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    relações afetivas



     
     

    Não à homofobia

     

    Não à Homofobia...

    A violência contra homossexuais aumenta a cada dia no Brasil, o que torna o tema bastante discutido. Atualmente esse tipo de violência está em todo lugar. A cada dia mais e mais homossexuais tem seus direitos violados, são desrespeitados, agredidos e assassinados. Simplesmente pela orientação sexual.

    Assistimos a tudo pela TV, nos revoltamos, ficamos indignados, nos comovemos. Mas a vida logo toma sua rotina. Até que outro caso novamente venha ocupar os noticiários.

    Alguém já parou para pensar que a próxima vítima, o rosto desfigurado ralado no asfalto ou o corpo escondido no matagal poderia ser um grande amigo seu? Ou seu vizinho? Ou o rapaz que canta na igreja?

    Quem sabe um conhecido seu que até então você desconhecesse esse seu lado homossexual? Sim, porque apesar das conquistas já adquiridas, uma maior exposição e visibilidade aumentada nos dias de hoje depois do surgimento da internet, muitos ainda se escondem nas sombras. Talvez com medo de represálias seja da própria família ou da sociedade ainda preconceituosa.

    Eu jamais imaginaria que aquele rapaz simpático e discreto, tímido e educado que animava as celebrações eucarísticas no domingo ao lado da tia, teria sua vida arrebatada assim de maneira tão brutal.

    Estava feliz, testemunharam amigos mais próximos. Tinha conseguido um bom emprego na cidade vizinha. Talvez por isso tenha se afastado há pouco tempo do ministério da música. Morava com os avós. Uma boa família. Um tio ordenado sacerdote recentemente.

    Não posso afirmar, mas talvez estivesse em conflito com a própria sexualidade.

    Depois de 24 horas desaparecido, uma denúncia anônima levou os policiais ao local do crime. O corpo foi encontrado camuflado num matagal nas proximidades da cidade. Um crime com requintes de crueldade, marca registrada dos torturadores com motivação homofóbica.  Um crime com alto grau de perversidade. Ao lado do corpo, preservativos. Indícios de que o crime tinha conotação sexual.

    Os criminosos? Três menores adolescentes. Certamente a Lei os protegerá. Alguns meses de internação na Fundação Casa e logo estarão nas ruas prontos a fazer a próxima vítima. Não é sempre assim que acontece?

    Desnecessário seria que já estivesse em vigor a lei que tramita no Congresso com o intuito de tipificar o crime contra homofobia.  Uma Lei específica para punir atos preconceituosos contra homossexuais. Certamente os adolescentes não estariam inclusos nela. O Estatuto do Menor os protegeria.

    Quanto à Lei, há duas correntes. Os que aprovam e acreditam que tipificar o crime pode amenizar o problema. E há aqueles que desaprovam fundamentando-se na tese de que na constituição já existe uma disposição legal para coibir tortura e terrorismo contra qualquer pessoa. Portanto não haveria necessidade de mais uma Lei que apenas iria apontar o preconceito e fortalecer a diferença. Ao invés disso, a preocupação deveria ser em educar o ser humano para que desde muito cedo aprendesse a conviver com as diferenças e não desenvolvesse qualquer tipo de intolerância. Pessoas são pessoas e não deveria existir diferença de tratamento para ninguém, seja qual for a sua orientação sexual, raça, cor ou religião.  Devemos ser contra qualquer tipo de agressão e violência, independente de sexualidade.

    E você o que acha?

     



    Escrito por edimeli às 09h28
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    Retorno ao lar

    O retorno ao lar

    Manhã de domingo clara e agradável.  Mas o céu azul límpido e o sol já um pouco quente são indicadores de que  o tempo vai esquentar e muito...

    Encontro-me no aeroporto de Campinas. Dentro em pouco estarei tomando o vôo para Marília.  É sempre bom regressar. Mas a saudade dos que deixei para trás também me acompanha.

    Quando saí, Lucas ainda dormia. Mas na véspera o abracei apertado como se com esse gesto  o infiltrasse mais para dentro de mim ou deixasse nele impregnado meu cheiro, o calor de meus afagos. Intensificasse  os laços familiares que nos une. Ainda trago comigo seu cheirinho de bebê, seu sorriso continua vivo e nítido na memória, assim como também seus choros e peraltices.

     Fecho os olhos e recordo seus bracinhos roliços se jogando em minha direção, seus olhinhos vivazes... Seu sorriso maroto... Seus gritinhos de insatisfação.  Impossível não se apaixonar!

    Por quase dois meses mergulhei completamente num mundo de fraldas, mamadeiras, papinhas, passeiozinhos no parque... A cada dia uma nova conquista, uma nova descoberta.

    Os bebês na sua inocência pueril muito nos ensinam. A paciência acaba sendo lapidada ao extremo, somos forçados a interpretar cada movimento, cada choro, cada riso. Abdicamos de nossos desejos e comodidade em favor deles. Desenvolvemos a atenção e captamos o menor barulho vindo do seu quartinho.  Tudo em favor do principezinho que deve reinar  majestosamente.

     E assim foram meus dias com Lucas. Dias de alegria mesclada com preocupações. Porque os bebês são assim: ora nos deixam otimistas e felizes, ora nos preocupam.

    Difícil interromper este ciclo de amor concretizado ali com minha presença. Mas era hora de partir. A saudade de casa e dos que ficaram também tem seu peso.

