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    viagem



     
     

    assuntos pós viagem

     

     

    Assuntos pós viagem


    Estando fora de circulação por alguns dias, eis que retorno ansiosa por caminhar pelas vielas deste mundo virtual.

    Neste momento, sentando-me para escrever, imagino-me caminhando pelas ruas e calçadas próximas de suas casas na expectativa de encontrar um rosto amigo. E, oportunamente, parar num café , permanecer ali alguns momentos tranquilamente, e deixar a conversa rolar.... trocar ideias, ouvir opiniões, saber e contar as novidades.

    E pensando na conversa que teríamos, certamente eu iria dizer de minhas impressões sobre esta última viagem a Goiânia.

    Uma viagem que pretendia ser mais tranquila e menos estressante e cansativa que a viagem de ônibus que sempre faço.

    Apesar da conexão que se faz em São Paulo, a duração da viagem por via aérea fica reduzida a 1/3 do tempo. Mas o que se ganha em tempo, perde-se nos transtornos e tumultos nos aeroportos.

    Não tenho fobia em andar de avião, mas sempre penso em como nos tornamos vulneráveis durante um voo. É um momento em que não estamos mais no controle de nossas ações. Obedecemos a comandos de vozes pelo alto falante ou telões. E seja o que Deus quiser...

    Procuro não ter pensamentos negativos. Afinal depois que se está lá em cima não há como retornar. Uma boa leitura ajuda a não ficar divagando.

    Mas o inconveniente maior desse trajeto é que o aeroporto de origem da viagem fica a duas horas e meia de minha casa. O que acaba acrescentando em horas no total da viagem.

    O fato de ter que deixar o carro em estacionamento aberto e sem proteção no dito aeroporto de Bauru, também acabou pesando em questão de tranquilidade. O passeio acabou ficando um pouco prejudicado em razão dessa pequena preocupação. Considerei uma imprudência ter tomado essa atitude. Mas não havia outra opção mais viável.

    Somando todos esses quesitos, até agora não consegui dimensionar vantagens e desvantagens dessa viagem tumultuada. Ainda preciso colocar os pingos nos iis.

    Mas o fato é que dificuldades à parte , os dias que passei na companhia de minha filha e meu netinho Lucas, ainda nascituro, foram muito agradáveis. Estão longe os dias de desconforto e mal estar que tanto debilitaram a jovem mamãe. Agora a preocupação é o enxoval do bebê, que deve ser preparado com muito carinho além de bom gosto.

    Juntas aproveitamos as tardes para mergulhar no mundo colorido dos bebês, visitando várias lojas de decoração e de enxovais.

    Sábado à tarde foi a vez da Feira da Lua, localizada na praça Tamandaré.

    Mais de 1000 barracas compõem a feira que apresentam variados itens de moda, desde a casual até roupas de festas. Uma feira que atrai não só as pessoas da região, como também grande número de turistas Compõe a feira uma infinidade de estilos visando agradar a variados públicos.

    No quesito “bebês”, a diversidade de peças é imensa. É cansativo, mas gratificante caminhar por entre as barracas que revelam surpresas àqueles mais observadores. Há recônditos que escondem preciosidades.

    Tendo bom gosto e fazendo uma boa seleção é possível garimpar preciosidades por um preço bem accessível.

    De todas essas minhas andanças, uma coisa me chamou a atenção. Diferente aqui da minha região, as peças artesanais cuidadosamente elaboradas por mãos habilidosas perderam o lugar para as peças industrializadas. O forte é a tecnologia das máquinas bordadeiras.

    Senti falta do bordado manual, da pintura, do crochê... coisas que nós paulistas ainda valorizamos.

    E as fraldinhas tão bem acabadas em crochê que fiz com tanto carinho, acabaram quase que perdendo o brilho diante de tanta industrialização...

    É...o crochê da vovó corre o risco de ficar esquecido... São os novos tempos... a era da tecnologia...

     



    Escrito por edimeli às 00h24
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    Retorno acidentado

     

     

    Retorno acidentado

    A Roncadora

     

    Hora de partir. Ansiedade pela volta, pesar pela separação e também o prazer pela volta ao lar.

    De um lado a relutância em deixar para trás parte de si. Por outro lado a alegria de estar de volta. A filhota vai ficar bem. Meu neto também...

