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    AFinal, o que é felicidade?

    Afinal, o que é a felicidade?

    Não sou uma noveleira contumaz. Ultimamente as novelas estão muito apelativas. Muitas maldades, ambição desmedida, vida ilusória, futilidades e outros predicativos recheiam os folhetins de hoje. Mas em meio a tanta desqualificação, muitas vezes algo se aproveita.

    A personagem de Cássia Kiss, no último folhetim das dezenove horas, “Morde e Assopra”, chamou-me a atenção  principalmente nos últimos capítulos quando me fez refletir sobre “o que é a felicidade”

    Em meio a toda trama a personagem pobre e sofrida está disposta a “construir a felicidade”. Dela e do filho, um mau caráter e irresponsável.

    Tem consciência de seus valores, apesar da extrema pobreza em que vive. Sabe que a “felicidade é construída tijolo a tijolo”. A felicidade supõe algo a ser edificado com materiais duradouros. Amor, bom caráter, responsabilidade, honestidade, são valores que ela cultiva e tenta passá-los ao irreverente filho.

    Para ela felicidade não é ter uma bela casa, uma boa vida, carro na porta. Nada disso importa. Importa é conseguir colocar bons valores no filho, fazer dele um pai responsável, evitar a adoção do neto. Não recusa trabalho por mais humilde que seja desde que seja digno e ela consiga colocar comida na mesa honestamente. O que ela mais quer é ver a família unida e feliz, enquanto o filho usa dos piores artifícios para se dar bem na vida.

    O conceito de “felicidade” muda de pessoa para pessoa. É algo subjetivo, mas não inatingível.

    Enquanto uns almejam um bom emprego com um super salário e se desdobram para isso, outros apenas se contentam em ter uma família harmoniosa e feliz, onde todos compartilham juntos alegrias e tristezas.

    Enfim, acredito que felicidade é mais que adquirir dinheiro e bens materiais, os quais são apenas caminhos para se obter algo mais que buscamos.

    Pequenas recordações, boas amizades, pessoas que de alguma forma nos dão o seu melhor, somam-se e constituem a tão almejada felicidade

    A felicidade está nas coisas simples de nosso cotidiano. Veja a felicidade no amanhecer, no entardecer ou anoitecer. Sinta a felicidade nos pequenos momentos passados com seu filho, seu neto, seus familiares e amigos. Veja a felicidade na chuva que cai renovando a paisagem ou no sol que nos acaricia. Veja a felicidade nos seus sonhos a realizar. Enfim, veja a felicidade na simplicidade.

    Um dia, está longe demais. O tempo é impiedoso e os sonhos inconstantes. Conquiste-a agora.

    Finalizando quero dizer que este é para mim um momento de grande felicidade. A perspectiva da viagem à Goiânia nesta semana, já me faz feliz. Poder passar um mês com meu neto, participar do seu dia a dia mesmo que por tempo definido, é para mim felicidade.

    “A felicidade não ocupa todos os espaços, ela preenche intervalos”. (Fábio de Melo). Este é o meu “intervalo” de felicidade e pretendo aproveitá-lo bem.

    Uma boa tarde e muitas felicidades para você, querido leitor, que veio até aqui e teve paciência em ler esse texto.

    Aguardem-me. Após 30 ou 40 dias estarei de volta para contar as novidades!



    Escrito por edimeli às 18h13
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    chuva, inspiração, destruição

    Chuva... Inspiração... Destruição

    Enfim o sol resolveu aparecer. Não tão cedo.

     Pela manhã o dia estava embaçado. Uma neblina densa pairava no ar. Aos poucos o nublado foi desaparecendo e timidamente o sol reapareceu. É bom ver os raios de sol entrando pela janela e acariciando as flores da bancada, ao mesmo tempo em que também nos aquece.

    Foram cinco dias de chuva quase que ininterruptas. Mas a chuva quando é calma embala... Inspira... Remete a aconchego. Família reunida em torno da mesa,  uma xícara de café quente e bolinhos de chuva dos tempos de infância. Enxurradas que atraiam as crianças com seus pés descalços brincando na água.

    Claro que os benefícios trazidos pela chuva são indiscutíveis. Mas só que desta vez São Pedro abriu as comportas ao extremo. E aqui na região do oeste paulista  a chuva fez estragos danosos. Em várias cidades da redondeza os prejuízos foram incontáveis. Árvores caídas... Rede elétrica danificada... Casas  invadidas pelas águas que deixaram um grande lamaçal e muitas perdas de mobília , documentos, roupas e tudo mais.

    Crateras foram abertas no asfalto. Carros foram arrastados. Árvores derrubadas.

    O depoimento dos mais atingidos mostra o terror e incredulidade com o que presenciaram.

    Aqui em Echaporã o volume de águas assustou. Mas não houve grandes alagamentos.

    Em determinado momento eu abri a porta para olhar a chuva lá fora e tive que fechá-la imediatamente. Um forte relâmpago e logo em seguida um trovão estrondoso fez com que eu recuasse.  Mas deu para observar o volume de água que corria forte pela enxurrada e invadia a calçada. Meu quintal ficou todo alagado. As saídas de água não deram conta de tanto volume.

