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    A dor de cada um

     

    A dor de cada um...


    Tenho escrito aqui algumas crônicas sobre a chuva e seu poder poético. Textos que falam de como a chuva me inspira, me embala...

    Chuva batendo na janela...escorrendo na calçada...acariciando as folhas das plantas. Chuva trazendo vida...

    Chuva que me traz recordações da infância...brincadeiras na chuva... enxurradas que despertam anseios de travessuras...

    Mas hoje a minha poesia se recolheu.

    Meu coração está de luto. Se entristece e chora juntamente com as vítimas da tragédias pluviais. A mesma chuva que inspira poesia, veio com fúria causando um cenário de destruição jamais visto. Região serrana do Rio de Janeiro, a mais atingida.Teresópolis, uma das cidades mais castigadas.

    Nossos olhos não querem acreditar no cenário que veem. Em tanta fúria causada pelos rios que transbordaram. Encostas deslizando, casas soterradas, carros arrastados, pessoas ilhadas . Ou ...soterradas. A cidade que se transforma num grande rio de águas torrenciais e depois num lodaçal. Famílias inteiras soterradas. Vidas ceifadas.

    Um cenário de destruição. Um cenário de guerra...ficção cinematográfica...

    Histórias de medo, angústia, busca por recomeçar...solidariedade...

    A cidade que atrai turistas o ano inteiro está irreconhecível.

    Um olhar perdido no vazio...voz embargada pelo medo, pela incerteza do amanhã...lágrimas...desespero... Cada um tem uma maneira de expressar sua dor.

    A criança que com apenas um olhar, define seu sofrimento. Sua desesperança.

    O olhar vazio que acompanha o corpo do irmão, vítima fatal. Apenas uma palavra define a incerteza do futuro: Morreu...

    Dos outros familiares não se tem notícia. É aguardar e esperar um milagre.

    Quantos não estão à espera desse milagre... Aguardam com ansiedade a lista dos corpos já identificados. No seu íntimo a esperança de que o nome do amigo ou parente não conste da lista... Talvez ainda esteja vivo...

    A lista dos sobreviventes nos alojamentos improvisados... Expectativa...

    As equipes de resgate, voluntários, equipes médicas... todos em ação. A ajuda chega de todos os lados. O povo é solidário. Tenta suavizar a dor...aplacar o sofrimento... levar conforto.

    Dor, sentimento tão abstrato... Indefinível...

    Por mais que eu tente me transportar para aquela realidade nunca vou saber exatamente o que é ...

    - acordar na madrugada com a água na altura dos joelhos...

    -abandonar rapidamente a casa deixando tudo para trás...

    -ficar ilhado esperando por socorro e temendo o perigo a cada minuto...

    -olhar o local onde antes existia  a própria  casa e ver apenas escombros...

    -salvar a si próprio e não ter tempo para salvar outras pessoas queridas...

    -buscar por parentes debaixo dos escombros...

    -perder a família inteira de forma tão brutal..

    -enterrar seus mortos em vala comum, sem tempo para um enterro digno..

    -não saber para onde ir..

    -o difícil recomeço...

    Tudo isso e muito mais, são experiências muito pessoais.

    Porque a dor de cada um é única e intransferível. A extensão e intensidade da dor é peculiaridade de cada um . Só sabe quem passa por ela.

    Tudo é muito triste, desesperador. Difícil será recomeçar. Difícil superar o trauma causado pela tragédia. Difícil esquecer as cenas de horror indescritível  que só quem as vivenciou é capaz de dimensionar.

    Nesses momentos , confiemos plenamente em Deus, socorro presente nas tribulações.

    Ele se revela como amigo fiel, trazendo consolo e proteção.

    O desejo de superação, a vontade de viver hão de prevalecer...Confiemos.

     




    ..

     



    Categoria: notícias da mídia
    Escrito por edimeli às 22h32
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    agradecimento

     

    Agradecimento

     Semana passada fui surpreendida com uma visita da Silvanety avisando que tinha "selinho" para mim em sua página.

    Confesso que me surpreendi, pois não me imaginava entre seus preferidos. Foi um prazer constatar  que meus textos de alguma maneira a agradam, apesar de diversificados .

    Silvanety é catequista de Tangará da Serra, MT.  Seu blog é exclusivamente voltado para catequese e evangelização. Uma fonte rica de pesquisa e informações  nesta área.