    Incluo nesta saudade “dos que ficaram” também meu amigos virtuais  que me acompanham há tanto tempo. Nossa relação já está tão próxima que vai além de uma tela de computador. Já se transformou em um afeto verdadeiro e duradouro.

    Estou ansiosa por passear por essas ruelas virtuais, como se caminhando pela minha rua de repente me deparasse com rosto conhecido e após os cumprimentos efusivos sentaríamos  num banco da praça e passaríamos horas contando as novidades.

    É bem verdade que a internet nos favorece a comunicação seja qual for o lugar que estivermos.  Entretanto, eu decidi por não me auto sabotar. Durante esse período em que estive em Goiânia, nada de computador... Telefone somente para manter contato com a família. Apenas o noticiário da TV.

    Desculpem-me pela ausência demorada. Mas eu estava precisando desse “intervalo” de tempo só para mim. Mudança de ares... Mudança de espaço físico... Mudança de convívio...

    Goiânia com suas praças e parques atraentes, suas feiras inspiradoras, seu verde energizante, suas pizzarias e shoppings convidativos, a princípio atrai. Mas depois, como um copo muito cheio acaba por transbordar.

    Nascida e criada em pequena cidade do interior, impossível não sentir vontade de retornar à tranqüilidade e mesmice de sempre.

    Quero mais é abrir a porta e dar com a rua como extensão de meu quintal. Caminhar devagar sem atropelos, sem agitação. Distribuir cumprimentos, decifrar cada rosto, cada olhar, cada sorriso...

    E se por acaso alguém perguntar como é que se pode sentir prazer em uma vida tão pequena, eu respondo como no belo texto de Marina Colasanti: ”A gente se acostuma...”

    14/12/2011                     15h49min

     

     

     



    Escrito por edimeli às 16h11
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    Educação e autoridade

    Este texto de Lya Luft nos leva a refletir sobre a educação das crianças nos dias de hoje, a importância da família e a responsabilidade de pais e professores na sua formação. Sendo outubro o mês dedicado às crianças, achei importante repassá-lo a vocês.

     Educação e autoridade

    "Um não na hora certa é necessário, e mais
    que isso: é saudável e prepara bem mais
    para a realidade da vida"

    Antes de uma palestra sobre Educação para algumas centenas de professores, um jornalista me indagou qual o tema que eu havia escolhido. Quando eu disse: Educação e Autoridade, ele piscou, parecendo curioso: "Autoridade mesmo, tipo isso aqui pode, aquilo não pode?". Achei graça, entendendo sua perplexidade. Pois o tema autoridade começa a ser um verdadeiro tabu entre nós, fruto menos brilhante do período do "É proibido proibir", que resultou em algumas coisas positivas e em alguns desastres – como a atual crise de autoridade na família e na escola. Coloco nessa ordem, pois, clichê simplório porém realista, tudo começa em casa.

    Na década de 60 chegaram ao Brasil algumas teorias nem sempre bem entendidas e bem aplicadas. O "é proibido proibir", junto com uma espécie de vale-tudo. Alguns psicólogos e educadores nos disseram que não devíamos censurar nem limitar nossas crianças: elas ficariam traumatizadas. Tudo passava a ser permitido, achávamos graça das piores más-criações como se fossem sinal de inteligência ou personalidade. "Meu filho tem uma personalidade forte" queria dizer: "É mal-educado, grosseiro, não consigo lidar com ele". Resultado, crianças e adolescentes insuportáveis, pais confusos e professores atônitos: como controlar a má-criação dos que chegam às escolas, se uma censura séria por uma atitude grave pode provocar indignação e até processo de parte dos pais? Quem agora acharia graça seria eu, mas não é de rir.

    Gente de bom senso advertiu, muitos ignoraram, mas os pais que não entraram nessa mantiveram famílias em que reina um convívio afetuoso com respeito, civilidade e bom humor. Negar a necessidade de ordem e disciplina promove hostilidade, grosseria e angústia. Os pais, por mais moderninhos que sejam, no fundo sabem que algo vai mal. Quem dá forma ao mundo ainda informe de uma criança e um pré-adolescente são os adultos. Se eles se guiarem por receitas negativas de como educar – possivelmente não educando –, a agressividade e a inquietação dos filhos crescerão mais e mais, na medida em que eles se sentirem desprotegidos e desamados, porque ninguém se importa em lhes dar limites. Falta de limites, acreditem, é sentida e funciona como desinteresse.

    Um não é necessário na hora certa, e mais que isso: é saudável e prepara bem mais para a realidade da vida (que não é sempre gentil, mas dá muita bordoada) do que a negligência de uma educação liberal demais, que é deseducação. Quem ama cuida, repito interminavelmente, porque acredito nisso. Cuidar dá trabalho, é responsabilidade, e nem sempre é agradável ou divertido. Pobres pais atormentados, pobres professores insultados, e colegas maltratados. Mas, sobretudo, pobres crianças e jovenzinhos malcriados, que vão demorar bem mais para encontrar seu lugar no grupo, na comunidade, na sociedade maior, e no vasto mundo.

    Não acho graça nesse assunto. Meus anos de vida e vivência mostraram que a meninada, que faz na escola ou nas ruas e festas uma baderna que ultrapassa o divertimento natural ao seu desenvolvimento mental e emocional, geralmente vem de casas onde tudo vale. Onde os filhos mandam e os pais se encolhem, ou estão mais preocupados em ser jovenzinhos, fortões, divertidos ou gostosas do que em ser para os filhos de qualquer idade algo mais do que caras legais: aquela figura à qual, na hora do problema mais sério, os filhos podem recorrer porque nela vão encontrar segurança, proteção, ombro, colo, uma boa escuta e uma boa palavra.