    Felizmente o raio foi longe daqui. E apesar do contratempo, não houve vítimas fatais. O prejuízo material foi grande. Mas restou a vida. E com ela vem a esperança da reconstrução e do recomeço.

    A esperança nunca pode faltar em qualquer momento de nossas vidas. Ela é a âncora que sustenta a vida. Ela dá paz e segurança na tormenta. Afasta o pensamento derrotista.

    Ter esperança é aliar a própria força interior à mente positiva e otimista de quem crê “Naquele que nos fortalece”.

    Só assim enfrentará as dificuldades com nova força mental.

    Quem confia na direção divina, conserva o entusiasmo de viver. Não desfalece na luta e crê no triunfo do bem sobre o mal.



    Escrito por edimeli às 20h37
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    Divagando...

    Divagando...

    Tarde de quinta-feira pós- feriado. O céu em tom escuro, denso e carregado ameaçava chuva a qualquer momento. Mas eu não me importava. Tomar chuva não estava no programa. Entretanto, caso isso acontecesse, poderia ser interpretada como uma comemoração. Eu dançaria na chuva... Rodopiaria...

    Meu coração estava alegre. De uma alegria que só eu mesma para avaliar as razões e a intensidade da mesma. Acabara de voltar do médico com uma boa e otimista notícia. Meus exames radiológicos mostraram uma franca consolidação óssea. Nada de necrose óssea, que me fizeram perder o sono de tanta preocupação. Recebi alta e salvo algumas recomendações extras agora é tocar a vida prá frente, disse o médico. Aos poucos a senhora vai recuperando o ritmo da caminhada”. Não podem imaginar a ansiedade com que eu sonhava ouvir tais palavras.

    E então eu caminhava devagar. E pensava: “se chover como está ameaçando vou ficar encharcada”.

    A cidade parecia um formigueiro. Inspirava vida... Movimento. Pessoas apressadas iam e vinham. Parece que a quinta-feira tirara as pessoas de casa, talvez ainda na expectativa de encontrar algum item promocional do dia das crianças. Aliás, algumas lojas ainda mantinham brinquedos a preços módicos nas portas, na tentativa de atrair a freguesia.

    Eu fui atraída pela decoração de uma loja de tecidos. Parei à porta da loja e fiquei ali alguns minutos admirando encantada como uma criança  que admira um brinquedo novo na vitrine.

    A decoração imprimiu um ar primaveril à loja. Pássaros confeccionados em tecido, cata ventos  e flores coloridas enfeitavam uma graciosa cerca simulando uma trepadeira florida. Tudo confeccionado com a técnica do Patchwork. Eu sou fissurada e grande admiradora dessa técnica.  De minhas mãos houve uma época em que já saíram colchas para as netas, mantas de bebês, bolsas, bonecas, camisetas com patchcolagem, tulipas... Mas ultimamente ando meio preguiçosa... O pouco que tenho feito presenteio os amigos.

    Vasinhos com tulipas em tecido me atraíram para dentro da loja. Entrei. Um cheiro indizível de tecido novo, fresquinho saído do forno, me invadiu as narinas. Mexeu com meu reflexo do espirro. Disse isso à moça do caixa e ela apenas sorriu. Talvez não tenha compreendido meu sentido do olfato tão apurado. Normalmente as lojas têm cheiro de algum perfume no ar, ás vezes até irritante. Mas, ali não. Era cheiro de roupa nova, enxoval novo, loja nova... Cheiro de vida.

    Em se tratando de artesanato, sou assim, um pouco impulsiva e até consumista ao extremo. Acabei comprando alguns pequenos itens com a justificativa de que iria tirar o modelo. Isso sempre acontece. Acabo comprando coisas que ao chegar em casa, guardo e dificilmente volto a olhar para elas.

    Muitas mulheres  têm compulsão por sapatos, bolsas, esmaltes, objetos eletrônicos... Eu tenho compulsão por artesanato. Sou aquela que faz de tudo um pouco e no fim acaba não fazendo muito bem nem uma coisa nem outra.

    Tenho coleções de revistas de artesanato. São muito úteis nas dicas, no passo a passo. Realmente ajudam.  Mas muitas, compro, e ficam lá esquecidas. Muitas vezes, casualmente acabo encontrando alguma preciosidade ali perdida entre as outras. ”Meu Deus, eu tenho essa jóia!...” digo para mim mesma.

    Gosto de tê-las. Fazem parte da minha história... Dos meus projetos... Dos meus sonhos...

    Um dia eu sonhei montar um ateliê e comercializar meu próprio artesanato. Já tinha até um nome: “Ateliê Arte e cor”. Mas sabe quando o tempo vai passando e os sonhos não acontecem?

    Pois cá estou eu, com uma porção de material e pouca produção.

    Quem sabe um dia?

    Sempre haverá tempo para se realizar um velho sonho.

    Como diz aquela velha frase conhecidíssima: ”Nunca desista de seus sonhos”.



    Escrito por edimeli às 09h23
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    Enfim, a chuva chegou

    Enfim, a chuva chegou...

    Há tempos ela apenas se insinuava. Era como se  brincasse de esconde- esconde. Trovões esparsos, um vento teimoso rodopiando tudo. Alguns chuviscos... E nada mais. Contrariando previsões meteorológicas, ela insistia em não cair.