    Sou assim, caseira. Visitar a filhota foi gratificante, compensador. Mas quero “o meu canto”.

    Cidade grande, apartamentos... bah...não me acostumo com eles.

    Sou caipira, sou do interiorzão, sou gente simples. Gosto da vida simples e pacata das cidades pequenas.

    O ônibus à minha frente é final e começo. É a concretização da volta esperada.

    Entro no ônibus. A poltrona gêmea com a minha já está ocupada. Uma senhora me olha com rosto simpático. Menos mal, penso. Parece que não dei o azar de dividir o banco com alguém invasivo. A viagem parece que vai ser tranquila...

    Ledo engano! Antes mesmo do ônibus por-se em movimento, ela se enrolou toda, indicando que iria dormir. E a tranquilidade? Evaporou-se... Não é que a mulher roncava? E alto. Parecia uma motosserra.

    Queria fugir dali, mudar de lugar. Esta seria a solução mais indicada, mas impossível.

    Olho para todos os lados. Todos os assentos estão tomados.... o jeito é aguentar … Acordar a passageira?! Nem pensar...

    Passei a noite toda tentando me proteger com um tapa ouvido improvisado com a blusa. Nada... O som era insuportável! Quando ela ficava na posição “este lado para cima”, então, o ronco se agravava. Torcia para que se virasse de lado, posição em que o som diminuía.

    E assim foi a noite toda. Eterna agonia. Eu que já durmo mal em viagens, não preguei o olho.

    Felizmente eu ocupava a poltrona do corredor e pude descer em todas as paradas, como é meu hábito. Caso contrário teria que acordá-la para conseguir meu intento. Ou pular por cima...

    Depois de oito horas de vigília total, em determinada parada alguns passageiros desceram. Poltronas desocupadas, não titubeei. Mudei de lugar!

    Olho no relógio … 6 horas da manhã... dia já claro. Retiro da bolsa um livro e tento compensar o sono roubado com o prazer de uma boa leitura.

    E a roncadora? Ah, quando percebeu que estava sozinha , também não pensou duas vezes. Então se refestelou nas duas poltronas enrolada em seus lençóis. Continuou seu sono embalada pelo ritmo do próprio ronco

    Final de linha! Doze horas de uma viagem interminável. Eu sem pregar olho a noite toda.

    A roncadora continua a dormir...Quisera eu dormir assim. Sem o ronco, é claro!

     

     



    Escrito por edimeli às 19h17
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    Goiãnia...

     

     

    Viagem à Goiânia

     

    Uma boa leitura é sempre bem vinda. A leitura tem o dom de nos transportar. Evoca lembranças. Com a leitura nossa imaginação voa. Somos transportados para lugares inéditos, distantes.

    No último romance que li, me vi entre mulheres e suas burkas, talibãs e muhameds. Um Irã florescente e decadente antes, durante e pós guerra foi-me colocado diante dos olhos. Uma leitura envolvente.

    Quando viajo, um dos itens que costumo colocar na bagagem é um livro. Para me distrair durante o trajeto ou em qualquer outro momento em que se é possível desfrutar desse prazer.. Mas um prazer que tem limites. Senão corre-se o risco de transformar o prazer em uma aventura frustrante e irrealizável.

    Não é que no ônibus, durante o trajeto de minha viagem para Goiânia, uma moça na poltrona ao lado teimava em continuar sua leitura sob a pálida luz de um celular? Celular? Ou seria uma lanterna?. Um olhar mais atento verificou ser mesmo um celular...

    Puxa!!! Isso que é gostar de ler! Exageraaaaada......Devia ser mesmo uma leitura muito interessante. E ela insistia! Levanta a folha... aproxima o celular, abaixa a folha... afasta o celular....E eu observando. Queria ver se ela iria dar cabo de realizar tal façanha. Mas não demorou muito e ela desistiu. Difícil de conseguir tão notável tarefa. Ufa! Fechou o livro...desligou o celular.

    Na escuridão do ônibus, aquela luzinha destoava e até que incomodava.

    A moça vai tentar dormir. E eu também. Mas uma conversa no fundo do ônibus, uns dois bancos atrás, chamou minha atenção. Quem será que conversava tanto? E alto...Não consegui decifrar se havia alguém do seu lado que a ouvia, ou se falava pelo celular. Só sei dizer que era um monólogo. Apenas ela falava. Parecia que o assunto era interessante. Sua voz se mostrava animada, bem entoada.