    Não precisamos muito mais do que isso para vir a ser jovens adultos produtivos, razoavelmente bem inseridos em nosso meio, com capacidade de trabalho, crescimento, convívio saudável e companheirismo e, mais que tudo, isso que vem faltando em famílias, escolas e salas de aula: uma visão esperançosa das coisas. Nesta época da correria, do barulho, da altíssima competitividade, da perplexidade com novos padrões – às vezes confusos depois de se terem quebrado os antigos, que em geral já não serviam –, temos muita agitação, mas precisamos de mais alegria.

     



    Escrito por edimeli às 20h16
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    Um pouco sobre mim

     

     

    O início deste texto é claramente uma paráfrase do texto “Avesso” de Fábio de Melo em “Mulheres de Aço e de Flores”, que, aliás, recomendo a quem admire ou deseje conhecer o autor.

    Nele a personagem fala um pouco de si, de suas origens, medos e  inseguranças e sua relação com Deus.

     Não vou descrever o livro todo, mas parafraseei  apenas o início para também falar;

    UM  POUCO SOBRE MIM...

    Não sou uma sobrevivente de qualquer dessas tragédias que por vezes assola a humanidade. Nem tampouco carrego o  peso de qualquer sofrimento ou trauma anterior.

    Sou forte. Sou guerreira. E, como todo guerreiro, às vezes venço. Em outras me entrego vencida. Sou de coragem. Sou de medo.  Tenho ímpetos de coragem, mas por vezes predomina o medo que me faz recuar.

    Sou mulher de muitos sonhos. Poucas conquistas. Mas conquistas sólidas, merecidas.

    Sou mulher de poucos amigos, mas, os que conquistei os guardo com carinho. São leais. São verdadeiros. Às vezes me decepciono com alguns. Mas quantos também não devem ter-se decepcionado comigo?

    Não sou perfeita. E nem tenho essa pretensão. Assumo minhas fraquezas, mesmo lutando para expulsá-las.

    Sou mulher de erros e acertos. Dúvidas e certezas. Conquistas e fracassos. Sou mulher de vida pequena, mas que me satisfaz.

    Uma mulher como outra qualquer. Que quer ser feliz.  Melhor dizendo, “sentir-se feliz”.  A felicidade pode não preencher todos os espaços. Mas preenche intervalos. E isto basta para que breves momentos se tornem intensos, duradouros.

    Estou numa fase em que a vida para mim se resume em coisas simples do dia a dia. O momento é que é importante.

    Contemplar  o sol nascente... Caminhar de encontro ao vento... Sentir nos ombros o calor do sol... Contemplar a beleza de uma flor... O sorriso de uma criança... As pernas comandando os passos... A cabeça enredando tramas... Ao volante a estrada infinita  abrindo-se à minha frente.

    Pode parecer pouco. São pequenos prazeres que me fazem feliz. Não há fórmula para a felicidade. A felicidade depende de nosso estado de espírito.

    Então de repente a vida me passa uma rasteira. Inesperadamente me vi privada                   desses pequenos prazeres que tanto me completavam. Num piscar de olhos fiquei sem nada. Fiquei sem chão. Minha liberdade roubada.

    Não conseguia “me mover” em nenhuma direção. Nada de iniciar ou concluir projetos. Fiquei derrubada duplamente. A idade acentua os medos. Um fêmur fraturado  e suas possíveis conseqüências não estava  dentro do esquema  traçado para uma velhice saudável.

    Tive medo do andar inseguro, da limitação de movimentos, do tão temido encurtamento do membro em cirurgias assim, da dependência física... Quantos outros fantasmas não povoaram a mente dessa senhora antes tão auto-suficiente!

    Além dos males gratuitos que a velhice já traz, aumentou a angústia, bateu o medo, a insegurança. Minha fragilidade exposta. A consciência de minha impotência diante do ocorrido  levou-me mais para perto do Onipotente. Ali busquei consolo. Ali encontrei abrigo.

    Já se passaram mais de seis meses. A bengala ainda me dá suporte para distâncias maiores. Mas está com os dias contados. Espero brevemente me ver totalmente liberta dela.

    Aos poucos vou recuperando meu caminhar normal. Agradeço a Deus  a quem clamei e veio em meu socorro.. Que meus passos sejam por Ele dirigidos para que u não volte a tropeçar na caminhada da vida. Quer física ou espiritualmente falando.

     E que meus pés jamais  se cansem de correr pressurosas em direção ao necessitado. E que eu esteja sempre disposta a acolhê-los.

     



    Escrito por edimeli às 18h19
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    milho verde

     

    Milho verde... e as doces lembranças da infância

    Durante esta semana fui presenteada inesperadamente com uma das delícias da culinária brasileira: um saco de milho verde. Pode parecer estranho  chamar a isso de “presente”.  O milho é um dos grandes curingas da culinária brasileira. Vai bem com diversos ingredientes e pode ser usado tanto no preparo de doces quanto de salgados. Mas milho verde à vista é sinal de “trabalho”... Muito trabalho...

    Em meus tempos de criança, milho verde em casa significava festa, reunião de amigos, parentes, vizinhos.  Era quando as famílias se reuniam e dali saíam delícias como curau, pamonhas das mais variadas, cremes  e o tradicional bolo de milho.

