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    Colocando o papo em dia

     

    Colocando o papo em dia

     

    Amanhã estará completando 10 dias após minha queda fatídica.

    Ainda está muito difícil. Confesso que nos primeiros dias pensei que fosse sucumbir.

    Afinal uma previsão de 2meses e meio presa a uma cadeira de rodas para mim é inusitado.

    Me deprimi...chorei... me recolhi...

    Precisava desse tempo para me expurgar. Me reservei esse direito.

    A inspiração fugiu, o ânimo foi embora...

    Mas hoje eu me levantei mais confiante e otimista. Inspiração borbulhando...E consegui escrever os dois textos abaixo.

    Ainda sinto dificuldade em permanecer muito tempo sentada diante do computador. E hoje, talvez devido ao tempo chuvoso sinto um pouco de dores. Suportáveis, mas que incomodam...

    Faz uma semana que chove de forma intermitente por aqui. Uma chuvinha fina e fria. E eu até acho bom. Porque como não dá para fazer muita coisa lá fora mesmo, é mais fácil eu me conformar com essa inatividade. Um consolo bobo...

    Está um friozinho gostoso. Daqueles bons prá se ficar enroladinha debaixo do cobertor.

    Mas, a vida é engraçada. Sempre queremos aquilo que no momento não podemos alcançar. Hoje eu poderia ficar aqui tranquila, obedecendo aos mandos da estação. Ler um bom livro ou assistir a um bom filme. Mas o corpo quer movimento... Mas, que remédio! Melhor me aquietar... Ainda bem que estou inspirada a escrever...

    Quero agradecer de coração pelo apoio e carinho recebido de todos vocês meus leitores que se manifestaram. Pelas palavras de estímulo e coragem vindos através dos comentários.

    Sem dúvida alguma, o apoio dos amigos faz toda a diferença.

    E ao “Grupo Catequistas Anjos” que também tem se feito presente e me fortalecido com suas palavras de estímulo e carinho.

    Enfim, todos vocês me incentivando a escrever, a não me entregar. A confiar sempre.

    E aqui em casa, além de minhas irmãs e minha mãe, a Li faz toda a diferença.

    Cuida da casa, faz um almoço caprichado, cuida da minha higiene pessoal. Enfim, adivinha minhas necessidades...

    E ainda empurra minha cadeira de rodas, mesmo eu já estando craque na condução da mesma.

    Vejo carinho em todos os seus gestos. Uma pessoa de valor inestimável. Um anjo neste momento crucial da minha vida.

    Tanta mordomia assim, disse a ela hoje, vai acabar me deixando mal acostumada....

     



    Categoria: relações afetivas
    Escrito por edimeli às 18h37
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    Sentados à beira do caminho

     

    Sentados à beira do caminho


    O evangelho de Marcos, 10,46-52 “Cura de Bartimeu”, me toca sobremaneira.

    Um texto rico em simbologias totalmente aplicáveis aos dias de hoje.

    Conduz-nos a refletir sobre nossa cegueira espiritual.

    Como Bartimeu, muitos de nós somos cegos à beira do caminho.

    Bartimeu era cego fisicamente. Estava sentado à beira do caminho. Mendigava. Sentia-se desprotegido e dependente da ajuda do próximo. Andava sem rumo, sem direção.

    Mas Bartimeu procurava a luz! Queria ver de novo! Queria encontrar o caminho! E não hesita. Clama com fé confiante por Aquele que pode mudar sua vida!

    E Jesus o acolhe. Devolve-lhe a visão... a luz... a Vida. Bartimeu, que estava à beira do caminho , se põe a caminho com Jesus.

    A força de Bartimeu está implícita na sua fé confiante e inabalável que depositou no Mestre.

    A fé foi fundamental, foi a força que o motivou a ficar de pé e caminhar na direção de Jesus.

    E nós, quantas vezes não ficamos lá sentados à beira do caminho. Perdemos a clareza e a força da fé . Perdidos em nossa cegueira espiritual, pegamos qualquer atalho...

    Nem percebemos quando Jesus passa. Ou nossa fé é tão morta, tão fria que nosso grito não chega até Ele, porque não queremos assumir nossas fraquezas.

    A convicção de Barnabé foi muito importante.

    O texto diz que “ Lançando fora a capa, ergueu-se de um salto e foi ter com Ele”

    Senhor, que eu veja” disse ele ao ser indagado por Jesus. “Vai, a tua fé te salvou” disse-lhe Jesus.

    Erguer-se de um salto.... ficar de pé imediatamente... demonstrando prontidão.

    O gesto de “lançar a capa fora” é muito significativo. Significa desprendimento...

    Muitas vezes queremos seguir Jesus, mas ficamos presos à capa das argumentações falsas, desculpas esfarrapadas que não convencem, mágoas não perdoadas, cicatrizes , orgulho, vaidade, prazeres fúteis, materialismo...