    A primavera anunciada apenas no calendário. Como também no coração daqueles que nunca perdem a esperança de florescer.

    Sábado à tarde, foi a mesma brincadeira. Céu nublado... Um calor insuportável e o sol castigando ainda mais a terra seca e árida já há quase 3 meses.

    À tardinha o céu se tingiu de um tom plúmbeo. Nuvens pesadas anunciavam que em breve a chuva cairia.

    Bem-te-vis cantavam alegres por entre os galhos da grande mangueira ao fundo do quintal. Tiveram mais sorte com sua morada, do que aquela pomba que fez seu ninho bem no alto daquela árvore tão seca que bastava uma fagulha para que ela se inflamasse todinha. Mais parecia um espectro com seus galhos retorcidos.

    Quando passei pela manhã, o céu já nublava. Percebi certa inquietação no comportamento da pomba mãe enquanto alimentava o filhote. Talvez já  antevendo o mau tempo que viria e certamente deixaria mãe e filho desprotegidos.

    Quanto aos bem-te vis, estavam inquietos demais. Não sei se de alegria pela chuva anunciada ou se temerosos também na perspectiva de ficarem desprotegidos.

    Na rua pessoas passavam apressadas. Todas empunhando um guarda chuva. Não podiam perder o sexto dia da novena em honra a Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira.

     Mas não choveu. Outro alarme falso.  Um vento frio se fez presente, pingos aqui e ali. Logo tudo se dissolveu e a noite continuou calorenta.

    Talvez tenha sido ordem de São Pedro. Uma chuva pesada como a anunciada poderia prejudicar  o desenrolar da quermesse tão esperada pelos paroquianos.

    Bem, mas no domingo pela manhã a esperança voltou a renascer. Um céu escuro, um ar pesado, um ventinho fresco que soprava do oeste. Fui fazer minha curta caminhada pela manhã e tive que apertar o passo. Tudo indicava que iria chover a qualquer momento.

    E então ela veio. Mansa, calma. Lavando não só a terra, mas também nossa alma sequiosa de um ar mais puro, pastos verdejantes e terras mais produtivas. Veio trazendo esperança, trazendo promessas, limpando o ar poeirento.

    E continuou chovendo. Choveu a tarde toda. Abro a janela e vejo a chuva escorrer pelo asfalto como se o mesmo ganhasse uma nova mão de tinta. A  enxurrada escorrendo pela calçada remonta a peraltices da infância .

    Tudo está em silêncio. A cidade parece adormecida nesta tarde de domingo. Nada de som alto nas ruas, nada de cadeiras na calçada da sorveteria ou na lanchonete ao lado.

    Os bem-te-vis também se calaram. A pomba também não se encontra mais em seu ninho na árvore fantasmagórica. Aliás. O ninho está semi destruído. Para onde terá ido com seu filhote?

    É como se todos em comum acordo se rendessem ao silêncio apenas para apreciar a doce melodia dos pingos da chuva no telhado...

     



    Escrito por edimeli às 17h32
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    Falando sobre honestidade

    Falando sobre honestidade

     

    Há dias atrás postei um texto  sobre civilidade. De como o mundo seria melhor se as pessoas tivessem atitudes mais respeitosas  umas com as outras. Afinal bons modos, educação, gentileza, honestidade, respeito e tantos outros valores não mudam nunca, apesar de toda modernidade. O que muda são as pessoas. Quase sempre as pessoas estão tão ocupadas consigo mesmas, tão envolvidas com sua rotina diária que  acabam por se tornar frias e egoístas. Incapazes de levantar o olhar para além de si. Valores espirituais, morais e religiosos acabam ficando em segundo plano.

    Mas, bons exemplos ainda existem. E são essas atitudes exemplares que nos estimulam e  que nos faz acreditar que o ser humano ainda pode se transformar para melhor.

    Esta semana  fui com um amigo na baixada dos camelôs, na cidade vizinha. Confesso que nunca tinha estado ali e aquela diversidade de barraquinhas entulhadas de badulaques, me atraiu. Fugir dos shoppings, conhecer outras realidades é gratificante. È no meio do povão que se conhece a vida como ela é..

    Lembrei-me de que precisava de uma bolsinha porta celular. Dessas baratinhas, mas práticas e úteis.

    Enquanto meu amigo vasculhava seu objeto por entre as barracas, eu fiz parada em uma delas onde havia uma variedade do objeto procurado. Escolhe, prova, coloca o celular, tira o celular, abre, fecha... Até que me decidi por não levar. Não me agradaram.

    Agradeci e saí procurando em outras barracas. De repente alguém me toca pelas costas. Era a dona da barraca onde eu estivera antes. Viera rápido me entregar o celular que havia esquecido dentro de uma de suas bolsinhas. Achei de uma honestidade incrível. Eu não dera pela falta do mesmo. Talvez só o desse quando estivesse em casa. E daí até provar que meu celular tinha ficado entre seus objetos, seria outra história.