    O milho era colhido na roça mesmo, nas chácaras ao redor do povoados e até mesmo no fundo de grandes quintais.. Escolhiam-se as espigas mais tenras e bem granadas.  Voltávamos carregados de espigas de milho e ansiosos para começar a labuta.

    As crianças ficavam por ali e ajudavam no que podiam. Umas descascavam o milho, outras eram encarregadas de limpar os cabelinhos. Para as  as pamonhas, a tarefa era mesmo de gente grande. Era preciso fazer um corte especial na espiga, e separar muito bem a palha que faria o saquinho para abrigar o creme da pamonha. Quando muito as crianças ficavam com a tarefa de fazer as tirinhas de palha para amarrar a pamonha que depois seria cozida.

    Ainda lembro-me de minha mãe, avental todo respingado, à frente do bacião a ralar o milho. Detalhe para o ralo, que era artesanal. Muitas vezes feito por ela mesma  usando uma lata de óleo vazia  que era aberta e furadinha.  Mas tudo era uma festa. Nem se cogitava das facilidades de hoje em  triturar o milho no liquidificador  ou ralador elétrico como se vê hoje em dia.

    O que importava era a reunião, as conversas ao pé do fogão, o trabalho em equipe que fortalecia as amizades e os laços familiares. E ao final de tanto trabalho, era um prazer  ver todas aquelas iguarias expostas sobre a mesa onde todos compartilhavam de um mesmo jeito de viver. Ali havia amor, partilha e solidariedade.

    Ainda hoje revejo na memória  minha mãe espalhando os pratos sobre a mesa e derramando o curau quentinho e saboroso sobre ele.Amarelinho que ele só, de dar água na boca!  E ia enumerando... Esse para comadre fulana, outro para dona sicrana, esse para a dindinha... A comadre podia não ter comparecido ao mutirão. Mas nem por isso deixava de provar da iguaria.

    Ah! Bons tempos aqueles! Tempos do fogão à lenha e um bolo de milho verde impregnando a casa com seu cheiro apetitoso.  Na boca do fogão se colocava a panela  com o bolo para assar sobre a chama. E o  douradinho e crocante por cima se conseguia  pelo calor das brasas que eram colocadas sobre a tampa que o cobria. Dificilmente alguém se lembrará dessa forma de assar bolo de milho. O cheiro era irresistível...

    Bem, mas de volta à realidade. Eu não pude fazer essa “festa do milho”. Aliás, fiquei até um pouco agitada diante daquele saco de milho verde. Uma alegria que ficou prejudicada pela urgência que eu tinha em sair. Era dia da minha hidroterapia e, nem pensar em faltar. Ao mesmo tempo em que queria usufruir todas aquelas delícias que dali viria, também não tinha tempo disponível para aquele preparo.

    A solução veio na partilha. Umas espigas para a vizinha de cá, outras para a vizinha de lá. Eu acabei no dia seguinte fazendo com o que me restou um delicioso curauzinho e um apetitoso bolo de milho. Não tive as brasas para assar meu bolo de milho, mas ele ficou divino, além de me reavivar todas essas lembranças da infância.

    Os tempos mudaram, a nova tecnologia chegou, nosso jeito de viver é outro. Casas especializadas em iguarias feitas com milho verde estão espalhadas de norte a sul do país.

     Mas os valores, os conceitos que se adquiriram no passado, as doces lembranças de criança simples, pés descalços... Ah! Essas o tempo não pode mudar...

     



    Escrito por edimeli às 17h20
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    fotos: minha nova paixão

     

    Lucas, minha nova paixão....

     

    as duas apaixonadas: Vovó e mamãe corujas

     

     

     



    Escrito por edimeli às 20h02
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    minha nova paixão

    Minha Nova Paixão

    Minha nova paixão tem os olhinhos mais encantadores que já vi. Pequenos, mas vivazes e observadores. Sedutores...

    Quem não gostaria de ter um mocinho desses em sua vida? Doce, meigo, atrevido e conquistador. Mas que sabe muito bem se impor quando quer ver atendidas suas necessidades essenciais.

    Tudo na casa mudou desde que ele apareceu por aqui. A rotina já não é mais a mesma. Tudo gira ao seu redor e já não há quem o substitua nos corações que lhe são caros.

    Seus passeiozinhos são curtos e rápidos, mas quando o faz fica difícil a quem o encontre evitar uma segunda olhadela. Uma espiadinha que seja de admiração e cobiça. Os mais desinibidos param para um afago.

    Sua interação com o mundo aumenta a cada dia. Eu fico ali totalmente tomada de paixão. São 24 horas  envolvida com bilu, bilu...Gu  gu da´dá . Sua primária maneira de se comunicar com o mundo.

    Cantigas de ninar rebuscadas nos recônditos  da memória , voltam a fazer parte do meu arsenal de reservas musicais infantis julgadas esquecidas.

    A cada dia uma nova conquista. Uma nova descoberta. Pequenas e simples para nós adultos. Mas grandes e significativas para eles.

    Usando sua tática de sedução de simplesmente ser o Príncipe de todos, a cada dia quer  olhar o mundo mais do alto. E como um pavão que reina altaneiro no terreiro, ergue o pescocinho cada dia mais firme. Porque, nada de ficar deitado. O moço quer mesmo é ficar em pé olhando para tudo e para todos. Não perde um lance.

    As mãozinhas antes inseguras e descoordenadas já começam  a se dirigir para  o objeto dos sonhos. E quando consegue segurar, o faz com tanta força e os olhinhos brilham como se estivesse segurando a taça da vitória. Estaria ele destinado ao pódio? Afinal os braços longos  sugerem arremesso e as pernas talvez salto em altura ou um exímio corredor...