    Embalada pelos solavancos do ônibus, pela conversa e pelas luzes dispersas de celulares tentei pegar no sono, enquanto do meu lado meu marido ressonava.

    Puxa! Gostaria de ser assim. Ter sono fácil. Mas, em viagem noturna, uma de minhas dificuldades é dormir. Acordo a cada trepidação mais acentuada, a cada parada, ao menor movimento...

    Quando finalmente, já em estado goiano, engatei no sono, fui sacudida pelo meu marido.

    Tínhamos chegado. Abri os olhos e ainda sonolenta saudei:

    BOM DIA GOIÂNIA!!!!


     

    Sempre encontro Goiânia assim. Semi adormecida. As luzes da cidade ainda acesas, a claridade vagarosamente invadindo a cidade, removendo a escuridão.

    Na rodoviária, o burburinho de pessoas já prenuncia a agitação para o resto do dia.

    Ruas quase desertas, prédios altaneiros. O que me encanta em Goiânia são as praças floridas e muito bem cuidadas. Sempre tenho a impressão que o jardineiro acabou de passar por ali dando seu toque de mestre.

    Goiânia, capital da Primavera, como é carinhosamente denominada. Recebe o visitante sempre assim: de braços abertos, com suas ruas modernas, bem traçadas e arborizadas.

    Tudo indicava que o dia ia ser quente, como se confirmou depois. Nesta época do ano, o calor aliado à falta de chuva intensifica o tempo seco, causando muitas vezes irritação dos olhos, nariz e garganta e prejudicando também a respiração. Goiânia, na região centro-oeste, já é conhecida pelo seu clima mais quente que o do nosso sudeste. Mas o goiano já se acostumou à baixa umidade do ar própria da estação e se protege como pode. Além de seguir orientações de saúde indicadas para a estação, ainda pode contar com uma imensidão de área verdes que servem como refúgio e então podem aproveitar melhor esse calor de inverno. Bosques e parques ecológicos garantem uma excelente qualidade de vida a seus habitantes.

    Numa capital moderna e progressiva como Goiânia, o trânsito não poderia ser diferente: caótico. Largas avenidas com seu trânsito apressado e até imprudente às vezes. Um trânsito que requer muita habilidade e onde toda atenção é pouca.

    Então,uma boa opção para fugir dessa agitação da cidade são os passeios aos parques ecológicos. Estes oferecem um cenário bucólico e tranquilo. O contato com a natureza tem o poder de isolar o visitante, mesmo que por alguns momentos, do turbilhão da cidade, favorecendo à introspecção. Que seja apenas para um encontro com amigos, uma boa leitura sentado tranquilamente em dos bancos ou fazendo uma revigorante caminhada por entre as árvores nativas, o local é ideal e o passeio sempre muito bem vindo. Parque Vaca Brava, Bosque dos Buritis ou parque Flamboyant! A escolha é sua! Você não se arrependerá!

    PARQUE VACA BRAVA_lugar preferido pelos jovens para um encontro com os amigos e tbém para namoriscar. Quanta beleza....

     

    http://el.balbo.zip.net/images/bosque dos buritis


    ponto de lazer e contemplação para milhares de visitantes.Muito belo. Eu recomendo



    Escrito por edimeli às 17h47
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    Minha casa...meu cantinho...meu refúgio

     

     

    Minha casa...Meu cantinho....Meu refúgio

     

    Não sei se você pensa como eu. Mas para mim “dormir na minha cama” é um dos  pequenos prazeres que  a vida me oferece.

    No decorrer de minha vida já tive oportunidade de experimentar dormir em várias camas, em passeios esporádicos que fiz.. Mas quando volto....Ah! que delícia é dormir no “meu colchão”, na “minha cama”. Que falta eu  senti  dela!

    Depois de 5 dias fora de casa, hoje foi o 1º amanhecer no meu quarto, na minha cama....Saboreei ao máximo este momento.

    O despertar foi tranqüilo! Silencioso. Como é bom o silêncio! Não levantei de imediato. Meu corpo pedia mais repouso, como se quisesse compensar a ausência de dias atrás. Involuntariamente meus olhos se fecharam novamente e eu deixei-me ficar ali.... Curtindo aquele momento só meu.

