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    Divagando...

    Divagando...

    Tarde de quinta-feira pós- feriado. O céu em tom escuro, denso e carregado ameaçava chuva a qualquer momento. Mas eu não me importava. Tomar chuva não estava no programa. Entretanto, caso isso acontecesse, poderia ser interpretada como uma comemoração. Eu dançaria na chuva... Rodopiaria...

    Meu coração estava alegre. De uma alegria que só eu mesma para avaliar as razões e a intensidade da mesma. Acabara de voltar do médico com uma boa e otimista notícia. Meus exames radiológicos mostraram uma franca consolidação óssea. Nada de necrose óssea, que me fizeram perder o sono de tanta preocupação. Recebi alta e salvo algumas recomendações extras agora é tocar a vida prá frente, disse o médico. Aos poucos a senhora vai recuperando o ritmo da caminhada”. Não podem imaginar a ansiedade com que eu sonhava ouvir tais palavras.

    E então eu caminhava devagar. E pensava: “se chover como está ameaçando vou ficar encharcada”.

    A cidade parecia um formigueiro. Inspirava vida... Movimento. Pessoas apressadas iam e vinham. Parece que a quinta-feira tirara as pessoas de casa, talvez ainda na expectativa de encontrar algum item promocional do dia das crianças. Aliás, algumas lojas ainda mantinham brinquedos a preços módicos nas portas, na tentativa de atrair a freguesia.

    Eu fui atraída pela decoração de uma loja de tecidos. Parei à porta da loja e fiquei ali alguns minutos admirando encantada como uma criança  que admira um brinquedo novo na vitrine.

    A decoração imprimiu um ar primaveril à loja. Pássaros confeccionados em tecido, cata ventos  e flores coloridas enfeitavam uma graciosa cerca simulando uma trepadeira florida. Tudo confeccionado com a técnica do Patchwork. Eu sou fissurada e grande admiradora dessa técnica.  De minhas mãos houve uma época em que já saíram colchas para as netas, mantas de bebês, bolsas, bonecas, camisetas com patchcolagem, tulipas... Mas ultimamente ando meio preguiçosa... O pouco que tenho feito presenteio os amigos.

    Vasinhos com tulipas em tecido me atraíram para dentro da loja. Entrei. Um cheiro indizível de tecido novo, fresquinho saído do forno, me invadiu as narinas. Mexeu com meu reflexo do espirro. Disse isso à moça do caixa e ela apenas sorriu. Talvez não tenha compreendido meu sentido do olfato tão apurado. Normalmente as lojas têm cheiro de algum perfume no ar, ás vezes até irritante. Mas, ali não. Era cheiro de roupa nova, enxoval novo, loja nova... Cheiro de vida.

    Em se tratando de artesanato, sou assim, um pouco impulsiva e até consumista ao extremo. Acabei comprando alguns pequenos itens com a justificativa de que iria tirar o modelo. Isso sempre acontece. Acabo comprando coisas que ao chegar em casa, guardo e dificilmente volto a olhar para elas.

    Muitas mulheres  têm compulsão por sapatos, bolsas, esmaltes, objetos eletrônicos... Eu tenho compulsão por artesanato. Sou aquela que faz de tudo um pouco e no fim acaba não fazendo muito bem nem uma coisa nem outra.

    Tenho coleções de revistas de artesanato. São muito úteis nas dicas, no passo a passo. Realmente ajudam.  Mas muitas, compro, e ficam lá esquecidas. Muitas vezes, casualmente acabo encontrando alguma preciosidade ali perdida entre as outras. ”Meu Deus, eu tenho essa jóia!...” digo para mim mesma.

    Gosto de tê-las. Fazem parte da minha história... Dos meus projetos... Dos meus sonhos...

    Um dia eu sonhei montar um ateliê e comercializar meu próprio artesanato. Já tinha até um nome: “Ateliê Arte e cor”. Mas sabe quando o tempo vai passando e os sonhos não acontecem?

    Pois cá estou eu, com uma porção de material e pouca produção.

    Quem sabe um dia?

    Sempre haverá tempo para se realizar um velho sonho.

    Como diz aquela velha frase conhecidíssima: ”Nunca desista de seus sonhos”.