    É tão comum hoje pessoas inescrupulosas se apropriarem indevidamente do que não lhes pertence. Muitos se apóiam na frase popular e tão conhecida: “Achado não é roubado”. Acham-se espertinhos. Nada mais do que uma justificativa para transformar atos imorais em morais ou irracionais em racionais.

    Poderia continuar aqui discorrendo sobre uma série de atos de honestidade que já presenciei como também fui protagonista. O inverso também é verdadeiro.

    Diariamente encontramos em nossos caminhos honestos e desonestos. Mas são os bons exemplos que arrastam. Donde se conclui que honestidade pode ser inerente ao caráter da pessoa. Mas também se aprende e se lapida. Tem papel fundamental primeiramente a família e complementa-se na escola.

    Dois ingredientes  fundamentais acompanham a honestidade: a vergonha  da transgressão, o receio de ser descoberto  e a culpa, resultado da auto crítica e que traz o remorso.

    Por isso digo que quem é honesto, o é por natureza e ponto final. Pessoas assim não conseguem ficar com o que não é seu, mesmo que tenha achado no banco da praça ou na rua.

    Sempre encontra um meio para devolver.

    E você, se conseguiu ler até aqui, seja honesto e dê seu parecer real sobre o texto.

     



    Escrito por edimeli às 11h12
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    recuperando a autonomia

    Recuperando a autonomia

    Aos poucos vou recuperando minha autonomia de movimentos.

    Sob orientação médica comecei a fazer pequenas caminhadas. Mas, na minha ansiedade em recuperar o tempo de imobilidade, acabei exagerando. Fui com muita sede ao pote. E as conseqüências não tardaram a surgir. Após três dias de caminhadas às quais eu acrescia a cada dia um trecho a mais, eu me entreguei.

    Loucura. Loucura, loucura... Passei três dias com dores cruciantes. Evitei analgésicos. Resolvi o problema com repouso e bolsa térmica.

    O esforço foi acima do recomendado. Melhor ir mais devagar. A fisioterapeuta também me recomendou prudência.

    Na segunda feira pela manhã fui a Marília. Sozinha e dirigindo. Ah, como esta autonomia e liberdade me fazia falta!   Voltar a caminhar em meio ao povo! Sentir-se igual, participando da vida simples do povo.

    O burburinho das vozes... Buzinas... Cheiros... Cores... O vai vem das pessoas sempre apressadas. Tudo se mistura  numa estranha melodia , estressante para aqueles que convivem diariamente com ela.   Mas, para mim, naquele momento era música para meus ouvidos.

    E a faixa de pedestres então, as tão faladas faixas de pedestres que quase nunca são  respeitadas pelos motoristas. É preciso muito cuidado ao atravessá-las. Hoje em dia está perigoso até andar nas calçadas. Nunca se sabe quando vai aparecer inesperadamente algum irresponsável quase sempre alcoolizado e causando grandes tragédias.

    As pessoas perderam o respeito com a própria vida e com a vida do próximo. E os culpados continuam por aí soltos. Respondendo em liberdade. Muitos nem são penalizados.

    Mas eu consegui atravessar. Claro que com muita cautela, mas cheguei sã e salva do outro lado da rua. Claro que a gente percebe que alguns apressadinhos parecem irritados quando ao dobrar a esquina precisam diminuir a marcha para esperar aquela senhorinha de bengala terminar de atravessar a rua.  Mas a gente finge que não vê e torce para que nenhum imprevisto venha interromper o curto percurso.

    Nossa sociedade ainda não está preparada para conviver com “velhos” na rua. Há ainda muito desrespeito. Embora já se tenha ganho  alguns benefícios, depois do estatuto do idoso, ainda falta muito para que a prática venha a ser uma realidade.. Falta consciência da população e uma maior fiscalização para que os direitos sejam respeitados.

    Quando viajei para a Alemanha um tipo de comportamento  que me encantou  e me chamou a atenção foi a naturalidade com que os idosos tem sua vida ativa. É comum ver “velhinhos” sentados na praça à tarde  tomando um café ou um sorvete. Visitam museus, participam de excursões. Admirou-me o respeito com que são tratados em ônibus ou trens ou qualquer outro meio de transporte.

    Bem, mas quem sabe um dia nossa sociedade chegue a esse grau de civilidade. Estamos caminhando para isso.

    Mas, de todas essas pequenas proezas, o que mais me alegra é poder voltar a fazer parte do grupo litúrgico de minha igreja.  Já não tão limitada posso participar das organizações e entradas das celebrações eucarísticas. Quando proclamo a Palavra de Deus para a assembléia, não apenas faço a leitura, mas sinto-me um instrumento nas mãos de Deus. É Deus usando de minha capacidade verbal para proclamar seus ensinamentos àqueles que ali se encontram sequiosos dela.

     



    Escrito por edimeli às 13h46
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    Primavera, tempo de florir...de recomeçar

    Primavera... Tempo de florir... Tempo de recomeçar!

     

    Enfim o inverno se foi e chegou a Primavera.  Hoje, 21 de setembro, dia da Árvore, marca também a entrada da Primavera, que de acordo com o calendário começa oficialmente no dia 23.

    Na Primavera tudo se transforma. Revitaliza. É a Natureza dando-se a oportunidade  de refazer  o acinzentado, o triste do inverno. É a oportunidade de recomeçar.