    O som da colher de pedreiro de Seu Osvaldo, atrás da casa, me trouxe de volta à realidade.

    O banho foi reconfortante. A água cálida! A espuma perfumada! A esponja macia! A toalha me envolvendo...

    Como é bom estar em casa e poder desfrutar desses pequenos prazeres sem me preocupar em incomodar ninguém. Ficar relaxada. Dona de mim. Da minha privacidade. Do meu sossego....

    Gosto dos pequenos prazeres que a quietude do meu lar oferece no dia a dia.Poder usufruir do ficar em silêncio, quieta no meu canto apenas pensando, lendo um bom livro ou colocando no papel minhas idéias.

    Posso parecer egoísta quando repito sempre “minha casa’, “meu quarto”, “minha cama”, “meu banheiro”....Mas não é no sentido de posse, e sim no sentido de privacidade prazerosa que eles me proporcionam.

    Sempre fui assim. Caseira. Gosto muito do “meu cantinho”, mas ultimamente esse sentimento de “apreciar ficar quieta no meu canto” tem se tornado mais arraigado.

    Pode ser uma questão de idade. E se for, ótimo. Aprecio ter a idade que tenho.Além de outras vantagens, ela me trouxe a consciência de pequenos prazeres cotidianos que na juventude que  eu não vislumbrava.

    Quando jovens procuramos prazeres de forma complicada, muitas vezes inconveniente. Muitos até procuram prazeres escusos. E se perdem.Eu, felizmente não me perdi ....ainda! Mas agora..... O que eu quero é me afogar, me perder nestes pequenos prazeres do cotidiano....

     

     

    “A beleza de nossa vida está no cotidiano, nas coisas ordinárias

                                Adélia Prado                                                    29/12/2009

     

     

     



    Escrito por edimeli às 14h54
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    Viagem de volta

    Viagem de volta

     

    Organizar uma viagem sempre me deixa muito ansiosa. Ansiedade na ida e também ansiedade na volta.

    Não sou dessas  pessoas que se entusiasmam com as viagens. Prefiro a quietude, a tranqüilidade de minha casa. Mas vez ou outra quebro a rotina e vou visitar minha filha.

    O trânsito caótico de nossos dias, a falta de responsabilidade e imprudência dos motoristas nas estradas, talvez sejam a causa de minha apreensão.

    Pode parecer pessimismo de minha parte, mas é assim que me sinto. Em casa me sinto mais segura.Não sou aventureira. Gosto de casa, de tranqüilidade.

    Ultimamente a linha Marília-Goiânia tem sido alvo de ataques noturnos de bandidos, combinados com seqüestros relâmpagos de seus ônibus e passageiros. Tudo acontece ali pelo trecho do triângulo mineiro.

    Embarcar no ônibus de volta à Marília, foi para mim como estar assinando minha própria condenação. Não conseguindo passagem diurna, fui forçada a comprar passagem para viagem noturna. Um ótimo horário para uma viagem tão longa, não fosse  o perigo de assaltos.

    As empresas tem se precavido e organizado as viagens em  comboio.Saber disso só me preocupou mais. Foi como uma constatação de que realmente o trecho é perigoso e que corríamos o risco de sermos surpreendidos inesperadamente. Mesmo tomando todas as precauções, nunca se sabe. Hoje em dia os bandidos são ousados demais.

    A viagem quase toda fiquei  inquieta e preocupada temendo um ataque surpresa.

    Foi com grande alívio que vi o trecho visado ficar para trás.

    Alívio total mesmo foi só ao desembarcar em Marília.

    Em menos de uma hora estaria em casa. Já respirava o ar doméstico e familiar. Sentia o cheiro de casa....

    È muito bom voltar para casa!

     

    29/12/2009    17:50:55

     

    “Enquanto as “pessoas do mal” se unem na busca de interesses comuns, as “pessoas do bem” tendem a se dissipar. Ficam acuadas, trancafiadas, perdem sua função social e de organização e acabam por adoecer

                                (mentes perigosas – Ana beatriz Barbosa Silva)



    Escrito por edimeli às 14h28
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    Amenidades

     

     

    A permanência em Goiânia foi ótima. Um Natal diferente. Goiânia linda, com suas fachadas e praças iluminadas em clima de festa para o Natal. O tapete azul na praça central estava simplesmente divino!