    Em assuntos de minha catequese, algumas vezes já busquei auxílio em sua página.

    Sil, querida,( permita-me chamá-la assim), saiba que a admiro muito . Falar de Jesus nos dias de hoje exige despojamento, coragem e determinação.

    Obrigada pelo carinho, sil. e que este seu espírito evangelizador se fortaleça  sempre mais. Pessoas como você aliviam a caminhada, acenam com a esperança.

     Um abraço , Silvanety.

    Este "selinho" guardarei com muito carinho.

     

    Aos que se interessam por evangelização e catequese, o blog da Silvanety é "VINDE TODOS EVANGELIZAR" http://silvanetygmdavid.blogspot.com

     

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 18h07
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    Vivendo sem energia elétrica

     

    Vivendo sem energia elétrica

     

    Bastou uma manhã sem energia elétrica para se instalar o caos entre nós naquele domingo.

    Mesmo sendo avisados com antecedência de que a rede elétrica estaria em manutenção, nosso cérebro se recusa a registrar a notícia. E assim, o que era fato esperado se transformou em surpresa.

    Todos os dias pela manhã é só acionar o interruptor e a luz se acende. Mais um botão acionado e a água do chuveiro sai quentinha. Mas naquela manhã domingueira isso não aconteceu. O banho foi gelado mesmo. A frustração foi geral.

    -Mas como? Justo agora! É a 1ª exclamação irritada que se faz.

    Na cozinha já encontro um madrugador de plantão.

    Em pé, frente ao micro-ondas. Xícara de leite na mão. Um olhar indagador e incrédulo como se estivesse a dizer: “Mas como ousas me falhar agora?”

    Outros se levantam. Ficam todos atônitos ao redor do micro-ondas como diante de um ser agonizante prestes a dar o último suspiro. Parecem querer ressuscitá-lo. Insistem a apertar o botão, como se a dizer: “Como se atreve assim a “morrer” em hora tão crucial?”

    O aparelho geme baixinho, sinal de baixa energia elétrica. Um momento ideal para queimar eletrodomésticos.

    Falta-nos criatividade para recorrer a outro expediente. Ficamos todos ali hipnotizados. Incapazes de reagir...Até que alguém faça um movimento em busca de uma solução viável, demora alguns minutos. E então, aleluia! Aparece uma caneca na mão de alguém e o problema se resolve... Parcialmente!.. Porque o acendimento do fogão também é elétrico. Dificilmente se encontra fósforos nesta casa.

    Bom, leite aquecido, café da manhã tomado. Minha mente condicionada rapidamente indica que é preciso completar a lava-louças com a louça do café. Isto porque meu cérebro ainda não assimilou completamente que estamos sem energia elétrica.

    E a máquina também geme baixinho. Desligo rapidamente. Por pouco não a queimo.

    Bem, a essa altura eu deveria me aquietar. E me convencer totalmente de que “não há energia elétrica”. Não há nada a fazer.

    Mas, é hora do almoço. É preciso descongelar a carne que jaz no freezer, cheia de gotículas de água, sinal de degelamento. Mas não pronta para consumo. Na impossibilidade de descongelá-la, tenho uma ideia brilhante: Pedir um frango assado . E lá estou eu a ligar para a casa de carnes na esperança de solucionar o problema do meu almoço.

    - “Minha senhora, na falta de energia elétrica, não foi possível assar os frangos”, diz a voz do outro lado.

    Que mico! Eu poderia dormir sem essa! Se tivesse um buraco no chão, eu me esconderia!

    Sou um verdadeiro robô condicionado ao uso da energia elétrica. Totalmente viciada em eletricidade. Maldita dependência! Não somos ninguém sem ela,concluo.

    Com os avanços tecnológicos, os hábitos do ser humano mudaram intensamente. Dependemos da eletricidade para absolutamente tudo no nosso cotidiano. Uma breve pausa no fornecimento de energia elétrica já é suficiente para a constatação de como é terrível ficar sem ela. E o mau humor se instala...

    Fico pensando em como nossos antepassados sobreviveram tanto tempo sem a dita cuja. Porque com apenas 5 horas sem energia elétrica eu já estava a ponto de gritar:

    - Parem o mundo que eu quero descer! Quero voltar para a civilização!

    Já imaginou nos dias de hoje morar num lugar sem energia elétrica? Você sobreviveria sem ela?




     



    Escrito por edimeli às 16h45
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