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 09h23
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    Mulheres famosas

    Mulheres famosas

    A mídia divulga diariamente certas personagens, atores e atrizes de cinemas e novelas, personalidades públicas, e as torna famosas pela constante apresentação à sociedade. Muitos sonham com uma exposição assim para se tornarem também famosos.

    Maria, mãe de Jesus é a mulher famosa por excelência, não pela exposição na mídia- que naquela época nem havia, mas pelo fato de ser, graças a seu “sim” a Deus, mensageira da boa- -nova trazida por Jesus.Ela foi engrandecida pela graça de Deus e pela fidelidade ao  compromisso  que Deus lhe confiou.

    É exemplo a ser seguido, pois colaborou com o plano de salvação que Deus tem para a humanidade. Ainda hoje ela nos convoca e nos indica o caminho a seguir: “fazer tudo o que Jesus nos pede”.

     A exemplo de Maria há muitas “mulheres famosas”, que mesmo no anonimato, estão comprometidas com o projeto de Jesus e trabalham pelo crescimento do Reino de Deus. Elas também nos fazem o constante apelo a “fazer o que Ele disser”.

    Sem essas “mulheres famosas” que atuam em favor da vida e contra os sinais de morte, não haverá transformação da sociedade. Atentas aos sinais dos tempos, a exemplo de Maria, unem-se à missão de Jesus e procuram, com seu trabalho, motivar as famílias e as comunidades a descobrir a vontade de Deus dentro da realidade em que vivemos.

    Graças ao constante apelo, ao trabalho árduo e, muitas vezes “invisível” dessas mulheres, a comunidade pode transformar a água em vinho, símbolo da vida nova proposta por Jesus. Assim como Maria conseguiu mover o coração de Jesus, também essas “mulheres comprometidas” conseguem mover o coração da sociedade. Tornando-se pequenas, conseguem ser grandes e famosas diante de Deus.

    Maria, mãe de Jesus, foi assim: mulher silenciosa, ciente de sua missão, sem fazer alarde pede aos serventes que sigam o apelo de Jesus.  Então os convidados podem comemorar com alegria e a festa se torna plena.

    Pe. Nilo Luza,



    Categoria: religiosidade
    Escrito por edimeli às 15h24
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    Enfim, a chuva chegou

    Enfim, a chuva chegou...

    Há tempos ela apenas se insinuava. Era como se  brincasse de esconde- esconde. Trovões esparsos, um vento teimoso rodopiando tudo. Alguns chuviscos... E nada mais. Contrariando previsões meteorológicas, ela insistia em não cair.

    A primavera anunciada apenas no calendário. Como também no coração daqueles que nunca perdem a esperança de florescer.

    Sábado à tarde, foi a mesma brincadeira. Céu nublado... Um calor insuportável e o sol castigando ainda mais a terra seca e árida já há quase 3 meses.

    À tardinha o céu se tingiu de um tom plúmbeo. Nuvens pesadas anunciavam que em breve a chuva cairia.

    Bem-te-vis cantavam alegres por entre os galhos da grande mangueira ao fundo do quintal. Tiveram mais sorte com sua morada, do que aquela pomba que fez seu ninho bem no alto daquela árvore tão seca que bastava uma fagulha para que ela se inflamasse todinha. Mais parecia um espectro com seus galhos retorcidos.

    Quando passei pela manhã, o céu já nublava. Percebi certa inquietação no comportamento da pomba mãe enquanto alimentava o filhote. Talvez já  antevendo o mau tempo que viria e certamente deixaria mãe e filho desprotegidos.

    Quanto aos bem-te vis, estavam inquietos demais. Não sei se de alegria pela chuva anunciada ou se temerosos também na perspectiva de ficarem desprotegidos.

    Na rua pessoas passavam apressadas. Todas empunhando um guarda chuva. Não podiam perder o sexto dia da novena em honra a Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira.

     Mas não choveu. Outro alarme falso.  Um vento frio se fez presente, pingos aqui e ali. Logo tudo se dissolveu e a noite continuou calorenta.

    Talvez tenha sido ordem de São Pedro. Uma chuva pesada como a anunciada poderia prejudicar  o desenrolar da quermesse tão esperada pelos paroquianos.

    Bem, mas no domingo pela manhã a esperança voltou a renascer. Um céu escuro, um ar pesado, um ventinho fresco que soprava do oeste. Fui fazer minha curta caminhada pela manhã e tive que apertar o passo. Tudo indicava que iria chover a qualquer momento.