    As sementes que se encontravam antes adormecidas, já se encontram prontas para germinar e posteriormente florir. E através do processo de polinização inicia-se um novo ciclo. Novas plantas são geradas.

    É a primavera sem dúvida uma bela estação. Não só pela beleza das flores e o verde vicejante. Ou o céu azul e o sol brilhante. Tudo isso é realmente belo e até romântico.

    Mas o que realmente encanta na primavera é a possibilidade de recomeço. É a Natureza sempre nos dando lições de vida.

    Quem nunca sentiu a necessidade de recomeçar?

    Assim como na Natureza, nossa vida também está sempre em processo de transformação. Caímos. Levantamos. E isso exige esforço, otimismo, dedicação. È preciso também coragem para nunca desistir. Aliar fé e esperança juntas, extraindo lições de experiências anteriores para não recair no erro. Recomeçar é também nunca desistir.

    Recomeçar, porque nossa vida é inconstante. Os desafios são muitos. Maturidade e humildade são importantes para recomeçar deixando as marcas do passado para trás. Esquecendo mágoas. Perdoando.

    Quantas vezes na vida nossa alma entra em conflito. Frustrações tomam o lugar do entusiasmo. Perde-se a vontade de lançar-se a novos projetos. Tudo parece inútil, sem sentido. Frio e cinzento. Como no inverno.

    Mas vamos maturando idéias, absorvendo informações, construindo conhecimentos, mudando nossa postura diante dos fatos. É o frio da alma se esvaindo. A vontade latente de recomeçar. E embora ainda possa haver lembranças do inverno, a esperança começa a brotar.

    Como as sementes em fase de germinação são lançadas na terra, nossas idéias são também disseminadas no tempo. E assim construímos a sociedade. E porque não dizer o mundo em que vivemos. Afinal ele é fruto das nossas idéias disseminadas em conjunto.

    Que nesta primavera possamos refletir sobre o tipo de “sementes” que estamos disseminando ao nosso redor.

    Estamos dispostos à pratica de ações  que possam contribuir para um planeta mais habitável?

    Que nesta primavera nossa mente possa florescer e dar muitos frutos. 21/9/2011  15h42min



    Escrito por edimeli às 15h48
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    caminhada frustrante

     

    Amanhece! É hora da caminhada matinal. Rapidamente me coloco em pé.

    Roupa adequada, tênis confortável, um rápido desjejum.

    Cerca de meia hora depois já me encontro pronta  para colocar o pé na estrada.

    Está frio lá fora. Ainda é muito cedo. Mas o vento frio no rosto é revigorante. Alguns passos e já me encontro aquecida.

    Ando algumas quadras até pegar a estrada.

    O vizinho da rua de cima já vem retornando.  Um rápido cumprimento.

    -Bom dia, bom dia! Levantou cedo, não?

    Mais adiante a senhorinha que encontro sempre. Toda vez que a encontro me admira  o modo como se expõe ao frio da manhã.  Nunca está bem agasalhada. Aliás, eu assim penso. Porque eu como sou friorenta me  agasalho muito bem. Mas, ela também é madrugadeira . Já se encontra quase no portão de casa. Como sempre portando uma vara numa das mãos.

    Imagino que seja para se defender de um possível ataque  dos cães que sempre pregam susto nos passantes numa porteira de uma fazenda logo adiante.

    Num outro dia eu também fui vítima de um quase ataque desses.

    Levei um susto daqueles. Tive que me proteger e rapidamente buscar o primeiro pedaço de pau que avistei.

    Só assim intimidei o cão. A partir desse dia passei a imitar a senhorinha.

    Escolhi uma boa vara que me desse proteção e a deixo  escondida num buraco atrás de um poste logo que pego a estrada.  É só chegar e pegar.

    Mas há pessoas que não se intimidam. Vão e voltam tranquilamente, seguras de si.

    A “família que caminha unida” também já vem voltando. Pai e mãe já idosos e uma moça de  meia idade. Madrugadores também.

    Uma caminhonete passa por mim. A moça me acena. Mora numa fazenda próxima e todos os dias leva os filhos à escola.

    Enquanto muitos já estão de retorno, também tem os mais atrasados do que eu. Alguns passam por mim a passos largos. Outros vêm logo atrás.

    Eu prefiro caminhar mais devagar  e apreciar detalhadamente tudo a meu redor.

    Depois de grande trecho percorrido, paro embaixo da figueira. Aliás, não teria como não ficar à sua sombra. Sua copa toma quase que a estrada toda. Eu penso que é centenária. Alguns  dizem que  à noite é mal assombrada. Mas o sol nascente visto por entre seus galhos é um cenário maravilhoso. Até já fotografei.

    Do outro lado da estrada, diante da porteira estão os cães a postos. Felizmente o motoqueiro que todo dia pela manhã sai por aquela porteira, já passou por mim. E, invariavelmente os cães saem latindo freneticamente perseguindo a moto. Vão até um trecho da estrada e voltam decepcionados por não conseguirem segui-la. Acomodam-se então ao lado da porteira. É nessa hora que mora o perigo de algum ataque.

    Bem, mas já é hora de voltar. O trecho percorrido varia entre 2,5 a 3 km. Somando ao retorno, já foi uma boa caminhada.