    Ou será que suas mãozinhas já se revelando assim tão firmes poderiam sugerir firmeza, segurança e presteza no manejo do bisturi, como o papai?

    O que sei é que esse doce rapazinho de modos cativantes, olhar perspicaz e duas charmosas entradas capilares, herança do papai, tem um longo caminho pela frente. Uma jornada de muitas conquistas e muitas realizações. E tudo que mais queremos é a sua felicidade.

    Lucas! É o nome do meu mais novo amor. Que me ensina a cada dia que a vida é uma conquista feita com paciência e muito amor. Que me mostra a vida na sua simplicidade pueril.

    Lucas! Que me ensina que a felicidade está nas pequenas coisas, na simplicidade, nas pequenas conquistas do dia a dia.

    Como na fábula de Saint Exupéry: ”O essencial é invisível aos olhos”19/8/2011   17h49min



    Escrito por edimeli às 19h15
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    ainda fotos

     

    Malu e eu...

     



    Escrito por edimeli às 19h05
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    Fotos do encontro- moema/edite/gisa/malu

     

    Da esquerda para a direita: Moema- a intelectual: Edite a vóvó do grupo, gisa: a mãezona; Malu: a cicerone

     

    E olha aí as pequerruchas simpáticas da Gisa: Suas filhas carol e isadora.

     



    Escrito por edimeli às 18h28
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    conhecendo anjos...

     

    Conhecendo mais três amigas virtuais

    Malu, Moema e Gislaine. Três amigas virtuais que conheci através de uma afinidade em comum: CATEQUESE. O Grupo “cartas  entre amigos” facilita nossa interação. Através dele ficamos sabemos de tudo  e de todos que ali se manifestam, expõe idéias, dificuldades, sugerem ou pedem opiniões.  É um blá... blá...blá... sem fim. No bom sentido é claro. E o que acho bonito nesse grupo é o esforço que fazem por se conhecerem. Eles passam mesmo verdade, amizade e sinceridade. E então de tanto ouvir:   “Indo à Goiânia vá conhecer Malu e suas amigas Gisa e Moema”, todas catequistas de lá, não resisti!  E nosso encontro olho no olho aconteceu neste último sábado à tarde.

    Gisa sempre com um sorriso no rosto acompanhada de suas duas graciosas garotinhas: Carol e Isadora.   Malu, eu já a conhecia através de fotos em eventos que acompanho virtualmente. Só não a imaginava assim tão falante e simpática. Foi meu guia turístico.

    Enquanto Moema muito compenetrada dirigia, Malu ia traçando os roteiros e passando as informações culturais,  indicando monumentos históricos.   Filha da terra, como revelou, não há um pedacinho desse chão goiano que a ela passe ignorado.

    Aguçou de tal forma minha curiosidade que fica me devendo um novo encontro com mais tempo para podermos desfrutar com maior tranqüilidade tudo que a cidade possa oferecer. E também mais tempo para fortalecermos laços de amizade, o que já ficou bem claro serem confiáveis, satisfatórios e sinceros. Uma amizade que se antes era real apesar de virtual, agora concretizada ao vivo só enriquecerá nosso viver.

    Malu  passou tempo todo se desculpando pelo atraso. Mas para mim o que importa é a qualidade do momento. E desse só tenho boas recordações.

    Entre  tantas igrejas que visitamos, a Igreja de São João Batista chamou-me a atenção pelos arcos e moderna arquitetura . Aproveitamos o cenário para tirar umas fotos.

    Da missa participamos em outra pequena e modesta igreja de uma comunidade menor, onde fui apresentada como a catequista que veio de São Paulo. Tudo muito simples e acolhedor. Realmente me senti fazendo parte daquela família. Logo na entrada fui recepcionada por uma jovem  que me recebeu com um sorriso tão franco e acolhedor como se me conhecesse há anos. Senti-me em casa.

    Gisa, Malu, Moema! Obrigada por esse momento lindo. Poucas vezes encontramos assim uma comunidade onde se percebe no ar a interação entre as pessoas, a amizade, afinidade e união existentes.  Todos unidos num só coração! E o “vovô” ao violão cantando em homenagem ao Dia dos Pais encerrou a solenidade com chave de ouro e me comoveu. Uma prova de que a 3ª idade está aí para ser valorizada...

    Bem, mas agora já reabastecidos espiritualmente,  uma parada para um lanche que ninguém é de ferro.  A sopa creme de milho com frango desfiado estava uma delícia e acredito que as pamonhas também, a julgar pela maneira como foram saboreadas.

    Meninas, momentos assim são inesquecíveis e os guardarei para sempre na memória. E vamos repeti-los, claro, porque agora tenho mais uma boa razão para visitar Goiânia além dos motivos familiares.

    Esse nosso encontro foi apenas o prefácio do muito que ainda poderá vir. Tendo em vista que o fortalecer de nossa amizade além de ser gratificante também tem um objetivo em comum que é dar vazão à nossa vocação cristã de ser   elos de unidade na comunidade e na família.

    De serial Killer vocês  não tem nada.Não conseguiram um cativeiro adequado  ou ficaram com pena desta “velhinha” aqui tão frágil apoiada na sua bengalinha, que resolveram entregá-la sã e salva em casa?

    Amigas, adorei conhecê-las . Até o próximo encontro!


     



    Escrito por edimeli às 18h11
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    depressão...doença ou falta de fé?