    Normalmente a celebração natalina acontece todos os anos em minha casa.

    Neste ano em vez de convidar, “eu” fui a convidada. Foi legal.

    Um clima familiar e harmonioso cercou a nossa ceia. Minha filha está se revelando uma ótima anfitriã.  Fico pensando que quando vierem os netos será melhor ainda...

    Na missa natalina agradeci a Deus pela oportunidade de estarmos ali reunidos em harmonia celebrando o nascimento de Cristo.

    Pedi também pelo meu filho ausente, separado de nós por um imenso oceano.

    Gostaria de tê-lo também aqui, com minha nora e netas. Não estão presentes fisicamente, mas estão no coração, e é isso que é importante. Laços familiares são eternos. Não se dissolvem nem com um imenso oceano se interpondo entre nos!

    O sábado no Hot Park  em Caldas Novas foi sensacional. Diferente.

    Gostei de ouvir minha filha dizer que agora é ela quem cuida de mim, quando tive dificuldade em conduzir a bóia na piscina térmica e precisei de sua ajuda.

    É, os papéis se inverteram. Por ela, jamais eu me arriscaria no tobogã. Temia pela minha segurança. Mas meu genro me incentivou e lá fui eu. Aceitei o desafio e gostei da sensação. É bom viver emoções novas. Como diz Roberto Carlos: “O importante é que emoções eu vivi”.

    Domingo tranqüilo. Tarde no shoping Flamboyant. Muita gente. Parecia um formigueiro.As vitrines como sempre, um apelo ao consumismo.

    Fico pensando se as lojas que exibem aqueles preços exagerados nas vitrines e mesmo quem os consome, conhecem a realidade do país. Sabem da miséria , da fome e das necessidades pelas quais passam tantas pessoas.

    Certos preços chegam a ser uma afronta, pois são tão fora da realidade que  me leva a refletir sobre quantas bocas, aquele valor estipulado ali na vitrine , daria para alimentar.

    O apelo ao consumismo é tão grande que as pessoas acabam perdendo a capacidade de raciocinar com inteligência e clareza.

    Raciocinem comigo. O que é mais conveniente e sensato: desfilar por aí exibindo uma bolsa de grife caríssima, mas sem  Money dentro, ou ter esse dinheiro  no interior de uma bolsa comum?

    É claro que nós mulheres muitas vezes perdemos o “juízo” e cometemos pequenos pecadinhos de consumismo exagerado e até extravagante. Faz parte da vida. Faz parte do “ser mulher”.Mas é preciso ter cuidado para não perder a sensatez. Nada que  coloque em xeque nossa inteligência. Extravagâncias também tem limites.

    Cruzes, as pessoas perderam o bom senso! Dão mais importância ao que se tem, quando o mais importante é quem você tem. Preferem TER do que SER.

    É......SER gentil...SER generoso.....SER gente...... está ficando cada vez mais difícil em nossos dias.....

     

    “A sociedade atual possui um rolo compressor que massifica o intelecto dos jovens, aborta o pensamento crítico e os torna estéreis, meros repetidores de dados”

                                       (O vendedor de sonhos -Augusto Cury)

     

    terça-feira, 29 de dezembro de 2009                         18:48



    Escrito por edimeli às 11h26
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    Um dia inteiro dentro de um ônibus

    Um dia inteiro dentro de um ônibus

     

     

    As facilidades existem. Mas não consegui  vencer a resistência de meu marido.

    Poderíamos ter feito essa viagem de avião. A dificuldade seria que teríamos que nos deslocar até o aeroporto mais próximo: Londrina ou Rio Preto. Mas acho que valeria a pena. Melhor que passar 16 horas dentro de um ônibus. Confortável , sim. Mas cansativo.

    Algumas cochiladas, um pouco de leitura, paisagem bucólica,  mas a hora não passa.

    Muitas paradas... atraso já na saída.... atraso nas rodoviárias... Enfim uma chatice.

    A meu lado um senhor tão falante que incomodava....

    Sabe, desses que falam pelos cotovelos...”Alugou” uma pobre senhora e ficou na maior animação. Não tinha como não ouvir. Além dos assentos serem muito próximos, ele falava muito alto.

    Minha leitura ficou prejudicada. Não conseguia me concentrar. A história de sua vida e da família rolava solta...