    E para seguir Jesus é preciso despojamento, um desapego de tudo aquilo que serve como tropeço em nossa vida.

    Coloquemo-nos a caminho com Jesus sempre sabendo identificar a capa que precisa ser abandonada para que a caminhada se torne leve e promissora.

    Nunca esquecendo que nas maiores dificuldades e imprevistos da vida, Cristo está sempre pronto a nos acolher. Retomemos a caminhada com ânimo e otimismo, conscientes de que Jesus está sempre a nossa espera.

    Ele sempre espera que voltemos a caminhar em sua direção. Quer nos transformar em água viva, em pedras de construção para que seu Reino Divino triunfe.

     



    Categoria: religiosidade
    Escrito por edimeli às 11h53
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    Uma sociedade doente

     

    Uma sociedade doente

     

    O caso da menina Lavínia, Rio de Janeiro, comoveu toda a sociedade.

    É mais um crime bárbaro, entre tantos já acontecidos, cometido contra uma criança inocente.

    Uma criança vítima de uma vingança torpe, desprezível, mesquinha.

    Lavínia, linda e saudável garotinha de 6 anos. Todo um caminho a percorrer. Caminho esse brutalmente interrompido pela amante do pai que a estrangulou sem dó nem piedade.

    Dois mil reais, o preço que a garota pagou com a vida. Uma dívida com o pai, paga com a vida pela garotinha....

    Não quero aqui discutir toda a trama que culminou nessa tragédia. Porque a cada vez que ligo a TV, o noticiário me mostra que a complexidade do caso aumenta a cada nova prova apresentada.

    E, sobre desvendar a verdade e fazer justiça eu deixo com a polícia, que espero seja eficiente.

    O que me chama a atenção e não deixa de me preocupar é o rumo que nossa sociedade está tomando.

    Uma sociedade doente, baseada na violência, na lei do mais forte e sem caráter. Uma sociedade onde a vida deixou de ter valor. Mata-se por muito pouco. Comprovamos isso todos os dias. É só ligar a TV.

    Uma sociedade com valores invertidos, onde tudo é permitido em favor de satisfazer o ego, os prazeres fúteis, a ganância, como no caso em questão.

    Uma sociedade sentada à beira do caminho, incapaz de lutar ou de se desfazer de seu manto de impurezas, perversidades, egoísmos, vaidades...

    O caso em questão supõe uma família desestruturada, firmada com bases na mentira, no desrespeito, na falsidade e na infidelidade.

    Uma família dividida, culminando com esse final trágico.

    E quando uma família se desestrutura, as consequências se alastram de alguma forma pela sociedade. A família é a base da sociedade. E se a família adoece, contamina a sociedade.

    As famílias já estão assim, sem rumo, carentes de formação. E muitos programas de TV ainda contribuem para esse desvio de valores morais e espirituais. Há deles, que são um verdadeiro atentado contra a ética, a moral e os bons costumes nas famílias.

    Catequese... ONGS...Pastorais da igreja...Diversas outras instituições, tentam fazer o seu papel trabalhando a valorização , respeito e amor ao próximo.

    Escolas também procuram cumprir o seu papel! Mas as escolas encontram-se também tão precárias! Professores perdidos, inseguros diante da insubordinação e agressividade de muitos alunos.

    A Escola, que antes era considerada “templo do saber”, hoje se tornou palco de violências e atrocidades inimagináveis.

    E de onde saíram essas crianças colocadas nas mãos dos educadores?. Onde recebem os 1ºs ensinamentos?

    E aí voltamos ao começo. Família é a base de tudo. Escola completa a educação que já vem de casa

    Não fiquemos nós também sentados à beira do caminho, indiferentes aos acontecimentos que ferem a nossa sociedade. Não nos conformemos em construir nosso futuro em meio à dor, ao sofrimento, à fome ,à miséria, à violência...

    Esse é o nosso mundo, o mundo de nossos filhos.

    Não nos escondamos atrás da apatia e indiferença.

     



    Categoria: notícias da mídia
    Escrito por edimeli às 11h46
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    A vida é uma incógnita

     

    A vida é uma incógnita

     

    Costumamos sempre dizer que a vida é uma incógnita. Mas dificilmente avaliamos na íntegra o verdadeiro sentido e a veracidade dessas palavras.

    Não somos donos de nosso destino e a vida por vezes nos conduz a um desfecho indesejável. Podemos planejar o dia. Mas não sabemos como ele irá terminar. Estamos expostos a imprevistos bons ou ruins . Apesar de toda nossa atenção e cuidado eles podem acontecer.

    Essa é a vida, feita de pequenos detalhes que fogem ao nosso controle.

    Alguns dizem que é nessa imprevisibilidade que reside todo encanto da vida.