     

    Depressão..doença ou falta de fé

    Eu detesto ter que tomar as tas pílulas “do bem estar”. Afinal pode nosso bem estar ficar condicionado a um micro comprimidinho? Bem, sei lá. Mas “eles devem conter uma química que vem equilibrar todas aquelas” “inas” “e” minas” que regulam o nosso bem estar, a capacidade de coordenar as idéias. Sabem do que estou falando?  Dos neuro transmissores cerebrais  envolvidos na sensação de bem estar. Então quando  serotonina, dopamina  e noradrelanina entram em desequilíbrio  ocorre  a “depressão”.  E para isso existe medicamentos que corrigem as alterações desses neurotransmissores promovendo o reequilíbrio químico no cérebro.

    A depressão é assim, insidiosa, traiçoeira. Chega de mansinho, vai se instalando gradativamente. Quando você a percebe já está dominando seu querer, sua maneira de ver a vida, seu comportamento. Fatores externos podem desencadear a crise.

    Situações difíceis na vida, frustrações, derrotas, perdas. Alguns sabem lidar melhor com os conflitos, os imprevistos da vida, os baques da vida.

    Outros são mais susceptíveis. Mais propensos a se entregar à maligna.  Um vazio se instala. Tudo perde o colorido. O prazer antes obtido em certas atividades chega a ser um sacrifício. Não se consegue levar um projeto adiante.. Você quer, mas não consegue. Algo te prende. Falta-lhe motivação. Aí vem as crises de ansiedade, angústia, medo, pânico. Quando se percebe já se afastou de tudo e de todos..É incontrolável.

    Nestes dias de crise tudo que eu queria era  ficar encolhida no meu quarto esperando a noite chegar. Apesar da insônia que me acompanha, a noite é o melhor momento para se estar só.

    Quando chega nesse ponto “não basta apenas querer sair da crise”. É preciso um apoio clínico, e medicamentos usados no tratamento corrigem as alterações dos neurotransmissores.

    Qualquer pessoa bem informada sabe que a medicina já comprovou que depressão é doença séria e merece tratamento clínico. Depressão não é sinal de fraqueza humana, falta do que fazer ou falta de objetivos que mantenham a pessoa ocupada. Claro que canalizar seus interesses para algo produtivo e satisfatório pode ajudar. Mas, em crise depressiva, não se consegue planejar nada. O interesse morre.  O apoio da família, o ajudar a pessoa a se valorizar, provocar estímulos, é de grande valia.

    Alguns mais extremistas associam a depressão à falta de fé. Nunca ouvi absurdo maior. Como se religiosos estivessem imunes ao mal. Eu sou católica praticante. Busco a Deus a todo o momento e sinto-o presente na minha vida.  Mas em momentos de crise tenho dificuldade em rezar. Foge-me a concentração. Sinto-O distante.  Entre tantos desejos que cessam, cessa também o desejo de orar.

    É um momento doloroso, crítico e de conflito interior. Uma busca intensa. Você quer rezar e não consegue. Sente-se só. Então eu confio. Fico quietinha e confio que Ele está ali do meu lado, como canal de graça, me confortando e dizendo. ”FILHA, tudo vai passar. Eu estou aqui”

    Evitar ir à igreja é comum. Mas não pela igreja em si. É para fugir da aglomeração de pessoas. O deprimido quer ficar só. Concluo dizendo que não é a falta de fé que pode gerar a depressão, mas que a depressão pode “abalar a fé”.

    Longe de mim querer tirar os méritos da “cura pela fé”, aliada claro a tratamentos químicos.   Sem dúvida alguma a fé  é que irá alimentar o “querer” encontrar uma saída. Deus como centro em nossas vidas irá ajudar na leitura interior e a necessidade de transformação. É o reencontrar-se.

    O envolvimento com a Igreja oferece também oportunidades para interação social, favorecendo ligações com outras pessoas que podem agir como estímulo na melhora do quadro

    A depressão é uma doença tão séria que já é preocupação da OMS. . Já está sendo chamada de “O mal do SECULOXXI” e estima-se que em 2020 a depressão será a 2ª moléstia que mais roubará tempo de vida útil da população, perdendo  apenas para as doenças cardíacas.

    O objetivo desse texto é desmistificar a idéia que muitos fazem da depressão, uma doença séria, com a qual não se brinca. Independe de nossa vontade e não pode ser assim banalizada, rotulada com pejorativos.

    E eu,  apoiada em medicamentos já me sinto melhor, ....alegria, alegria... Parto hoje para Goiânia. Vou conhecer meu netinho lindo já com 3 meses.Ficar um pouco longe dessa rotina também irá me fazer bem. Até mais. Daqui uns 15 dias voltarei com as novidades

     

     



    Escrito por edimeli às 09h35
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    Parabéns a você, querida!!!

    Parabéns a você, querida!!

     

    Feliz aniversário, Gabi

    Minha doce netinha

    Você é tão importante para mim.

    A distância só acentua esse sentimento

    Ver você crescer, saber de suas conquistas... Seus desejos.

    Poder te dar um abraço bem apertado nesta data tão especial.

    Mas uma grande distância nos separa. E tudo fica  só na imaginação

    Mesmo o abraço virtual dessa vez fica  a dever.

    Apenas um breve “Alô  vovó” pelo telefone, tão afoita estava com a chegada do papai e as brincadeiras com a irmãzinha.

    Mas a vovó entende os impulsos e as urgências infantis.

    De repente tudo muda. Então  antecipo em pensamento suas férias de verão. E novamente aqueles momentos tão nossos voltarão a acontecer.