    Abro os olhos e vem a decepção.  Eu me encontro na cama. Foi apenas um sonho...

     



    Escrito por edimeli às 18h50
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    Mulher que lê

    Certamente, a leitura abre horizontes....

     


    MULHER QUE LÊ.

    Um casal sai de férias para um hotel-fazenda..

    O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.

    Uma manhã, o marido volta da pesca e resolve tirar uma soneca.

    Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido
    e ler no lago.
    Ela navega um pouco, ancóra, e continua lendo seu livro.

    Neste momento chega um guardião do parque em seu barco, pára ao lado da
    mulher e fala:

    - Bom dia, madame. O que está fazendo?

    - Lendo um livro - responde, pensando - Será que não é óbvio?

    - A senhora está numa área restrita em que a pesca é proibida - informa.

    - Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.

    - Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode
    começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la
    e processá-la.

    - Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.

    - Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.

    - É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar
    a qualquer momento.

    - Tenha um bom dia madame, diz ele, e vai embora.

    MORAL DA HISTÓRIA: 

     
    'NUNCA DISCUTA COM UMA MULHER QUE LÊ. CERTAMENTE
    ELA PENSA'

     

     










    Escrito por edimeli às 17h43
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    Chuva cadenciada

    Chuva cadenciada

    O vento do dia anterior bulindo com as folhas nas ruas e quintais, a vermelhidão de poeira ao longe já era o prenúncio da chuva explicita em redemoinhos e ar poeirento.

    E na madrugada então fui despertada pelo ritmo cadenciado da chuva no telhado  embalando esperança e convidando ao aconchego do leito quente.  

    Lá fora trovões ecoam ao longe e imagino o solo árido se abrindo  em recepção às águas que torná-lo-ão  preparado para receber a semente que em breve trará a farta colheita e deixará os pastos mais verdes facilitando a engorda do gado. Enfim, é prenúncio de fartura. Certeza de ar mais respirável.

    Depois de um longo tempo de estiagem, a chuva cai como um prêmio da mãe natureza.

    E o cadenciado da chuva continua. Quisera eu ficar mais um pouco embrulhada nos aconchegantes lençóis. Mas os compromissos me chamam.

    Então me embrulho no acinzentado da manhã fria. E me escondo sob a neblina densa.

    Passos apressados, guarda chuvas abertos. A paisagem mudou. Tudo parece melancólico,. Há certa urgência em tudo que se faz.

    A manhã cinzenta desfazendo-se em água que cai em forma de chuva da um quê de preguiça, provoca certa letargia. Põe na alma um sentimento de nostalgia.

    Meu desejo é retornar rapidamente e desfrutar desse dia úmido e nostálgico no aconchego do lar.

    Desejos incomuns, raros. Desejos destinados àqueles que aliam a nostalgia da alma à nostalgia do dia.

     



    Escrito por edimeli às 15h21
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    Florada dos ipês

     

    Florada dos ipês

    Viajando semanalmente para Marília, nessa época de final de inverno seco, a companhia é quase sempre um céu  cinzento com sol pálido e um ar irritantemente pesado e poeirento.

    Algumas cabeças de gado em meio às pastagens ressequidas onde a grama teima em não brotar devido ao longo período de estiagem. E como se não bastasse trechos aqui e acolá de restos de queimadas já começam  a surgir, sinal de que o homem já iniciou seu processo de destruição à natureza  poluindo o ar e desmineralizando o solo.

    É em meio a esse cenário de natureza pré adormecida que ele surge altaneiro, deslumbrante em suas cores vibrantes. É a época da florada dos ipês. Quanto mais seco o clima, mais se enchem de flores abrindo-se em buquês aveludados que enchem nossos olhos de encantamento.

    É a natureza ensinando que em meio à aridez também a brota a  beleza , a vida. Assim como de um coração árido também pode brotar o Amor e a esperança.

    Um observador atento poderá notar ipês isolados florescendo por toda a campina, contrastando com a paisagem semi ressequida. Até onde nossa vista alcançar, enche-se os olhos com  insuperável beleza.

    Descendo um pouco a serra me deparo com um cenário bucólico e de uma beleza inigualável.

    Um ipê rosado altíssimo se ergue altaneiro ao lado de uma simples casinha de madeira. Um quadro que sugere simplicidade, romantismo, divindade... Criador e criação se misturam diante de meus olhos.

    Um cenário que não pode ficar apenas na memória. Merece um clique.

    E foi o que fiz. Como no momento não portava minha câmera digital, lá estava eu no dia seguinte para eternizar numa foto aquele cenário majestoso.  Um cenário que dura poucos dias. Em questão de 4 a 6 dias as pétalas começam a cair formando um belo tapete colorido.

    O vento espalhará as sementes iniciando  um novo ciclo de vida.

    É a natureza completando ciclos, e nos lembrando que a vida é tão delicada e efêmera como a florada dos ipês e deve ser apreciada na sua essência e com intensidade.

     



    Escrito por edimeli às 08h36
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    Acessibilidade

     

    Acessibilidade

    Dias atrás fui ao Centro de Radiologia para um RX de avaliação ortopédica pós cirúgica.