    E então ela veio. Mansa, calma. Lavando não só a terra, mas também nossa alma sequiosa de um ar mais puro, pastos verdejantes e terras mais produtivas. Veio trazendo esperança, trazendo promessas, limpando o ar poeirento.

    E continuou chovendo. Choveu a tarde toda. Abro a janela e vejo a chuva escorrer pelo asfalto como se o mesmo ganhasse uma nova mão de tinta. A  enxurrada escorrendo pela calçada remonta a peraltices da infância .

    Tudo está em silêncio. A cidade parece adormecida nesta tarde de domingo. Nada de som alto nas ruas, nada de cadeiras na calçada da sorveteria ou na lanchonete ao lado.

    Os bem-te-vis também se calaram. A pomba também não se encontra mais em seu ninho na árvore fantasmagórica. Aliás. O ninho está semi destruído. Para onde terá ido com seu filhote?

    É como se todos em comum acordo se rendessem ao silêncio apenas para apreciar a doce melodia dos pingos da chuva no telhado...

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 17h32
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    Falando sobre honestidade

    Falando sobre honestidade

     

    Há dias atrás postei um texto  sobre civilidade. De como o mundo seria melhor se as pessoas tivessem atitudes mais respeitosas  umas com as outras. Afinal bons modos, educação, gentileza, honestidade, respeito e tantos outros valores não mudam nunca, apesar de toda modernidade. O que muda são as pessoas. Quase sempre as pessoas estão tão ocupadas consigo mesmas, tão envolvidas com sua rotina diária que  acabam por se tornar frias e egoístas. Incapazes de levantar o olhar para além de si. Valores espirituais, morais e religiosos acabam ficando em segundo plano.

    Mas, bons exemplos ainda existem. E são essas atitudes exemplares que nos estimulam e  que nos faz acreditar que o ser humano ainda pode se transformar para melhor.

    Esta semana  fui com um amigo na baixada dos camelôs, na cidade vizinha. Confesso que nunca tinha estado ali e aquela diversidade de barraquinhas entulhadas de badulaques, me atraiu. Fugir dos shoppings, conhecer outras realidades é gratificante. È no meio do povão que se conhece a vida como ela é..

    Lembrei-me de que precisava de uma bolsinha porta celular. Dessas baratinhas, mas práticas e úteis.

    Enquanto meu amigo vasculhava seu objeto por entre as barracas, eu fiz parada em uma delas onde havia uma variedade do objeto procurado. Escolhe, prova, coloca o celular, tira o celular, abre, fecha... Até que me decidi por não levar. Não me agradaram.

    Agradeci e saí procurando em outras barracas. De repente alguém me toca pelas costas. Era a dona da barraca onde eu estivera antes. Viera rápido me entregar o celular que havia esquecido dentro de uma de suas bolsinhas. Achei de uma honestidade incrível. Eu não dera pela falta do mesmo. Talvez só o desse quando estivesse em casa. E daí até provar que meu celular tinha ficado entre seus objetos, seria outra história.

    É tão comum hoje pessoas inescrupulosas se apropriarem indevidamente do que não lhes pertence. Muitos se apóiam na frase popular e tão conhecida: “Achado não é roubado”. Acham-se espertinhos. Nada mais do que uma justificativa para transformar atos imorais em morais ou irracionais em racionais.

    Poderia continuar aqui discorrendo sobre uma série de atos de honestidade que já presenciei como também fui protagonista. O inverso também é verdadeiro.

    Diariamente encontramos em nossos caminhos honestos e desonestos. Mas são os bons exemplos que arrastam. Donde se conclui que honestidade pode ser inerente ao caráter da pessoa. Mas também se aprende e se lapida. Tem papel fundamental primeiramente a família e complementa-se na escola.

    Dois ingredientes  fundamentais acompanham a honestidade: a vergonha  da transgressão, o receio de ser descoberto  e a culpa, resultado da auto crítica e que traz o remorso.

    Por isso digo que quem é honesto, o é por natureza e ponto final. Pessoas assim não conseguem ficar com o que não é seu, mesmo que tenha achado no banco da praça ou na rua.

    Sempre encontra um meio para devolver.

    E você, se conseguiu ler até aqui, seja honesto e dê seu parecer real sobre o texto.

     



    Categoria: cronicas
    Escrito por edimeli às 11h12
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