    Tardes mergulhadas nas leituras infantis, os desenhos caprichados, brincadeiras no quintal.

    Minha doce pequerrucha, hoje já crescidinha, fazendo ares de mocinha.  Já se vão 5 anos desde que a vi ,  mesmo que à distância, recém saída da maternidade.

    Quisera partilhar aí do teu lado, esta data tão importante do calendário de sua existência.

    Na impossibilidade, fica aqui o meu abraço maternal à minha princesinha estudiosa e inteligente.

    Que sua estrada seja florida, sob um céu atapetado de estrelas.

    Muita saúde, muita alegria, muitos amigos.

    Muito sucesso nos estudos e em tudo que desejar conquistar

    Receba o carinho da vovó que muito a ama.



    Escrito por edimeli às 17h06
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    conhecendo um amigo virtual

     

    Conhecendo um amigo virtual

    Nesta 5ª feira, 30 de junho, o café da manhã foi especial. Um café “mais você” como a ele me referi numa alusão a um programa matinal conhecidíssimo.

    O que significa que a visita era especialíssima. E seria eu quem faria as honras da casa.

    A expectativa era grande. O coração pequenininho e ansioso.

    Afinal não é todo dia que se tem a oportunidade de transformar em real um encontro há tempos acontecendo virtualmente.

    Era o meu 1º encontro pessoal  com essa grande amiga.

    Desde que nos conhecemos através do blog, Ângela sempre manifestou desejo de nos conhecermos pessoalmente. São quase dois anos de muita partilha de textos, e-mails, confidências, altos papos.

    Tudo através da telinha, onde apenas imaginamos as expressões faciais da pessoa., seu olhar, sua respiração.  Sentimo-nos tão protegidos pela telinha, que acabamos por desfiar assuntos que muitas vezes não teríamos coragem de dizer olhos nos olhos.

    E assim aconteceu comigo e com Ângela. Nossa afinidade em catequese acabou por nos aproximar a cada dia mais. E passamos a falar de tudo..catequese e suas soluções, família, alegria e dificuldades...desabafos...enfim, tudo que merecesse um pouco de atenção.

    E ela sempre ali disposta a ouvir, aconselhar, aninhar, partilhar.  Sempre bem humorada, dividindo suas conquistas, erros e acertos.. . Muitas vezes foi para mim alento nas horas difíceis, seja através de conversas diretas por e-mails ou através de seus textos que são todos muito inspiradores.

    Ela é em grande parte responsável pela divulgação de meu blog. Escreve muito bem, mas sabe reconhecer  outros valores .  E não pensa duas vezes. Quando reconhece  num texto algo que merece destaque, imediatamente já faz sua divulgação, publicando em seu blog acompanhado do link  e toda informação sobre o autor.

    Característica própria de quem não se deixa ofuscar pelo próprio brilho, conhece e coloca em prática a sabedoria popular de que o sol nasceu para todos.

    Eu sou um pouco cética quanto a esses encontros acontecerem realmente. E quando acontecem, muitas vezes podem ser decepcionantes. Protegidos pela tela do computador corremos o risco de passar uma imagem diferente daquela  que realmente somos. E eu não  gostaria que isso acontecesse conosco.  Mas ela se revelou exatamente como se mostra on line. Uma pessoa carismática, envolvente e de presença marcante.

    Não tivemos muito tempo juntas, porque ela estava de passagem. Fez uma pausa no seu trajeto a Ribeirão Preto apenas para me visitar. Uma atitude gentil e delicada que só acrescenta ao seu perfil de pessoa atenciosa e que valoriza as amizades.

    Compartilhamos o café da manhã eu, ela, a irmã Glória, sua filha Paulinha e o marido Paulo. Todos muito simpáticos, comprovando a maravilhosa família que ela sempre relata nos seus escritos.

    Foi realmente uma manhã agradável e memorável.

    Quanto à minha pessoa, deixo a ela dizer a impressão que ficou.

    Ah, amiga, eu bem que avisei que não alimentasse muitas expectativas....Sou assim mesmo, meio caladona, reservada. Portanto se não me revelei totalmente, minha face oculta essa você  continuará encontrando naquilo que digo escrevendo...

    Ângela, prazer em te conhecer!  E não fiquemos só nas promessas. Vamos realmente colocar em prática outros encontros! E até que isso não aconteça, a Internet está aí para nos ajudar...

     



    Escrito por edimeli às 14h33
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    Aniversariando...

     

     

    Aniversariando....


    Nunca fui de fazer alarde de meu aniversário. Sempre fui de passá-los na intimidade do lar, com familiares e apenas poucos amigos mais íntimos que por alguma razão ficaram sabendo da data.

    Pode parecer piegas, mas sou daquelas pessoas que se encabulam com manifestações efusivas de amizade.

    Mas claro que considero aniversários uma data não só importante como também especial.

    E por ser assim especial é que quero compartilhar com vocês a alegria de ter vencido mais essa etapa da vida. Mais um ano de vida que foi não só de realizações e conquistas como também de surpresas e decepções.

    Mas a vida é assim. Por vezes nos surpreende, nos derruba . Nos põe contra a parede obrigando-nos a uma freada brusca . A vida não se constrói só de coisas boas, sempre digo.

    E aqui nesse espaço eu dividi com vocês muito dessas alegrias e eventuais tristezas .