    Já de início as dificuldades se fizeram presente. Na clínica médica especializada para o exame, a inexistência de vaga para estacionamento impossibilitou a parada.

    Todas as vagas na frente da clínica estavam preenchidas e o estacionamento mais próximo ficava na esquina logo abaixo.

    Uma distância relativamente curta, mas totalmente inviável para mim no momento com mobilidade reduzida. A calçada irregular e esburacada não oferecia segurança.

    Senti na pele o direito à acessibilidade negado.

    Felizmente minha limitação é temporária. Mas não pude deixar de pensar no desrespeito e negação dos direitos aos deficientes ou qualquer outra pessoa que por esta ou aquela razão se encontram em situações que exijam um melhor cuidado em sua deambulação.

    Sem dúvida, deve ser humilhante e constrangedor conviver diariamente com essa dificuldade.

    Apesar da Lei da Acessibilidade estar em vigor já há muitos anos, muito pouco ou quase nada se tem feito para facilitar a vida desas pessoas, que passam por experiências tristes ao transitar por calçadas precárias ou precisar adentrar estabelecimentos com vias de acesso quase sempre inviáveis.

    Vagas para deficiente ou idoso é como figurinha carimbada. Difícil de se encontrar disponível. Não é raro os casos em as mesmas são utilizadas por pessoas que delas não necessitam, pois não tem qualquer problema físico. Ocupam-nas com a justificativa de que “é só um minutinho” e descaradamente usurpam o direito do necessitado.

    Ainda falta muito para que a Lei seja totalmente implantada.. Enfrentamos o despreparo das cidades, a falta de cidadania, a omissão das autoridades.

    E assim, desprotegida, não vi outra alternativa senão procurar uma outra clínica onde pudesse estacionar e ter acesso mais fácil ao estabelecimento. Acabei encontrando após rodar algumas quadras.

    Com um pouco de dificuldade no transpor o calçamento de pedras irregulares, o saltitar de muletas foi penoso, mas não impossível. E pude então realizar o RX que vai me avalizar para a próxima etapa do meu tratamento.

    Ah! caminhar! Nunca me lembro de ter desejado tanto uma coisa na vida , como voltar a caminhar!

    É como sempre ouvi os mais velhos dizerem: Quando se tem saúde , tudo conseguimos. Tudo se torna mais fácil, embora só damos conta disso quando a perdemos.

    Perdê-la é facil. Já recuperá-la..... haja paciência!

     



    Escrito por edimeli às 18h41
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    Para descontrair- O que é Pascóa?

     

    O QUE É PÁSCOA?

    Papai, o que é Páscoa?

    - Ora, Páscoa é …… bem …… é uma festa religiosa!

    - Igual Natal?

    - É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

    - Ressurreição?

    - É, ressurreição. Marta, vem cá!

    - Sim?

    - Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal. – Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

    - Mais ou menos ……. . Mamãe, Jesus era um coelho?

    - Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma Educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!

    - Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

    - É filho, Jesus e Deus são a mesma pessoa. Você vai estudar isso no catecismo. Chama-se a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

    - O Espírito Santo também é Deus?

    - É sim.

    - E Minas Gerais?

    - Sacrilégio!!!

    - É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

     - Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é oEspírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito.Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!

     - Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

    - Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

    - Coelho bota ovo?

    - Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

    - Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

    - Era, era melhor, ou então urubu.

    - Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?

    - Isso eu sei: na sexta-feira santa.

    - Que dia e que mês? – ???????

    - Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.

    - Um dia depois.

    - Não, três dias.

    - Então morreu na quarta-feira.

    - Não, morreu na sexta-feira Santa . ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!

    - Como?

    - Pergunte à sua professora de catecismo!

    - Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua? – É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

    - O Judas traiu Jesus no sábado? – Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!

    - Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

    - É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.

    - Alô, quem fala?

    - Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?

    - Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.

     - Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

    - Cristo. Jesus Cristo.

    - Só?

    - Que eu saiba sim, por quê?

    - Não sei não, mas tenho um palpite de que o Nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho DA Páscoa faz sentido, não acha?

    - Coitada!

    - Coitada de quem?

    - Da sua professora de catecismo!!!

    (Luis Fernando Verissimo)

     



    Escrito por edimeli às 14h57
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    resenha: "Quem mexeu no meu Queijo?

     

    Resenha: Quem mexeu no meu queijo?

     

    Eu acabo de ler “Quem mexeu no meu queijo?”, de Spencer Johnson.

    Aliás, foi uma releitura, pois eu já o havia lida há alguns anos atrás e com tão sábios ensinamentos achei válido lê-lo novamente.

    O livro é uma parábola sobre a forma como as pessoas lidam com as mudanças, que ocorrem frequentemente em nossas vidas e são inevitáveis.

    O problema é a maneira como nos colocamos diante delas.

    Muitas vezes nos acomodamos diante de situações que nos parecem confortáveis e familiares. E quando somos surpreendidos pelo inesperado, ficamos sem ação. O medo nos paralisa e ficamos ali estagnados, incapazes de sair em busca do novo “Queijo”.

    Queijo” é a metáfora para o nosso objetivo, seja ele um emprego, um relacionamento, liberdade, paz espiritual, felicidade.