    Tentei me concentrar no best seller de Zíbia Gaspareto: “Ninguém é de ninguém”. Ouço tanto falar desse livro, mas logo de início vi que não faz o meu gênero literário. Achei cansativo demais  e repetitivo .

    Tenho feito essa viagem em outras ocasiões, mas à noite. É mais econômica em questão de tempo. “Apenas” 12 horas.

    Não gostei desta experiência de viajar durante o dia. Mas como tem  havido alguns eventuais assaltos noturnos aos ônibus dessa linha Marília-Goiânia, fui forçada a fazer essa opção. Julguei ser mais seguro.

    É, hoje em dia está difícil também viajar em segurança. Não são só os ônibus de “sacoleiros” que são alvo dos bandidos. Qualquer linha está sujeita a ter uma surpresa desagradável durante o trajeto.

    Mas enfim, cansaço e tensão à parte, estou chegando.Daqui há uma hora estarei desembarcando na rodoviária de Goiânia. Para quem saiu de casa às 2 horas da madrugada, chegar às 20 horas sã e salva é  uma vitória...

    O  Natal ao lado de minha filha e genro compensam o sacrifício...

     

    23/12/2009                 18 horas

     



    Escrito por edimeli às 22h41
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    SEM LENÇO...SEM DOCUMENTO

     

     

    SEM LENÇO........SEM DOCUMENTO

     

    Parece que nós mulheres somos destinadas a sermos vítimas das tensões: tensão 

    pré menstrual e tensão pré –nupcial são nossas velhas conhecidas. E agora me deparo com esta desagradável tensão pré-viagem. Há questão de dois meses estou me programando para fazer uma viagem internacional.

    Tudo para mim é novidade: aeroporto,avião, vôo, destino do vôo. Tudo isso somado aos últimos acontecimentos onde a fatalidade derrubou 3 vôos, o q fez c/ q eu ficasse em nível de ansiedade extrema.

    Acidentes acontecem, dizem alguns para nos encorajar. Não é só no ar, mas em terra também.E as estatísticas mostram que morre muito mais gente de acidente terrestre do que aéreo, dizem os mais entendidos.Mas isso não serve de consolo.É mais forte do que eu. Não consigo ficar livre dessa ansiedade que se apoderou de mim.Posso não falar sobre o assunto, aliás, evito o assunto”queda de avião”. Mas “não falar, não significa não sentir”.

    Mas hoje,29 de julho, com viagem marcada para 3 de agosto,  o meu grau de ansiedade atingiu o pico máximo. Superou todas as expectativas..

    Já imaginou estacionar o carro à frente do consultório de seu cardiologista depois de viajar 40km por mais ou menos 40 min. E descobrir somente ao descer do carro que “esqueceu” a bolsa com tudo dentro?

    Que sensação horrível!. Sensação de” vazio”, “perda de memória”, falta de controle mental”,” falta de coordenação de idéias”! Nem sei o que realmente senti naquele momento.Fiquei confusa! Como me apresentar na portaria do consultório sem nada que me identificasse? Senti-me muito só naquele momento......SEM LENÇO, SEM DOCUMENTO....olhando o infinito, olhando o nada, sem saber o que fazer.

    Mas a decisão foi rápida. Em questão de segundos optei por voltar pra casa. Não restava outra solução.

    Naquele momento eu era um ser sem identificação alguma...SEM DOCUMENTO....SEM CELULAR.... SEM DINHEIRO... SEM CARTEIRA DE HABILITAÇÂO......., mas não SEM MEMÒRIA

                                                   Não SEM CAPACIDADE DE USAR DE RACIOCÌNIO LÓGICO E RÁPIDO.

    O que aconteceu comigo foi fruto de um  stress pré-viagem  profundooooooooo.

    Consegui remarcar a consulta para o dia seguinte e fui aconselhada pela Dra. a tomar um ansiolítico.

     

    Mas eu penso positivamente. Vou viajar, mas volto. Meu vôo vai ser um sucessoooooooooo.....E ainda vou rir muito dessa história....

     

    escrito em 29/07/2009                                                                                 Postado em 31/08/2009

     


    "VIVA LIVRE,ENTENDA QUE VC TEM UM RECOMEÇO TODOS OS DIAS"

     



    Escrito por edimeli às 22h16
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