagrosa caiu bem e ela teve um dia razoavelmente bom. Intercala períodos de bem estar com períodos de distúrbios estomacais.

    Enquanto ficamos em casa, colocamos o papo em dia. Papo sério: o momento político Dilma e Serra, o voto, a doença de sua avó, aulas na faculdade, dificuldade com os alunos, notícias dos amigos, etc...etc... E também aquelas conversinhas típicas de mulher, cumplicidade entre mãe e filha. .. Coisas importantes da vida como as luzes do cabelo que precisam esperar um tempo para serem retocadas em função da gravidez. Os vestidinhos românticos e modelados que precisam ser substituídos pelos modelitos de grávida. O pré natal, o enxoval do bebê, o nome do bebê, a decoração do quarto do bebê... São tantas as providências a serem tomadas.

    As vitrines das lojas especializadas são um convite ao consumismo.

    Ah, minha filha, cuidado! É preciso ter os pés no chão! A beleza e a diversidade do enxoval, o conforto e a segurança do bercinho são importantes sim. Suprem necessidades materiais e podem ser adequadas às possibilidades de cada um. Mas nada substitui um coração caloroso e braços afetuosos prontos para acolher o bebê indefeso num ambiente tranquilo regado de Amor.

    Puxa, pensei ! Que chata eu sou... Quebrar assim o entusiasmo da menina! Mas mãe que é mãe tem que fazer seu papel que na maioria das vezes se apresenta assim: chatíssimo...Mãe que é mãe, não delega, se manifesta. Mesmo que saiba estar sendo exageraaaaaadaaaa...

    E assim a conversa rola solta... Um momento único, impar... Uma semana é pouco para por o papo em dia. Mas eu volto...

     

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 21h05
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