    Palavras carinhosas de estímulo e otimismo, vindas de muitos de vocês, me exortaram a levantar, a não me deixar abater. De maneira afável e gentil me convidaram a continuar a caminhada colocando na fé e na esperança todo o empenho por um dia melhor que certamente viria.

    Sentimentos esses que encontrei nas palavras deixadas nos comentários ou subtendidas nas entrelinhas. Forças que busquei em cada texto que li de cada um de vocês, meus queridos leitores. Em cada texto sempre encontrava algo estimulante em que me apegar. De cada texto sempre era possível extrair uma mensagem de força, coragem, determinação, esperança....

    Neste meu aniversário eu apenas não estou acrescentando mais um ano à minha vida. Mas também uma grande soma de lembranças boas, amizades conquistadas e fortalecidas, sorrisos concretizados ou imaginados . E também uma vontade enorme de vencer, lançar-me a outras conquistas, continuar aprendendendo, errando, caindo e levantando....

    Não é o peso dos anos que conta. Mas a intensidade daquilo que vivemos, de tudo que conquistamos, das alegrias partilhadas e também o acúmulo de experiências.

    Aniversariando hoje, caminho altiva para uma nova etapa de vida. E consciente de que cada etapa foi vivida na sua íntegra . Houve alegria..houve tristeza...houve lágrimas... mas também houve amor, houve solidariedade. Houve a certeza de mãos dadas se apoiando , procurando retomar a caminhada.

    O único jeito de aprender o que a vida tem para nos ensinar é saber de cada etapa tirar o seu aprendizado. É ir somando passos e acrescentando experiências que ajudem na construção do amanhã.

    É saber saborear a vida, seja ela de alegrias ou dissabores...

     

     



    Escrito por edimeli às 22h34
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    Eu tinha tudo e não sabia

     

     

    Eu tinha tudo e não sabia...

     

    Quanto frio faz lá fora! Quanto frio tem feito durante esta última semana!

    Termômetros assim, indicando uma temperatura tão baixa ainda em pleno outono, um indício da rigorosidade do inverno que se aproxima.

    E eu como estou hibernando já há alguns meses, só tenho feito acrescentar cada vez mais cobertores ao meu aconchego. Me cercar de todos os recursos prazeirosos que o inverno proporciona aos privilegiados.

    Daqui do quarto ouço o açoite do vento lá fora, tremulando o janelão e maltratando os galhos da goiabeira do outro lado do muro.

    Deve estar bem frio lá fora! Quantos não dormiram ao relento! Quantos não gostariam de uma xícara de leite fumegante como a que me espera na cozinha...É nesta época do ano que o problema dos desabrigados se torna mais visível.

    Quantos não são agredidos, expulsos, violentados, por dormirem assim expostos ao relento! Alguns são recolhidos a um abrigo. A demanda é grande,o frio é intenso. Mas grande também é o coração daqueles que se entregam a suavizar as noites frias desses filhos muitas vezes esquecidos. Campanhas de agasalho já se tornam uma constante. Não resolve, mas alivia...

    Eu aqui tão protegida e querendo estar lá fora! Sentir o vento frio batendo no rosto. As mãos procurando proteção nos bolsos do casaco. O cachecol ao pescoço... Caminhar contra o vento...

    Mas eu sempre teria para onde voltar. Esses pobres coitados não. O cobertor fraquinho e puído é também seu teto. São os contrastes da vida. As diferenças sociais, as injustiças sociais difíceis de se resolver e que se agravam a cada ano.

    Minha ajudante doméstica chega afoita. Nariz vermelho pelo frio, esfregando as mãos geladas. Levar os filhos à creche nesta época do ano é uma barra...

    Puxa, como está frio lá fora”, diz. Eu a olho e me vejo no lugar dela.

    Eu me levantando assim tão cedo! Reclamando do frio, é claro, que ninguem é de ferro. Mas com vigor suficiente para enfrentar o vento gelado lá fora.

    Por um instante me transporto ao passado. Manhãs geladas... mãos enluvadas...casacos sobrepostos...

    Minha insegurança ao volante do velho fusca. O trajeto sempre discutível. Estrada de chão... serras.. pedreira … trechos de areia... ou barro. Atravessava os pastos com a geada ainda se desfazendo sob o sol pálido da manhã.

    O destino? A escolinha rural. Quase sempre uma casinha de madeira no meio do pasto. Ao redor da casinha rústica, crianças esperavam pela professora, procurando se aquecer sob o sol gélido da manhã.

    Muitas percorriam quilômetros a pé ou a cavalo. A maioria desprovida de agasalhos suficientes.

    Entrávamos. Era preciso fechar todas as janelas, também de madeira, para nos proteger do frio. Difícil driblar o vento que teimava em entrar por entre as tábuas do assoalho suspenso ou pelas frestas da parede.

    Mas as crianças não reclamavam. Fazia parte da realidade delas. A chegada da professora representava para elas o acesso a um mundo novo e desconhecido. Além da aprendizagem a escola funcionava como uma válvula de escape, um alívio do trabalho árduo na lavoura. E durante aquelas 4 horas que ali permaneciam, podiam se sentir livres da dura realidade do dia a dia.

    Tempos difíceis aqueles, mas gratificante...

    Início de carreira...condições precárias no trabalho.. difícil acesso a ele...

    Filhos pequenos, mas ao meu redor

    Um percurso acidentado, mas eu conseguia percorrer.

    Hoje, tudo parece tão distante!

    Filhos distantes! Estrada semi interrompida...vigor perdido.

    É, eu tinha tudo e não sabia...

     

     



    Escrito por edimeli às 16h48
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