    Enfim , cada um de nós tem a idéia do que seja seu próprio “Queijo”, e tê-lo alcançado nos deixa feliz. Mas nada na vida é definitivo e pode acontecer de em determinado momento”mexerem no seu queijo”. Se ele lhe for roubado então, ocorre frustração e trauma total.

    É preciso estar sempre preparado para as mudanças que possam ocorrer quer na vida profissional ou pessoal. Por mais que aquele posto no “labirinto” seja confortável e familiar, um dia talvez precisemos abandoná-lo e partir em busca de algo novo.

    Ficar analisando demais a situação, tentando entender porque o “Queijo” não está mais ali, só o atrasa no caminho para encontrar um “novo Queijo”. Lamentar não é a melhor solução

    A ordem é agir. Lançar-se confiante em busca de suas novas conquistas embora a caminhada pelo “labirinto” o assuste.

    Labirinto” é a metáfora que o livro usa para a vida. Esta é cheia de intrincados caminhos e deve ser percorrida sem medo das dificuldades que inevitavelmente aparecerão.

    Durante a caminhada percebe-se que caminhar em nova direção o fortalece. E sente-se livre e mais confiante ao vencer o medo e as inseguranças que o perseguiam.

    A história não deve ser interpretada literalmente. Afinal é só uma fábula e cada um tira suas próprias conclusões. Mas ajuda a fazer uma leitura interior de sentimentos, emoções e também comportamentos que precisam ser mudados.

    Estimula a buscar sempre um novo caminho, a ousar , sonhar e ser objetivo. A acomodação e o medo podem fazê-lo um derrotado. O sentimento de frustração sempe o acompanhará.

    É preciso ter em mente que é sempre possível mudar. Basta tomar uma atitude, persistir na busca de novos caminhos.

    Uma leitura rápida, mas recheada de ensinamentos que podem lhe ser muito úteis por toda a vida.

     



    Escrito por edimeli às 13h38
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    Vencendo etapas

     

    Vencendo Etapas


    Trinta dias se passaram desde o dia em que vi bruscamente minha rotina ser interrompida.

    Puxa, meio caminho andado.. eu nem acredito...

    Um tempo difícil em que experimentei diversas emoções.

    Dias de infinita tristeza e desânimo...dias mais sombrios e outros mais esperançosos.

    Dias em que as ideias turbilhonavam.

    Outros em que a mente parecia uma folha de papel em branco. Nenhuma inspiração . E mesmo , nenhuma vontade de buscá-la.

    Recaídas que podem ser consideradas perfeitamente normais. Elas fazem parte do atual quadro em que manter estabilidade de emoções é praticamente impossível. Mas mesmo diante dos piores dias eu sempre coloquei fé e confiança no amanhã como sustentáculos de meus dias.

    É difícil manter a serenidade num momento desses. Mesmo com todo apoio afetivo, espiritual ou físico que tenhamos, o fantasma da dúvida e da insegurança sempre aparece para nos abater.

    Mas, segundo dizem, a idade nos traz essa dita “sabedoria” em se pautar na paciência e aceitar ser protagonista da própria história.

    Mas a minha “sabedoria acumulada”, se é que assim posso chamá-la, em algum lugar falhou. Acabei sendo vítima de meus próprios conhecimentos e informações. Alguma lição não foi bem passada...

    Bem, mas sonhos são interrompidos todos os dias. E apesar da angústia, das dúvidas e até da dor, a vida precisa continuar.. Eu devo plantar o meu jardim...e cada flor colhida certamente terá o seu perfume peculiar.

    A imagem que o espelho me mostra não é a mais a mesma. Mais abatida, olhar indagador. Alguns quilos a menos. Poucos, mas o suficiente para me definhar. Sou aquele tipo de pessoa difícil de ganhar uns gramas, mas que ao menor desconforto perde quilos.

    A atrofia na perna já é visível. Isto já era esperado, o que se atribui à agressão provocada pela cirurgia e pela falta de apoio. Recuperá-la exigirá tempo e paciência.

    Recuperar músculos no meu caso demanda tempo. E depois, esse período de inatividade, esse recolhimento forçado não será nada benéfico na minha faixa etária. "Não somos como ursos, que emergem de meses de hibernação com sua musculatura intacta".

    Mas tudo tem seu momento, E agora a prioridade é se recuperar bem, para recomeçar a andar.

    A massa muscular e sua tonicidade será consequência do andar, do apoiar o pé no chão, da volta às atividades diárias.

    Sei que será tudo muito lento e gradativo. Será um novo recomeço.

    Afinal foram anos de uma rotina diária em busca de resultados que me levassem a um estilo de vida saudável. Em busca de um envelhecimento desvinculado de doenças e que me desse uma certa independência física.

    E num piscar de olhos, tudo volta à estaca zero... Flexibilidade, resistência, equilíbrio, postura... músculos.... Tudo comprometido.

    A ideia era ir sempre em frente.  Não retroceder.

    Mas, enfim, não se pode ganhar sempre...

    Eu tenho que concordar...Perder, faz parte da vida. O importante é levantar e continuar.

    Um passo de cada vez...

     



    Escrito por edimeli às 18h38
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