    Se essa imprevisibilidade é encanto ou não, não posso afirmar. Depende do ponto de vista de cada um. O que posso dizer é que é inútil lutar contra ela. Há situações em que não podemos interferir ou modificar.

    Sinto-me como se a vida quisesse me acordar. Me obrigasse a fazer um pausa forçada para reflexão sobre seus caminhos insondáveis.

    Eu jamais poderia imaginar que naquela manhã eu seria a protagonista real de todas essas verdades.

    Em tudo daí graças”, diz o texto bíblico. E eu que todas as manhãs agradecia a Deus pela vida e pela vitalidade ofertadas a mim como dádiva divina dentro dos meus 60 e poucos anos, hoje agradeço a Deus justamente por essa vitalidade que impediu que eu sofresse consequências mais sérias com a queda sofrida.

    Hoje eu sei que minha vida era uma estrada iluminada pelo sol. Momentaneamente essa estrada se fechou e escureceu, ladeada por grandes árvores frondosas que impedem que a claridade do sol se faça presente.

    O percurso se tornou mais difícil. O andar é titubeante, inseguro... Vou demorar um pouco para atravessar esse vale sombrio, mas eu atravessarei... E com certeza , o sol voltará a brilhar!

    O relato que faço abaixo em hipótese alguma visa despertar compaixão. Muito menos quero me fazer de vítima.

    O que pretendo é apenas ilustrar com a realidade o que foi escrito acima e mostrar o quão frágeis somos nós seres humanos, expostos ao capricho da vida.

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 14h24
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    Era apenas uma caminhada...

     

     

    Era apenas uma simples caminhada...

     

    Naquela manhã de fevereiro, última 5ª feira do mês, eu acordei muito bem disposta.

    Um vigor latente pulsava dentro de mim, preenchendo todo o meu ser e estimulando todo o meu corpo a se locomover.

    A camiseta branca  de algodão,  aliada à malha de ginástica e um tênis adequado, eu era toda entusiasmo.

    Eu iria caminhar. “Hoje nada de esteira”, pensei. A manhã estava convidativa! Uma brisa fresca e suave batendo no rosto. No oriente o sol despontando por entre nuvens de um tom amarelo alaranjado.

    Engatei a caminhada. A princípio devagar. Sorvendo com sofreguidão aquele ar puro e revigorante da manhã.

    Acelerei o passo... Mas nada tão rápido que me fizesse preparada para uma maratona.

    Em minha mente os pensamentos vagueavam...

    Listava os compromissos do dia...Pensava em como era muito mais benéfica aquela caminhada ao ar livre. Precisava fugir com mais frequência da monotonia das esteiras...

    Cumprimenta um...acena prá outro...desvia de possíveis obstáculos...

    Quanto tempo caminhei? 300...500metros... não sei precisar exatamente.

    De repente...plaft...Meu tênis dá uma bicada em algo. Até agora não sei dizer o quê se interpôs no meu caminho...Algum paralelepípedo talvez mal posicionado? Não sei. O terreno me parecia seguro... Tento me equilibrar... Nada em que segurar... Em questão de segundos eu estava no chão...estatelada... Na queda senti que bati o quadril...

    Eu não queria acreditar que aquilo estava acontecendo comigo... Após alguns segundos de hesitação, me levanto.

    Tento caminhar. Um... dois...três passos... Melhor sentar e aguardar.

    A dor não era tão intensa, mas não me permitia caminhar.

    Uma jovem senhora, saindo da chácara próxima ao local da queda ofereceu ajuda.

    Após um rápido telefonema, entre 5 e 10minutos a ambulância chegou.

    E daí prá frente já dá para imaginar: pronto socorro, cadeira de rodas, raio X...

    Primeiro diagnóstico: fratura pequena sem intervenção cirúrgica.

    Encaminhamento para o Pronto Med de Marília.

    Diagnóstico final: Fratura com procedimento cirúrgico...pinos...amarração..

    Foram três dias de internação pós cirúrgica com um prognóstico de 60 a 75 dias de de recuperação.

    Doravante meus companheiros de caminhada serão um par de muletas e a cadeira de rodas.

    Tudo assim...num piscar de olhos... Num dia eu era toda vigor físico... no outro...

    É a minha dependência física consolidada. Tudo o que eu sempre temi.

    Em minha mente, lembranças de todo o sofrimento que acompanhei cuidando de minha mãe idosa, numa cama. Totalmente dependente.

    Ela é o meu termômetro. Me espelho na sua garra , fortaleza e determinação

    Com ela aprendi que se não dá para evitar o sofrimento, dá para suportá-lo com paciência e resignação.

    Com ela aprendi a confiar num novo amanhã...

    E até já fiz o meu novo slogan:

     

    EU ADORO CAMINHAR”

    O ministério da Saúde adverte:

    Caminhar pode trazer sérios riscos à saúde física”

    Em caso de dúvidas, procure seu médico

     

     

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 14h17
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